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Blog Dr. Luba

O QUE É O EXAME DE PAPANICOLAU E PARA QUE ELE SERVE

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O papanicolau é um exame simples e rápido que colhe células do colo do útero para análise em laboratório – seu principal objetivo é prevenir contra o câncer de colo de útero. Ele tem esse nome por causa de seu inventor, o médico romeno Georgios Papanicolaou, que o tornou célebre nos anos 1940.

Para que serve

Principalmente para encontrar cedo lesões ou alterações do tecido uterino que indiquem a presença do HPV, cuja infecção é responsável por praticamente todos os casos de câncer de colo de útero. Mas o papa, apelido carinhoso, também detecta algumas infecções sexualmente transmissíveis, como a candidíase.

Como é feito o papanicolau

A mulher se deita na posição ginecológica, com as pernas elevadas e apoiadas por um suporte, enquanto o ginecologista abre caminho com a ajuda de um espéculo, aparelho que lembra um bico de papagaio.

Depois, o especialista extrai células da parede vaginal e do colo do útero com uma espátula e uma cerda – é normal sentir um leve incômodo durante a coleta. A partir daí, o material é enviado para um laboratório, que faz a análise.

Os resultados

Após a avaliação minuciosa do patologista, que dura até semanas, o ginecologista recebe o laudo. O exame aponta os fungos e as bactérias encontrados na amostra e classifica as eventuais anormalidades observadas nas células.

Essas alterações podem ser benignas, prováveis tumores ou, ainda, lesões que, se não tratadas, podem originar um tumor maligno no futuro. Se o resultado levantar qualquer questão suspeita, testes mais detalhados devem ser solicitados.

Dito de outra forma, o papanicolau não fecha o diagnóstico de câncer. Pelo contrário: ele é um método que ajuda a prevenir a doença antes de ela surgir propriamente. Hoje em dia, também existe o mais moderno teste do HPV.

Periodicidade

O exame é válido para mulheres a partir dos 25 anos que já tiveram atividade sexual. Segundo o Ministério da Saúde, as duas primeiras coletas devem ocorrer anualmente e, se não houver alteração, as próximas provas são feitas de três em três em anos.

O rastreamento segue dessa forma até os 64 anos, desde que os últimos resultados não tenham acusado sinais suspeitos – aí, a periodicidade deve ser discutida com o médico.

Mas atenção: mulheres acima dos 64 anos que nunca colheram o papanicolau devem realizar dois exames com intervalo de até três anos. Se estiver tudo certo, aí sim estão liberadas.

Cuidados e contraindicações

Para fazer o exame, a mulher não pode ter feito sexo por 72 horas. Mais: a coleta deve ocorrer entre o décimo e o 20° dia depois do primeiro dia da última menstruação.

Fontes: Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo; Ministério da Saúde

Acesse o link do Portal Revista Saúde: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-o-exame-de-papanicolau-e-para-que-ele-serve/

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8 FATOS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CANDIDÍASE VAGINAL

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Um recente estudo publicado em um periódico inglês estimou que 75% das mulheres já tiveram ou terão em algum período de sua vida um episódio de candidíase vaginal. A infecção fúngica que atinge a região vaginal, tanto masculina quanto feminina, é extremamente comum, podendo ocorrer nas mais diversas faixas etárias, e por uma série de motivos. As maneiras de identificá-la e preveni-la são simples, como explica o Dr. Ricardo Luba, ginecologista e obstetra a CLAUDIA, além de expor 8 questões fundamentais relacionadas à doença. Confira:

CLAUDIA: Como surge a candidíase e quais são suas causas?

Dr. Ricardo Luba: O fungo candida albicans vive no ambiente vaginal, seja no da menina, da mulher adulta. É responsável também por causar infecções orais. Há também outros tipos de cepas e fungos vivendo no nosso organismo que podem desencadear essas doenças, mas esta é a mais comum. É tão frequente que cerca de três em cada quatro mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase no decorrer de suas vidas.

O motivo mais recorrente é o início da vida sexual, que acaba gerando um desequilíbrio no pH da vagina por alterar a incidência de bactérias e fungos que coexistem neste ambiente. No caso da primeira relação, o que ocorre também com bastante regularidade é a infecção urinária. Outro fator que pode ser desecandeante da candidíase é a alteração da temperatura desta parte do corpo humano, que pode acabar favorecendo o crescimento ou a morte de algum organismo. A umidade também ser outro agente causador da infecção. Essas três constantes — pH ou acidez, temperatura e umidade — precisam estar numa constante adequada.

