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Blog Dr. Luba

CALCINHA PODE SER MAIS PREJUDICIAL DO QUE POLÊMICO TAPA-SEXO DE DANI SPERLE

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Ficou em choque com o tapa-sexo minúsculo que a musa da União da Ilha do Governador Dani Sperle usou na Marquês de Sapucaí, no Rio, na terça-feira de Carnaval (28)? pois saiba que o uso eventual do acessório --que parece uma tiara invertida e fica encaixada na vulva-- faz menos mal à saúde da região íntima do que vestir rotineiramente calcinha modelo fio dental.

“Se o tapa-sexo for usado por um curto período de tempo –como em um desfile— e estiver higienizado, não há problema para a mulher. Já a calcinha fio dental, por ficar em contato direto com a vagina e o ânus, facilita a passagem das bactérias do trato intestinal para o vaginal, podendo causar candidíase [infecção provocada por fungos], corrimento de repetição e até infecção urinária”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

Segundo o especialista, o fio dental não deve ser a lingerie do dia a dia. Embora nem toda mulher vá desenvolver algum dos problemas listados acima, o risco fica aumentado.

Quando se trata de escolher a lingerie ideal para a saúde da região íntima, o ginecologista afirma que as peças feitas de algodão são a melhor indicação. Por permitir que a pele transpire, elas não retêm umidade, como as de lycra.

Para as que fazem questão de caprichar na underwear, mesmo que seja para ir trabalhar, as calcinhas rendadas com forro de algodão são alternativas melhores do que as de lycra.

“A mulher pode usar a lingerie que quiser, mas, ao perceber qualquer alteração, como uma alergia, deve procurar um médico”, diz Luba.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/03/01/calcinha-pode-ser-mais-prejudicial-do-que-polemico-tapa-sexo-de-dani-sperle.htm

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MÉDICO COMENTA PROCEDIMENTO EM PARTO QUE BELA GIL AFIRMA TER ARRUINADO SUA VIDA SEXUAL POR UM ANO

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A chef e apresentadora Bela Gil estreou, neste mês, uma nova série em seu canal no Youtube sobre maternidade. Mãe de Flor, de 7 anos, e Nino, de apenas três meses, a baiana surpreendeu em sua primeira transmissão feita ao vivo ao afirmar teve sua vida sexual profundamente abalada após ter sido submetida à episiotomia na primeira vez que deu à luz, aos 20 anos. "Quando você está em um hospital, há mais chances de passar por intervenções médicas (durante o parto). Existem vários tipos de intervenções, como a episiotomia. Se você não tem necessidade de fazê-la, não faça, porque isso pode arruinar sua vida sexual por um ano. Foi o que aconteceu comigo", declarou.

O ginecologista e obstetra Dr. Ricardo Luba explica que esse procedimento cirúrgico –  que compreende um corte na região do períneo (localizado entre a vagina e o ânus) –  é rotina para alguns profissionais, mas não para a totalidade: "Todos temos uma autonomia para realizar o seu trabalho. Mas, dentro da medicina, há sempre um protocolo pré-definido para evitar ao máximo erros médicos", explica sobre a tomada de decisões por parte da equipe.

Algumas pessoas, assim como Bela Gil, defendem que a episiotomia é uma violência obstétrica, no entanto, Dr. Ricardo pondera "algumas mães confundem violência obstétrica com seu modelo ideal de parto que, muitas vezes, não é possível de ser realizado". Ele ainda explica que existe um planejamento chamado de "Plano de Parto" para que, em eventuais emergências, as atitudes tomadas pelo médico estejam de acordo com os desejos da parturiente.

"Esse corte é usado para evitar que o bebê sofra caso demore muito a nascer –  o chamado sofrimento fetal –, pois acelera o processo. Por isso, é importante ter bem claro o que pode ou não ser feito no seu plano de parto, para que o médico possa tomar uma decisão rápida", defende. O sofrimento fetal pode ter consequências graves para o bebê, e por isso deve ser evitado.