Por exemplo, se você utiliza uma calcinha de lycra num dia superquente, a temperatura e a umidade da vagina certamente serão elevadas. Ou então se você fica de biquíni molhado o dia inteiro na praia, ou também se tem muitas relações sexiais. São atitudes corriqueiras que a maioria das mulheres já tomaram alguma vez na vida e são altamente prejudiciais para a saúde da região vaginal. Mas a candidíase não pode ser considerada uma DST porque a mulher pode desenvolver mesmo sem ter tido relação sexual, mas quando há, é sempre interessante que tanto a parceira ou o parceiro sexual também façam o tratamento. Há pessoas que têm uma tendência maior de desenvolver a infecção, o que chamamos de candidíase de repetição, isto é, mais de duas vezes em seis meses ou mais de três no período de um ano.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são sempre muito claros: dor, coceira, vermelhidão, corrimento branco, que se assemelha a nata de leite, sensação de secura vaginal etc.

Como o diagnóstico pode ser feito?

Na maioria das vezes as pacientes relatam as queixas e então examinamos através do papanicolau. Mas há também a possibilidade de realizar uma cultura de secreção vaginal junto com uma pesquisa de fungos, para descobrirmos qual tipo de cândida a mulher apresenta.

Há uma série de receitas caseiras para tratar a candidíase? Como saber qual delas funciona?

Como o pH ideal da vagina é geralmente um pouco ácido, ou seja, em torno de 4,5; algumas pessoas recomendam fazer banho de assento com vinagre ou com leite fermentado, este último por ter lactobacilos vivos, organismos também presentes na vagina para tentar regularizar a flora vaginal. O problema de fazer receitas caseiras é que não há uma exatidão no diagnóstico, então, se você tiver com uma infecção bacteriana, no caso do leite fermentado, estará colocando mais bactérias na região.

O mais indicado, portanto, é procurar um médico ou até mesmo farmacêuticos que estejam aptos a auxiliar. Medicamentos com cloridrato de benzidamina, cremes especializados, antifúngicos de via oral também são indicados. Mas é fundamental que exista a prescrição e o acompanhamento médico porque algumas mulheres podem ter desenvolvido uma cândida mais resistente, ou outro tipo de infecção mista, isto é, bacteriana e fúngica, e não sair procurando coisas na Internet porque corre o risco de se prejudicar ainda mais com isso. Em alguns casos, diminuir a ingestão de carboidratos e chocolate pode ser uma das maneiras de diminuir a incidência da infecção. Em outros, pode ser uma deficiência do sistema imunológico.

Quais são as formas mais efetivas de prevenção?

O ponto-chave da prevenção é a higiene vaginal. Não se lavar corretamente e lavar a região demais são duas atitudes prejudiciais, porque algumas bactérias são fundamentais para o bom funcionamento da região, então se você mata muitas bactérias pode favorecer o crescimento de fungos. Muita gente também se queixa da ação de sabonetes íntimos, que acabam usando e sentindo coceira etc. Se você não apresenta problemas com esses produtos, então pode continuar usando, mas é sempre importante estar atenta às substâncias presentes porque você ser alérgica ou desenvolver uma infecção.

Muitas pacientes preferem usar sabonete glicerinado inodoro e incolor por serem neutros e não alterarem drasticamente o pH vaginal. Outra forma de prevenir é usar sempre calcinhas de algodão, evitar peças muito justas com lycra e outros materiais que não trocam umidade. Até mesmo aquelas roupas íntimas que tem forro de algodão. Neste caso, não adianta muito porque se o revestimento é feito de um desses tecidos, o calor e umidade permanecem. Roupas escuras em dias quentes também devem ser evitadas.

O que são fatores facilitadores para o surgimento da candidíase?

São fatores que favorecem condições propícias para o surgimento da infecção. Doenças imunodepressivas, como o HIV, diminui a imunidade. Diabetes e tratamentos com medicamentos como anticoncepcionais, antibióticos e corticoides alteram o pH da vagina. Tudo isso favorece o surgimento de infecções fúngicas também chamadas de micoses.

A depilação e o uso de absorventes podem promover o surgimento da candidíase?

Acredito que a depilação não, mas o uso de absorvente íntimo sim porque pode deixar a vagina muito abafada por longos períodos. É importante respeitar a intensidade do fluxo que você tem. Se for menor, usar absorventes íntimos mais finos, se for maior, usar mais grossos, mas sempre lembrar de trocar com a frequência ideal. Protetores de uso diário abafam mais e aumentam a temperatura. Alguns novos modelos revestidos de outros materiais têm um maior respiro, mas ainda são raros no mercado. O coletor é uma excelente opção neste caso e vem ganhando maior visibilidade no Brasil. Mas é necessário saber qual modelo é ideal para você através da medida do colo de útero, além de higienizá-lo corretamente, ferver depois do fim do ciclo etc.

Algo muito curioso que percebo nas mulheres brasileiras é que, apesar de se depilarem e usarem muitos produtos específicos para a região vaginal, têm pouca tranquilidade de se tocar, não têm essa cultura. Na França, por exemplo, as mulheres têm uma educação sexual voltada para se conhecerem melhor, se manipularem sem dificuldade.

A candidíase pode estar associada a outras DSTs?

A micose pode aparecer com outras infecções vaginais como clamídia, gonorreia etc. Porque o desequilíbrio do pH favorece o crescimento de fungos e bactérias, mas somente pela questão imunológica.

Acesse o link do Portal da Revista Claudia: http://claudia.abril.com.br/saude/8-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-candidiase-vaginal/

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PODE FAZER MAL OU SÓ INCOMODA? SAIBA COMO EVITAR O "SUOR" NA VAGINA

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Não é exatamente a vagina que sua, mas, sim, o problema afeta a região íntima feminina. As glândulas sudoríparas estão presentes em toda a extensão do corpo humano e existem também na virilha. É de lá que vem a sensação de umidade que se torna um pesadelo para muitas mulheres especialmente no verão.

Em geral, é só incômodo

Suar na região íntima não causa nenhum impacto na saúde. Mas, quando é excessivo, pode tornar a mulher mais vulnerável a candidíases de repetição. A infecção é causada por fungos que fazem parte normalmente da flora vaginal. Com o aumento da umidade da área –seja pelo suor ou pelo contato com roupas molhadas, como biquínis--, eles se proliferam descontroladamente, causando o problema. Outro ponto é que, muitas vezes, esse suor vem acompanhado de um odor ruim, o que pode ser fonte de constrangimento na hora do sexo. Mas, calma, a seguir damos dicas para lidar com a situação.

Hora de tirar saias e vestidos do armário

Além do calor, roupas justas e tecidos que não deixam a pele “respirar” –como jeans— podem intensificar o suor na região íntima. A ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que, nesta época do ano, o melhor a fazer é deixar as calças no armário –principalmente as de tecido grosso—e usar saias e vestidos, peças que deixam a área arejada.

Protetor de calcinha

Segundo a ginecologista da Unifesp, estudos recentes derrubaram o mito de que o protetor diário de calcinha é um vilão e pode causar infecções. Mas é preciso escolher o melhor produto, que tem de ter uma camada respirável, ou seja, que permita a passagem do ar e não retenha a umidade na área íntima. Carolina alerta para que a mulher não confunda o protetor com os absorventes para início e fim do fluxo menstrual, que têm uma membrana de plástico, material que abafa a região. Já o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), prefere indicar o item para uso apenas nos dias quentes e recomenda que a mulher faça de duas a três trocas, no dia.

Absorvente interno e coletor menstrual

Tanto o absorvente quanto o coletor são melhores alternativas para a mulher usar quando está menstruada no verão. Isso porque, ao contrário do absorvente tradicional –que tem camada de plástico, para conter vazamentos de sangue--, permitem que a região íntima feminina não fique abafada.

Durma sem calcinha

Nos dias quentes de verão, não hesite em dormir sem calcinha. O propósito é refrescar a área. Além de diminuir o suor, a medida pode beneficiar as mulheres que sofrem de candidíase de repetição.

Tem desodorante próprio para a região

As glândulas sudoríparas existentes na virilha são do tipo apócrinas, o que significa que o suor produzido por elas é excretado via folículos pilosos (de onde também saem os pelos) e, por isso, além de água e alguns sais, ele tem em sua composição restos celulares e do metabolismo, origem do cheiro ruim. Segundo Carolina, uma solução é aplicar na virilha –nunca na vagina—um desodorante íntimo, que pode ser em spray ou roll on.