Além disso, Dr. Ricardo ressalta que, caso a episiotomia seja descartada e haja real necessidade de sua realização, as consequências para a mulher podem ser ainda pior. "Este procedimento é feito quando o canal da vagina é muito estreito para a passagem do bebê, com a função de proteger a bexiga, uretra e reto da mãe. Se a cabeça do bebê for muito grande, por exemplo, pode ocorrer a laceração do períneo [sem o controle possibilitado pela episiotomia]", conta, "então a mulher pode ter problemas como uma lesão no  esfincter retal, provocando incontinência fecal, uma vez que a 'lesão controlada' do procedimento cirúrgico não foi feita."

"A cicatrização demora este período que a gente costuma chamar de quarentena, tempo necessário para que os pontos sejam reabsorvidos. O que acontece com frequência é que algumas pacientes se queixam de um ponto específico feito na musculatura. Este pode desenvolver uma dor aguda, que pode evoluir para uma dor crônica. Geralmente, há um incômodo pelos próximos 2 ou 3 meses quando a mulher vai abaixar, praticar esportes, ter relações sexuais", elucida o obstetra.

Mas o ginecologista alerta: "Quando você faz o procedimento em uma paciente que não gostaria de ter sido lesionada, ela se sentirá violentada. Por isso que muitas mulheres têm dificuldade para reatar sua vida sexual, não somente pela dor de uma cicatriz, mas por uma questão emocional bem mais profunda e problemática."

O plano de parto é fundamental para que a mulher se sinta protegida e acolhida durante a gravidez até o momento do parto. É verdade que existem diversos procedimentos na medicina que não são naturais e, em alguns casos, desnecessários. Porém, em situações de emergência, eles podem ser fundamentais para o bem-estar da mãe e do bebê. Lembre-se de conversar com seu médico para que o parto supra todas as suas expectativas. "Normalmente, os casos de violência obstétrica acontecem justamente pela falta de diálogo entre o profissional e a paciente, por isso é tão necessário que a mãe e o médico sejam sinceros e diretos. É fundamental que haja empatia de ambos os lados. e ficar atenta se vocês têm decisões muito diferentes, caso sim, procure outro profissional que realize um trabalho mais próximo do ideal para você", completa o ginecologista.

Acesse o link da Revista Claudia Online: http://mdemulher.abril.com.br/saude/claudia/medico-comenta-procedimento-em-parto-que-bela-gil-afirma-ter-arruinado-sua-vida-sexual-por-um-ano

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DESCUBRA OS MITOS E VERDADES DA SOBRE A DEPILAÇÃO ÍNTIMA FEMININA

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Por questões de higiene e também estética, a mulher brasileira sempre foi adepta à depilação - com a retirada total (ou parcial) dos pelos pubianos. Da hepatite ao HPV, são inúmeros os riscos para a saúde relacionados com a depilação íntima feminina, especialmente quando os procedimentos são realizados com a reutilização de cera, pinças não esterilizadas, tesouras ou até mesmo palitos e lençóis não-descartáveis.

Fora estes problemas relacionados a maus profissionais, o ginecologista Ricardo Luba afirma que não há contraindicações para as mulheres que desejam depilar a área íntima. “A função dos pelos era reconhecida como proteção, mas com o uso de roupas ela deixou de existir”, explica.

O médico acrescenta que "cada mulher pode decidir o que prefere, depilar, raspar, cortar ou não cortar. O importante é que seja feita de maneira adequada a higienização da região genital para evitar infecções". Abaixo, confira as respostas das dúvidas mais frequentes sobre depilação íntima feminina:

1) Quais são os prós e contras do uso da lâmina?

A depiladora Marlene Bispo, do salão Visage - Espaço da Beleza, diz que a depilação com lâmina não dói, é rápida e pode ser feita em qualquer lugar, especialmente em casos de emergência. Mas depilar com a lâmina pode trazer alguns problemas: os pelos engrossam e o método pode irritar, agredir e até causar sangramentos na pele. Como o procedimento dura pouco tempo, é preciso raspar mais vezes – o que gera irritação e pode acabar até escurecendo a pele.

2) Quais são principais os cuidados ao se depilar com a lâmina?

Quem optar por este método, deve ter atenção redobrada, já que as lâminas devem ser limpas sempre que usadas e não devem ficar no ambiente úmido do chuveiro, que é propício para a propagação de fungos e bactérias. “É indicado passar o aparelho no sentido que nascem os pelos, pelo menos na primeira vez, para evitar que eles quebrem e encravem", esclarece.