Excesso de peso pode fazer suar mais

De acordo com Carolina Ambrogini, pessoas obesas ou com excesso de peso tendem a sofrer mais com o suor na região íntima. Dobras de pele tornam a área mais abafada, potencializando o suor.

Acesse o link do Portal UOL: http://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/01/04/vagina-sua-entenda-o-que-acontece-com-seu-corpo-e-nao-sofra-no-verao.htm

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POR QUE O BRASIL VIVE UMA EPIDEMIA DE SÍFILIS?

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O Brasil vive uma nova epidemia de sífilis, uma doença sexualmente transmissível que parecia existir, para a maior parte da população, apenas nos livros de história. A doença, causada por uma bactéria, pode levar a problemas de fertilidade e até a morte, se não tratada. A maior preocupação é com a transmissão de mulheres grávidas para os fetos. Os bebês podem sofrer malformações no sistema nervoso, perder a visão ou a audição e até mesmo morrer. O Ministério da Saúde divulgou dados recentes mostrando que o número de pessoas infectadas no Brasil aumentou 32,7% entre 2014 e 2015. "Esse aumento não está acontecendo só no Brasil, é um problema global", afirma Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A notícia pode causar espanto – não entre os especialistas em saúde, que há tempos percebem o aumento de casos –, mas entre a população. Por que uma doença de antigamente voltou a ser uma ameaça em 2016?

A sífilis, de fato, é uma doença antiga. No século XV, causou uma das primeiras epidemias globais, com milhares de mortes por toda a Europa. A penicilina, o antibiótico usado para exterminar a bactéria, não havia sido descoberto à época. Eram feitos tratamentos a base de mercúrio. A descoberta da penicilina, em 1928, contribuiu para diminuir a disseminação da doença nas décadas seguintes. Um reforço importante ao combate à doença foram as campanhas para aumentar o uso do preservativo, que ganharam força com a descoberta do vírus da aids, na década de 1980. No Brasil, a sífilis saiu dos holofotes a ponto de nem ser obrigatório que serviços de saúde avisassem o Ministério da Saúde quando encontrassem um caso. A notificação só passou a ser obrigatória em 2010.

As causas para o aumento recente dos casos ainda estão em investigação. Mas algumas mudanças comportamentais ajudam a entender por que a bactéria voltou a assustar. Um dos principais motivos é, ironicamente, o fato de a aids ter deixado de assustar. Com o sucesso dos tratamentos antirretrovirais, que afastaram da doença o rótulo de fatal, as gerações mais jovens relaxaram nos hábitos de prevenção. Os jovens de 13 a 15 anos estão se protegendo menos na hora do sexo, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012, 75% dos entrevistados usaram preservativo em sua última relação sexual. No ano passado, apenas 66% fizeram uso da camisinha.

“Quando a aids surgiu, a estratégia empregada para a prevenção foi a de terrorismo, para promover o uso da camisinha pelo medo”, afirma a educadora sexual Lena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, entidade de São Paulo que promove educação sexual. “O medo acaba sendo uma estratégia que, às vezes, funciona por um período limitado. Quando o temor passa, a doença reaparece.” Para reverter esse quadro, será preciso investir mais do que em campanhas que elucidem sobre os perigos do sexo sem camisinha, mas que contemplem a prevenção nas diferentes formas de exercer a sexualidade. A camisinha, seja masculina ou feminina, ainda é o único método contraceptivo capaz de impedir a transmissão de DSTs. “Os adolescentes estão transando e não há nada que os impeça. O objetivo é apostar em conhecimento, e não no medo, como foi feito anos atrás”, diz Lena.

A diminuição do uso do preservativo é uma tendência global e está causando o reaparecimento em massa de antigas DSTs nos Estados Unidos e na Europa. Além da sífilis, a clamídia e a gonorreia, também infecções bacterianas, voltaram a ser registradas em maior escala. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, a agência de vigilância epidemiológica do governo americano, em 2015 os casos de sífilis aumentaram 19%, os de gonorreia 13% e os de clamídia em 6% em comparação com 2014. Os dados se contrapõem à tendência de queda vista nos últimos anos. Em 2009, a gonorreia atingiu a taxa mais baixa da história nos EUA, com apenas 98 casos por 100 mil pessoas. Em 2015, o número saltou para 124 casos por 100 mil pessoas, um aumento de 26%. Enquanto isso, as taxas de sífilis em 2000 e 2001 foram as mais baixas desde os relatórios feitos em 1941: 2,1 casos por 100 mil pessoas. Mas o número subiu quase todos os anos desde então e está, agora, em 7,5 casos por 100 mil pessoas.