A lâmina deve ser de uso pessoal, jamais ser compartilhada. "Depois de utilizá-la por, aproximadamente, 8 vezes, substituir por uma nova. E nunca se esqueça de sempre hidratar a pele depois de raspar”, completa a depiladora.

3) Depilação completa com cera é mais higiênico? Por quê?

Na teoria, depilar com cera é mais higiênico porque o material é, na maioria das vezes, usado de maneira individual e descartado. As ceras elaboradas com ingredientes naturais também têm propriedades calmantes que não agridem a pele. E, dependendo do tipo utilizado, ajuda, inclusive a hidratar a região.

4) Depilar com cera escurece a pele?

Depilar com cera pode escurecer a pele sim. Isso varia de pessoa para pessoa e acontece em algumas situações, como no caso de problemas hormonais, por exemplo. “Pode escurecer, também, se houver algum atrito ou pelos encravados que acabam pigmentando e manchando a virilha. Sempre indico para minhas clientes após a depilação usar argila branca na região, pois clareia, não dá pelos encravados, foliculites ou qualquer outro tipo de irritação”, explica Ana Aragão proprietária da clínica Distak Cabeleireiros.

5) Ceras reutilizáveis podem transmitir doenças? Quais?

Não chegue perto das ceras reutilizáveis porque elas podem transmitir doenças contagiosas como herpes genital e hepatite. “Não se deve em hipótese alguma reutilizar cera depilatória. Isso pode levar a infecções fúngicas, bacterianas e virais”, recomenda o ginecologista Ricardo Luba.

6) Com lâmina ou cera existem mais possibilidades dos pelos ficarem encravados?

O surgimento de pelos encravados depende do tipo de pele e sua adaptação a cada método depilatório. Mas, este problema pode ocorrer por diferentes motivos, como o excesso de oleosidade da pele, espessura, formato do pelo, tamanho dos poros e até por conta do uso de roupas muito apertadas.

No caso da depilação, pode variar de mulher para mulher: existem aquelas que acreditam que a cera encrava os pelos com mais facilidade, enquanto outras acham que isso acontece quando raspam a região.

7)  Quais são os métodos que causam menos dor e como funcionam?

Marlene Bispo, do salão Visage - Espaço da Beleza, diz que a lâmina e os cremes depilatórios são métodos indolores de depilação íntima feminina muito comuns e usados em casa. “O creme também é prático, mas a pessoa que usar esse método deve tomar cuidado com alergias e deixar o tempo certo para agir sem queimar a pele”, alerta.

8) Quais são as diferenças entre depilação a laser e fotodepilação?

A depilação a laser é um tratamento de eliminação dos pelos que, com a aplicação do laser no local, produz um calor intenso que destrói o folículo do pelo e inibe o seu crescimento.  Já a fotodepilação é um procedimento realizado com a Luz Intensa Pulsada que dói menos que o método à laser. Esta luz não acaba de vez com o bulbo, mas enfraquece os pelos, deixando-os mais finos e ralos.

“Neste procedimento, os pelos grossos ficam mais finos, e demoram bastante para nascer novamente, diminuindo até a quantidade”, explica Ana Aragão. “Os principais benefícios destas tecnologias são a facilidade e praticidade sobretudo para quem não suporta a dor com depilação a cera, sofre de alergias ou possui pelos muito grossos”, completa a proprietária da clínica Distak Cabeleireiros.

9) Como deve ser feita a higienização da pele na área íntima antes e depois da depilação?

Independente do método, além do uso das chamadas loções depilatórias, antes e depois do procedimento com cera, não existe nenhum padrão de higienização que a mulher deve fazer antes da depilação. A dica é manter a higiene íntima cotidiana, com água e sabonete, produtos específicos para a região ou usando lenços umedecidos nos casos mais urgentes.

10)  Depilar a área íntima gera inflamações ou infecções?

O ginecologista Ricardo Luba afirma que toda irritação gera inflamação mas que, no caso da depilação íntima feminina, existem produtos calmantes, feitos para uso após o procedimento que ajuda a diminuir a resposta inflamatória.