Existe a suspeita de que os aplicativos que promovem encontros sexuais, como o Tinder e o Grindr (voltado para o público gay), possam dar sua contribuição na disseminação das doenças de antigamente. “As pessoas parecem que se previnem menos quando utilizam esses aplicativos”, diz Jairo Bouer, médico psiquiatra. É por isso que as campanhas de prevenção devem focar nas novas formas de exercer a sexualidade, dando abertura para que as pessoas possam discutir abertamente com seus médicos seus comportamentos e as melhores formas de se prevenir. “As pessoas têm um número maior de parceiros sexuais hoje”, afirma Adele, do Ministério da Saúde.

Outro fator apontado pelos especialistas para justificar o aumento de casos de sífilis foi o desabastecimento da penicilina benzatina, principal antibiótico para o tratamento da doença. Desde 2014, países de todo o mundo sofreram com a pouco distribuição do medicamento devido à falta de matéria-prima para a sua produção. Para controlar a situação, o Brasil conseguiu comprar 2 milhões de frascos no ano passado. A distribuição do antibiótico para os estados e os municípios terminou em julho. O Ministério da Saúde afirma ter comprado mais 700 mil unidades, que ainda não foram distribuídas.

A escassez do medicamento pode ter contribuído para aumentar o nascimento de bebês com sífilis congênita, segundo especialistas. Existem outras alternativas de tratamento, mas ela acabam não sendo eficazes para evitar que a bactéria seja transmitida para o feto. “Na gravidez, é possível realizar tratamento com outros remédios, como o antibiótico azitromicina”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, de São Paulo. “O problema é que essa droga só trata a mãe, e não o bebê, porque não passa pela placenta.” No ano passado, aumentaram os casos de sífilis congênita. Em 2015, foram 6,5 casos a cada 1.000 nascidos vivos, número 170% maior que do o registrado em 2010. O número é 13 vezes maior do que a meta estabelecida para 2015 pela Organização Mundial da Saúde, dentro da política de combate a doenças negligenciadas e infecções relacionadas à pobreza.

O Ministério da Saúde diz ter aumentado a realização de exames para detectar a bactéria – não só em gestantes, mas na população em geral. Só diagnosticar não é o suficiente: as pessoas precisam se sentir acolhidas para se engajar no tratamento – e nas formas de prevenção. O alerta provocado pela divulgação dos novos dados da epidemia pode ser o primeiro passo para que as novas gerações se preocupem novamente com a sífilis.

Acesse o link do Portal da Revista Época: http://epoca.globo.com/saude/noticia/2016/11/por-que-o-brasil-vive-uma-epidemia-de-sifilis.html

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MAL-ESTAR NA GRAVIDEZ: SINTOMAS DA HIPEREMESE GRAVÍDICA

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 Quando a mulher vomita demais, não consegue se alimentar e beber água e escovar os dentes gera enjoo, ela pode ter hiperemese gravídica que é caracterizada pelo aumento excessivo de náuseas e vômitos durante a gravidez. Também ocorre no primeiro trimestre da gestação, mas pode se estender até 20 semanas.

Esse distúrbio acontece porque o HCG, hormônio produzido na gestação, causam mais sensibilidade em algumas mulheres. Grávidas de gêmeos, que a quantidade de HCG é bastante aumentada, é mais frequente ter hiperemese gravídica.

A base do tratamento é a alimentação fracionada e balanceada, o uso de antieméticos e sintomáticos, sempre com orientação médica. Deve-se combater e evitar a desidratação. Em casos mais graves algumas mulheres não conseguem se alimentar, pois tudo que ingerem causa náusea e vômito. “Em casos assim é necessária a internação para compensar a desidratação e para controle de sintomas com medicação endovenosa”, explica o ginecologista Ricardo Luba.

“O mais importante de tudo é o acompanhamento com o médico obstetra, pois ele vai direcionar o tratamento. Um erro bem frequente cometido pelas gestantes é o de tomar muito líquido para evitar a desidratação. O excesso de líquido facilita a ocorrência de vômitos. Para evitar a desidratação e impedir o excesso de vômitos, o ideal é preferir alimentos sólidos, como pão, bolacha de agua e sal, e ingerir pequenas quantidades de líquido várias vezes ao dia”, conclui Ricardo.