11)  É verdade que não é recomendado manter relações sexuais após a depilação? Por quê?

Luba explica que essa afirmação é mito: “Não há problemas ter relações sexuais após a depilação. Uma boa dica é que após a depilação se use produtos calmantes para a pele”.

12) Como descobrir qual o melhor método depilatório para a área íntima, para cada tipo de pele?

Testando. Afinal, não existe outra maneira de descobrir o que é melhor para cada tipo de pele e o que funciona ou não funciona – especialmente quando se trata de depilação íntima. A recomendação é procurar um profissional de confiança e fazer uma avaliação. “Independentemente do tipo de depilação escolhida, tome os cuidados necessários para deixar a pele saudável e sem irritação”, finaliza Marlene.

Acesse o link do Portal A Revista da Mulher: http://arevistadamulher.com.br/corpo-e-pele/content/2280081-descubra-os-mitos-e-verdades-sobre-a-depilacao-intima-feminina

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PONTO G, ONDE ENCONTRAR E MOVIMENTOS PARA ESTIMULAR

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Há algumas décadas já é possível observar as pessoas e a ciência cada vez mais engajadas em respostas mais precisas na área da sexualidade, do sexo e do orgasmo. Fala-se muito sobre a importância de se ter uma vida sexual ativa, independentemente de se ter uma relação séria ou não, bem como da necessidade de o sexo ser seguro, a fim de evitar não só uma gravidez indesejada, mas especialmente as chamadas doenças sexualmente transmissíveis.

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Sim, há muita informação e até algumas “inovações” quando o assunto é o sexo, a busca por prazer. Mas, não tem como negar: tudo isso causa muitas dúvidas e, em alguns casos, até uma busca exagerada pelo “sexo perfeito”, pelo “prazer intenso”.

Keila Oliveira, psicóloga, sexóloga e terapeuta sexual, comenta que, ao longo do tempo, muitas respostas (a respeito da sexualidade, do sexo e do orgasmo) foram encontradas; e outras vieram surgindo muito mais como especulações e suposições. “Ao passo que temos evoluído em tecnologia e respostas prontas para o cotidiano e o dia a dia, temos visto que essa urgência em saber de tudo e tornar a vida cada dia mais prática e excepcional se tornou um alvo muito claro, o qual praticamente todo mundo busca prementemente”, diz.

“Temos uma verdadeira indústria da felicidade posta todos os dias em favor de gadgets e descobertas bombásticas que facilitem a vida e nos impedem de dar de cara com as frustrações e com o próprio envolvimento emocional como reflexo de nossas conquistas e também dos nossos fracassos. Na área da sexualidade, porém, temos poucas novidades em termos de tecnologia e avanços da medicina, quando comparados às demais áreas da ciência: como estética, genética, cardiologia e infectologia, por exemplo”, observa.

Quando o assunto é sexo, um tema muito destacado é o chamado ponto G, rodeado, porém, de muitas dúvidas. Ele seria praticamente o “responsável” por proporcionar um prazer máximo à mulher.

Keila explica que o termo “ponto G” surgiu na década de 80 e tem sua origem na alusão de estudos na área da anatomia feminina do médico alemão Ernst Gräfenberg. “Segundo esse conceito, seria uma região encontrada na região anterior da vagina, há mais ou menos 4 cm da entrada do canal da vagina. Acredita-se que seria exatamente na região próxima da inervação do clitóris e, por isso, responsável pelo orgasmo”, diz.

Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana, comenta que há quem concorde e quem não acredite no chamado ponto G. “Na verdade, não há evidência científica, mas ele costuma ser indicado como na entrada da vagina, na parede anterior”, afirma.

Como encontrar o ponto G?

Mas, afinal, o que é o ponto G? Como encontrá-lo? Ele “funciona” para todas as mulheres?

“Para achar o ponto G, deve-se introduzir o dedo indicador na vagina com a palma da mão virada para cima. A parede vaginal nessa região apresenta rugosidades, irregularidades. Aprofundando-se um pouco mais o dedo pode-se perceber que a parede vaginal torna-se lisa. O ponto G encontra-se na região da parede anterior da vagina, com rugosidades”.

Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução

O ginecologista acrescenta que a masturbação e até o uso de vibradores podem ajudar a mulher a encontrar o ponto G. “Com a masturbação, a mulher aprende seus pontos de maior prazer e, assim, o uso de vibradores ajuda na localização do ponto G”, orienta.

Keila explica que prefere chamar essa de uma “região virtual”. “É extremamente válida que seja explorada, no entanto, a denomino assim, pois funciona em algumas mulheres, em outras não. Há teorias de que ela existe em todas as mulheres, mas em algumas ainda não foi encontrada ou estimulada adequadamente. Outras, de que em algumas mulheres essa zona é mais proeminente e, por isso, de melhor acesso”, pondera.

“O que não devemos perder de vista é que cada mulher é um mundo complexo e idiossincrático. O que é excelente para algumas pessoas, para outras pode ser absolutamente estranho e isso vale para qualquer coisa na vida, inclusive para o sexo e o orgasmo. O orgasmo e o desejo feminino ainda são zonas em grande parte desconhecida, e muito ainda teremos que descobrir”, destaca a sexóloga.

“Ao longo dos anos, atendendo casais e mulheres com baixo desejo, dificuldades de orgasmo e problemas relacionados ao sexo, chego cada vez mais próximo do entendimento de que as pessoas têm preguiça em tentar conseguir uma vida sexual mais satisfatória e ampla e buscam em respostas prontas a solução para uma vida sexual mais divertida e um sexo ‘plus’, sem que para isso tenham muito trabalho ou invistam todo seu lado criativo nisso. E, é justamente por acreditar nisso que sinto que o ponto G faz tanto sucesso na mídia, porque é mais uma resposta pronta. ‘Achamos! Oba! Nossa vida sexual a partir de agora será uma maravilha’”, comenta Keila.

A sexóloga explica que a forma criativa de sempre buscar outras respostas e coisas legais para a vida sexual e a dois é maravilhosa: “temos que buscar e reinventar, sempre. Mas não podemos cair no engodo de que elas são milagrosas e resolvem nosso problema em definitivo”, diz.

Keila ressalta que o ponto G, em tese, se localiza bem próximo à entrada da vagina, na parte anterior. “Para encontrá-lo, devemos colocar o dedo voltado para a região do pubes e fazer uma massagem como se tivéssemos uma ‘cosquinha’, o chamado movimento de ‘vem cá’. Deve-se buscar vários tipos de toques, mais delicados, com mais pressão, mais rápidos, ou mais lentos. Cada mulher poderá senti-lo de uma maneira diferente”, esclarece.

“O que se deve ter em mente é de que todo o entorno do ato sexual tem reflexo sobre isso; o que quero dizer é de que nada adianta investir no ponto G sem nenhuma preliminar, sem clímax nenhum, como se o ponto G fosse o ‘botão do ON’! Na verdade, na mulher, é difícil achar um único ‘botão ON’. Eu sempre digo: existem vários botõezinhos e, se você não ligar uma combinação de vários deles, o sexo pode vir a ser sem graça e monótono. Esses ‘botõezinhos mágicos’ estão espalhados por todo o corpo, em diversas zonas erógenas, nas nossas emoções, na nossa mente e inclusive na nossa imaginação. Ligue uma combinação deles e a chance de sucesso é bem alta”, estimula a sexóloga.

Keila explica que a masturbação e o vibrador ajudam muito a despertar várias sensações no corpo feminino, sendo, assim, excelentes complementos para o sexo.

Para a mulher encontrar o ponto G sozinha na masturbação é um pouco mais complicado do que com a ajuda do parceiro, de acordo com Keila. Mas abaixo ela passa algumas dicas de movimentos/posições para ajudar nos dois casos:

  1. Deitada de bruços, com os dedos buscando a parte superior do canal da vagina com movimentos fortes e lentos;
  2. Deitada de bruços, com os dedos buscando a parte superior do canal da vagina, simulando uma penetração rápida;
  3. Deitada de costas, colocando o dedo no interior da vagina como se tivesse cavando um buraquinho em direção ao colchão;
  4. Na masturbação, sozinha, a mulher deve buscar as posições sentadas sobre a cabeceira da cama, buscando uma posição em que seja confortável o alcance dessa região. Ajuda colocar um travesseiro em baixo das pernas;
  5. Deitada de lado em posição fetal com um travesseiro dobrado entre as pernas.