Acesse o link do Portal Pom Pom: http://pompom.com.br/blog/cuidados-da-mamae/mal-estar-na-gravidez-sintomas-da-hiperemese-gravidica/

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OS PERIGOS DO ZIKA VÍRUS E COMO EVITAR

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O Zika Vírus é uma ameaça para as gestantes e futuras gestantes assim como qualquer doença infecciosa durante a gestação, traz riscos para as gestantes. Especialmente a relação com a microcefalia e com as lesões neurológicas.

Quanto mais no início da gestação acontece a doença, mais grave as repercussões e complicações da doença no feto. Pior as alterações.

Após a suspeita da doença na gestante deve-se acompanhar mais de perto a paciente. Consultas com intervalo menor, ultrassonografias para avaliar as alterações morfológicas que podem acontecer pela doença.

Exponho os riscos principalmente. Oriento o uso de repelentes, medidas para evitar a proliferação do mosquito. A vacina levará tempo para ser desenvolvida.

A transmissão à partir da picada do mosquito infectado pelo zika virus. Foi identificado também a transmissão por relação sexual e por transfusão sanguínea.

Este é um problema mundial, com um agente transmissor de fácil circulação e com consequências graves. Merece atenção.

A principal ação de combate é evitar a reprodução do mosquito.

Acesse link do Portal Minha Saúde Online: https://www.minhasaudeonline.com.br/br/A/true/58/105991/os-perigos-do-zika-virus-e-como-evitar

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CANDIDÍASE: COMO EVITAR A DOENÇA QUE É MAIS COMUM NO VERÃO

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O verão está chegando e, com ele, também vêm algumas preocupações femininas. Uma delas é a candidíase. Só quem já teve sabe como é horrível. Ardência, corrimento, coceira e dor nos fazem desistir de aproveitar melhor a estação.

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Apesar do Candida albicans, fungo responsável pela candidíase e suas variáveis, viver em harmonia com a flora bacteriana vaginal, o calor, a maior umidade e a alteração do pH são fatores que favorecem o aparecimento da candidíase, infecção causada pela maior proliferação desse fungo. Justamente por isso, o ginecologista Ricardo Luba explica que a candidíase é uma das principais infecções genitais e estima-se que 80% da população feminina vai ter pelo menos um episódio da doença durante a sua vida.

Ao contrário do que se pensa, a candidíase não é uma doença sexualmente transmissível. “O fungo está presente na população e, por isso, não pode ser considerado uma DST”, explica Ricardo. No entanto, deve-se sempre tratar o casal para evitar a recorrência da doença, já que ela pode ser transmitida pelo contato.

Como a vagina já é um ambiente naturalmente propício para a proliferação exagerada do fungo, o calor do verão e a umidade causada pelo uso prolongado de biquínis molhados aumentam a incidência da infecção. Segundo Ricardo Luba, deve-se realizar a troca do biquíni de duas a três vezes ao dia, evitar o uso de calcinhas de lycra e preferir as calcinhas de algodão. Procurar usar roupas leves como saias para que a troca do calor e da umidade aconteça com maior facilidade, evitar roupas muito justas e não realizar uso constante de absorvente diário são medidas que para evitar a candidíase.

O ginecologista Gustavo Ventura aponta também que baixa imunidade e altos níveis de estresse são fatores que favorecem o aparecimento da infecção. Para isso, ele indica atividade física regular, boas noites de sono e até a meditação. Além disso, para evitar a candidíase é importante se hidratar corretamente, tomando pelo menos dois litros de água por dia, não fumar, não abusar do álcool e ter uma dieta equilibrada com menor quantidade de carboidratos (açúcar e farinha branca). Outras medidas que o ginecologista indica são dormir sem calcinha, evitar duchas vaginais e desodorantes íntimos e usar sabonete próprio para a higiene íntima lavando até duas vezes ao dia, já que a limpeza excessiva também desequilibra a flora vaginal.

Se você tiver sintomas como ardência e coceira na região genital, vermelhidão local, corrimento esbranquiçado com aspecto de leite talhado e sem odor, e sentir dor para ter relação sexual e ardência ao urinar, é importante procurar um ginecologista. Dessa forma, o médico poderá prescrever cremes tópicos com agentes antifúngicos e comprimidos para serem tomados por via oral.