Homem tem ponto G?

Keila explica que o correlato do ponto G masculino seria a região inervada da próstata, alcançada ou pelo toque retal ou pela região exterior do períneo (entre os testículos e o ânus). “Mais do que ficar buscando ‘respostas prontas’ quando o assunto é sexo e, no caso, o prazer do homem, vale mais buscar investir nas carícias em várias regiões do corpo e sob diversas formas”, diz.

“Embora não sejam todos, alguns homens simplesmente têm pavor só em pensarem em ser tocados nessa região (isso se dá muito em virtude do mito de que o prazer anal está relacionado com a homossexualidade, o que é não verdade). Para esses homens, desista dessa tentativa pelo ânus; a tentativa talvez seja mais frutífera pelo períneo e, mesmo assim, olhe lá!”, comenta a sexóloga.

“Já outros homens deixam declarados essa preferência para as suas parceiras e, se elas não tiverem ressalvas quanto a isso, ‘maravilha’. O ânus do homem é uma região erógena, por sua proximidade à próstata que se dá por ele. A próstata, por sua vez, é uma região extremamente vascularizada e inervada, que quando estimulada proporciona prazer intenso”, acrescenta Keila.

A verdade é que, tanto no caso da mulher como do homem, vale sempre lembrar que as pessoas são únicas. O que é bom para uma, pode não ser legal para outra. Não há mal nenhum em tentar buscar o chamado ponto G, muito pelo contrário, esta pode ser uma busca prazerosa. O que não é válido é ficar “obcecada(o)” com isso, achando que este é o único caminho para um sexo realmente prazeroso.

O diálogo entre o par é fundamental. Não se deve ter medo de perguntar do que o outro gosta ou não gosta. “É sempre bom saber até onde seu par topa ou não topa determinadas carícias. Respeitar os gostos e limites do outro é um excelente caminho”, ressalta Keila.

No sexo, assim como num relacionamento em geral, não há regras… O importante é querer e estar disposta para viver aquilo naquele determinado momento!

Acesse o link do Portal Dicas de Mulher: http://www.dicasdemulher.com.br/ponto-g/

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EM TEMPOS DE NUDES, MULHERES PROCURAM CIRURGIAS ÍNTIMAS PARA RECUPERAREM A AUTOESTIMA

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A autoestima feminina nunca esteve tão em xeque. Com a superexposição fomentada pelas redes sociais, todo o meio é caminho de ir e vir em uma grande feira de vaidades. Para além de sites de compartilhamento de imagens, como o Instagram e Snapchat, despontam também outras formas de trazer a intimidade a público - ainda que bem seleto.

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Provavelmente, você já ouviu a expressão "mandar um nude". Em português claro, trata-se de enviar fotos trajando nada ou quase nada. A prática está cada dia mais popularizada. Segundo uma pesquisa da CONECTAi Express, 47% dos internautas brasileiros já receberam fotos íntimas e 21% compartilharam o que receberam. Os homens receberam em proporção maior do que as mulheres: 55% X 38%.

SUPEREXPOSIÇÃO X AUTOESTIMA

A experiência, é claro, pode ser divertida e muito excitante, entretanto não se pode dizer que todas as mulheres saem ilesas desse hábito. Tanto o descobrimento do próprio corpo quanto as comparações com outros corpos geram insegurança - especialmente porque as mulheres não têm conhecimento sobre si (e não são incentivadas a isso).

"Com essa onda de sexo virtual e selfies íntimos, as mulheres ficaram preocupadas com a aparência íntima, principalmente aquelas que já tinham alguma queixa", associa a dermatologista Marcia Linhares.

As alternativas para solucionar o incômodo vão desde procedimentos não-invasivos até cirurgias com incisões precisas. Há casos em que a ideia é aliviar qualquer possível desconforto físico, mas o fator estético pesa na balança. O surpreendente nisso é o aumento expressivo da estatística de mulheres em busca dessas intervenções.