Acesse o link do Portal AreaM: http://www.aream.com.br/uber/candidiase/materia/154805/1/pagina_1/candidiase-como-evitar-a-doenca-que-e-mais-comum-no-verao.aspx

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SABE O QUE É TERATOGENICIDADE?

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Todas as gestantes devem tomar muito cuidado antes de utilizar medicações por conta própria devido efeitos prejudiciais à saúde de seus filhos. A Teratologia é o estudo dos processos biológicos e causas do desenvolvimento anormal e defeitos de nascimento. Um teratogêno é qualquer agente - incluindo fatores ambientais - que causa um anormal desenvolvimento prenatal ( O termo, terato-, vem da palavra grega que significa monstro). Um termo mais preciso para defeitos de nascimento é "malformação congênita". Uma concepção equivocada comum sobre teratogenicidade e de que ela envolve apenas defeitos físicos. Na verdade, muitos efeitos teratogênicos são funcionais e comportamentais e não se tornam evidentes até que a criança tenha a idade no qual essas funções ou comportamentos que normalmente se desenvolvem. Um termo mais abrangente para defeitos de nascimento que leva em conta defeitos funcionais ou comportamentais é "anomalia congênita".

teratogenicidade

Por razões éticas óbvias, à mulher grávida não se pode dar certos medicamentos com o propósito de avaliar a teratogenicidade. Por causa disso outros métodos de investigação da teratogenicidade necessitam ser utilizados. Um dos mais comuns é coletar dados retrospectivamente. Um problema com a coleta de dados retrospectivos é informação incompleta ou a vezes equivocada fornecida pela paciente ou constantes de prontuários médicos.

A incidência de importantes anormalidades estruturais em fetos nos EUA é de 2-4%. Se malformações menores , tais como dedos extras forem incluídos , isto poderia aumentar até cerca de 10%. Cerca de 25% destas anormalidades são devidas provavelmente a predisposição genética, enquanto 2-3% são induzidas por medicamentos.

A exposição a fármacos na ocasião da concepção e implantação do óvulo fecundado pode matar o feto, e a paciente pode nunca saber que ficou grávida. Se a exposição ocorre nos primeiros 12-15 dias após a concepção, quando as células estão em seu potencial total (ex. se uma célula esta danificada ou morta outra pode assumir sua função), o feto pode não ser danificado. Os primeiros 3 meses são o mais críticos em termos de malformações.

Defeitos funcionais e comportamentais tem sido associados com exposição a drogas em fases posteriores da gestação.

Os medicamentos que uma mulher toma durante a gravidez pode afetar o feto de várias maneiras:

·         Por atuar diretamente no feto, causando dano, desenvolvimento anormal ou morte.

·         Por alterar a função da placenta, usualmente pela constricção dos vasos sangüíneos e consequente redução da troca de oxigênio e nutrientes entre o feto e a mãe.

·         Por causar contração intensa dos músculos uterinos, prejudicando indiretamente o feto pela redução do suprimento sangüíneo.

Se um medicamento deve ser indicado, a mais baixa dose efetiva deve ser prescrita pelo mais curto tempo de duração possível.

Teratogênos podem causar aborto espontâneo, anormalidades congênitas, retardo do crescimento intrauterino, retardo mental, carcinogenese, e mutatogenese.

Exemplo de drogas consideradas comprovadamente teratogênicas em humanos:

Inibidores da ECA (ex. Captopril); Antineoplasicos; Antitireioideanos; Barbituratos; Carbamazepina; Etanol ( em altas doses); Fenitoina; Iodetos e Iodo radioativo; Lítio; Misoprostol; Retinoides; Talidomida; Tetraciclina; Valproato de sódio; Vitamina A (>18.000 UI/dia) e Warfarina.

Medicamentos sem nenhum efeito adverso conhecido para a Gravidez (nenhuma droga é absolutamente sem risco durante a gravidez. Estas drogas parecem ter um mínimo risco quando usadas conscientemente sob supervisão médica.):

Acetaminofeno; Analgésicos narcóticos; Cefalosporinas; Corticosteroides; Eritromicina; Fenotiazinas; Hormônios tireoidianos; Penicilinas e Polivitaminicos.

Drogas durante a Amamentação

A administração de algumas drogas (ex. ergotamina) para mães em amamentação pode causar toxicidade ao bebê, enquanto administração de outras (ex. digoxina) tem pouco efeito. Algumas drogas inibem a lactação (ex. bromocriptina).