CIRURGIA ÍNTIMA E PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

O Brasil foi o segundo país com o maior número de cirurgias plásticas realizadas em 2014, perdendo apenas para os Estados Unidos, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Foram 2.058.505 procedimentos registrados.

Entre os 19 tipos catalogados, está o rejuvenecimento vaginal. "Em torno de 95% das pacientes procuram por desconforto e constrangimento", afirma o cirurgião plástico André Colaneri, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Isso demonstra que cada vez mais as nossas conterrâneas têm se mostrado insatisfeitas com a estética de região íntima a ponto de recorrerem a procedimentos cirúrgicos para remodelá-la.

Ele também conta que diversos processos simples, realizados por bons especialistas, surtem efeitos positivos e têm uma recuperação satisfatória; como é o caso da diminuição dos pequenos lábios. Muitas pacientes se incomodam que eles ultrapassem os grandes lábios, embora não se trate de uma anormalidade funcional. "O procedimento é rápido. Tenho casos de pacientes que são operadas na sexta-feira e já conseguem voltar ao trabalho depois do final de semana. O importante é evitar atividades físicas e práticas sexuais por cerca de um mês", explica o médico.

Também é possível reduzir o Monte de Vênus, a parte externa superior da vagina, através de uma lipoaspiração, que dura cerca de uma hora; e preencher os lábios exteriores, a fim de diminuir a flacidez e reduzir o excesso de pele da região.

No consultório do dermatologista também é possível remodelar a região íntima. A doutora Marcia Linhares explica que já existem recursos capazes de devolver a pigmentação, a firmeza e até as proporções originais da genitália, características que sofrem alterações durante o envelhecimento.

"O laser íntimo, por exemplo, é uma ferramenta eficiente e versátil para o tratamento do canal vaginal. Ele libera energia a fim de aumentar a temperatura da mucosa intravaginal, bem como a da musculatura relacionada. Como resultado, um novo colágeno será formado e o tônus da região será incrementado. Esse procedimento melhora os sintomas do ressecamento vaginal, que pode vir com a menopausa, e fortalece a região, diminuindo a dor durante o ato sexual e aumentando o prazer", esclarece a especialista.

ESTOU PENSANDO EM FAZER. E AGORA?

Para o ginecologista Ricardo Luba, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, o ideal é tirar todas as dúvidas com seu médico e, se possível, buscar uma segunda opinião antes de apelar para qualquer tratamento. "Conheço mulheres de 45, 50 anos que não conhecem bem o próprio corpo. Muitas vezes, as pacientes desistem por causa de uma simples orientação adequada. Alguém que diga: 'não se preocupe, isso é normal'", explica.

Além disso, pede para que estejamos atentas aos perigos envolvidos. "Exatamente pelos riscos, nem sempre o indicado é mexer. Tenha calma, veja o quanto isso traz de sofrimento e impacto na autoestima. Se fará bem, procure ajuda, mas se não causa problemas, por que mudar?", argumenta. "O corpo humano é cheio de 'imperfeições' e é perfeito justamente por causa disso", finaliza o médico.

Acesse o link do Portal da Revista Claudia:  http://mdemulher.abril.com.br/saude/claudia/em-tempos-de-nudes-mulheres-procuram-as-cirurgias-intimas-para-recuperarem-a-autoestima

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VOCÊ CONHECE SUA VAGINA?

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Primeiramente antes de começarmos a discorrer sobre os órgão genitais, é importante perguntar: Como mostrar de forma didática e para a mulher como é o seu corpo? Vamos lá...

Os órgãos sexuais femininos didaticamente são divididos em aparelho genital interno e externo.

Os Órgão Genitais Externos:

Correspondem aos planos mais superficiais do períneo anterior e constituem a vulva (grandes lábios, pequenos lábios, monte de vênus, clitóris, vestíbulo da vagina e as glândulas de Bartholin.

Os Órgão Genitais Internos:

Correspondem à vagina, útero, as tubas uterina (trompas) e ovários.

Tendo em vista as dúvidas que surgem à respeito da sexualidade e dos órgãos genitais femininos, fica difícil dividir os órgãos em estruturas anatômicas independentes, pois estão de maneira geral interligados no ato sexual. (ocorre relação entre os órgãos pélvicos e as mamas e o sistema nervoso central no ato sexual, por exemplo). Com base nesses dados, Serapião (1989) classifica as estruturas anatômicas femininas ligada a sexualidade em:

  • Estruturas Primárias de Sexualidade

Aquelas estruturas que através de estímulos táteis levam a mulher ao orgasmo (vulva e vagina e clitóris)

  • Estruturas secundárias de Sexualidade

Aquelas estruturas que participam do ato sexual de maneira indireta, como resposta ao estímulo sexual (pele, língua, lábios, orifício anal, mamas, útero, músculos perineais)

  • Estruturas Terciárias de Sexualidade

Aquelas estruturas que são receptoras, condutoras e perceptoras de estímulo sexual (órgão do sentido e sistema nervoso central e periférico).

Quais as fases do ato sexual?

Diversos autores tentaram explicar de uma maneira didática a relação sexual. Desde 1966 (Masters e Jonhson) até os dias de hoje diversos modelos foram propostos, mas atualmente o mais aceito é o seguinte padrão:

DESEJO, EXCITAÇÃO, ORGASMO E RESOLUÇÃO.

vagina

Como os seus órgãos sexuais respondem ao estímulo sexual?

Para responder a essa questão vamos continuar avaliando os órgão genitais como interno e externo. A vulva fica difícil de caracterizar sem a sua associação com a vagina. A vagina por sua vez na fase de excitação, apresenta resposta com a lubrificação das paredes vaginais de 5 à 15 segundos após a estimulação sexual eficaz (alguns autores defendem um tempo mais prolongado). A vagina aumenta de tamanho (largura e profundidade) e muda de cor de vermelho-violeta para vermelho-escuro.  Também apresenta congestão (inchaço) de seu terço externo antes da fase de orgasmo. Durante o ORGASMO, essa região externa se contrai a cada 0,8 segundo, reduzindo em número gradualmente em espasmos ocasionais .  Após o ORGASMO se dá a fase de RESOLUÇÃO, onde ocorre uma diminuição da congestão e o retorno da normalidade da cor da vagina. (de 10 a 15 minutos).

O clitóris também desempenha importante papel na relação sexual. Durante a fase de excitação o clitóris sofre um processo de ingurgitamento (de maneira mais fácil de entender, como um inchaço). Ele também acaba ficando ereto durante esse período. A lubrificação vaginal costuma acontecer antes do aumento do clitóris. Estudos mostram que o clitóris apresenta inervação equivalente à glande do pênis. É um órgão extremamente sensível à estimulação sexual.

O útero é órgão integrante do aparelho genital feminino interno. Fica localizado no fundo da vagina e está entre a bexiga e o reto. Na fase de excitação ocorre uma elevação do útero que retorna após o orgasmo, na fase de resolução. O útero tem importante participação na sustentação da pelve, e defeitos, falhas ou lesões nessa estrutura (pelve) podem dificultar a realização do coito. A principal causa de lesões no assoalho pélvico é o parto vaginal associado a fatores constitucionais. O útero pode causar dor no ato sexual quando apresenta aderências (em casos de endometriose e de processos inflamatórios) pela distensão de outros órgãos.

Os ovários são em número de dois e estão localizados um de cada lado da pelve. Os ovários tem importante função na ovulação e na produção de hormônios sexuais, que também são importantes na libido e no desenvolvimento dos caracteres secundários durante a puberdade na mulher. Quando apresentam lesões podem apresentar dor à relação sexual ou não. A presença de endometriose é importante nessa queixa de dor na relação sexual (DISPAREUNIA), dor no período menstrual (DISMENORRÉIA) do tipo cólica e intensa e infertilidade.

O objetivo desse artigo é expor de maneira didática e fácil de entender os órgão sexuais e suas respostas durante o ato sexual. Fica exposto ao paciente que sempre que houver dor na relação sexual, um médico especialista deve ser consultado, para evitar lesões posteriores que poderiam ter sido resolvidas anteriormente. Aproveite a informação para aumentar o seu prazer! Você merece uma vida saudável!

Fontes:

FEBRASGO. Tratado de Ginecologia Febrasgo 2001 . Ed. Revinter, capítulo 1, pag 01-14

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