A toxicidade para o bebê pode ocorrer se a droga penetra no leite materno em quantidades farmacologicamente significantes. A concentração no leite de algumas drogas (ex. iodetos) podem exceder aquelas no plasma materno tanto que mesmo sendo uma dose terapêutica para a mãe pode causar toxicidade para o bebe. Algumas drogas inibem o reflexo de sugar do bebe (ex. fenobarbital). Drogas no leite materno podem, pelo menos teoricamente, causar reações de hipersensibilidade no bebê, ainda quando em concentrações muito baixas para ter um efeito farmacológico. Drogas que podem aumentar a produção de leite e podem provocar galactorreia incluem antipsicóticos, cimetidina, metoclopramida e metildopa.

Drogas contra-indicadas durante a amamentação inclui anfetaminas, bromocriptina, ergotamina, lítio, nicotina, várias drogas antineoplásicas e drogas de abuso.

Para informações mais detalhadas sobre o uso de drogas na gravidez e lactação os seguintes websites podem ser consultados:

http://www.perinatology.com/exposures/druglist.htm - Neste site você pode pesquisar qualquer farmáco e saber sobre seu grau de segurança na gravidez, efeito na amamentação. Este site traz também páginas sobre a exposição materna a agentes químicos, medicamentos, infecções, doenças maternas e agentes físicos.

http://www.motherisk.org é um site do Hospital for Sick Children, Toronto, Canada. Por cerca de 15 anos o programa Motherisk tem revisto dados ao redor do mundo e conduzido trabalhos controlados prospectivos para determinar os potenciais riscos de medicamentos durante a gravidez.

http://www.modimes.org/HealthLibrary2/BirthDefects/Default.htm Programa da March of Dimes Birth Defects Foundation, é uma entidade de voluntários norte-americana que trabalha há mais de 60 anos afim de evitar defeitos congênitos em crianças.

Bibliografia:

-DeSimone, E. et all -Teratogenicity and Dermatologic Agents- US Pharmacist , vol. 26n.4, 2001.

-Young, V. Teratogenicity and drugs in Breast Milk in Applied Therapeutics-The Clinical use of drugs, 7a edição , 2001 , Lippincott Willians.

-Wells, B. at all , Pregnancy and therapeutic considerations in Pharmacotherapy Handbook , 2a edição, 2001, Appleton & Lange.

Fonte: Artigo adaptado de:

http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/saude/ass_farmaceutica/0004/medgrav.PDF

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TUDO SOBRE A CANDIDÍASE

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Segundo a Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina 75% das mulheres desenvolve candidíase e aproximadamente 50% delas sofre dois ou mais episódios por ano deste tipo de corrimento vaginal (leucorreia).

Dr. Ricardo Luba esteve na TV Aparecida em mais uma entrevista onde explica o que é e como tratar a candidíase. Leia o conteúdo a continuação ou assista a entrevista.

O que é a candidíase?

Candidíase é uma infecção fundica, ou seja, provocada por fungos. O resultado é um corrimento esbranquiçado que normalmente acompanha os sintomas de coceira e/ou ardor.

Como se desenvolve a candidíase?

O fungo Candida está presente na vagina de todas as mulheres sem causar problemas, no entanto, algumas condições como o calor e a humidade desequilibram o pH vaginal proporcionando um ambiente ideal para o desenvolvimento da candidíase. A baixa imunidade também é um fator de risco para a manifestação dessa infecção.

O verão é uma época com mais casos de candidíase, tanto pelo calor, quanto por hábitos como permanecer com o biquini molhado muito tempo. Outros hábitos contra-indicados são usar roupas ajustadas ou calcinhas de lycra, que impedem a transpiração.

A candidíase pode ser transmitida?

Sim, por isso é importante que o tratamento seja feito pela mulher e seu parceiro para ser efetivo.

É possível a transmição da candidíase através do vaso sanitário ou compartilhar roupas íntimas com alguém que está infectado?

No vaso sanitário seria difícil pois normalmente a genitária não está em contato com o acento, sendo o contato com a perna insuficiente para o contágio. No caso de roupa íntima emprestada, desde que esteja limpa, tão pouco seria um problema.

Quanto tempo a candidíase dura?

O corpo tende a naturalmente a reagir e restabelecer o equilíbrio natural em uma semana. Sendo tratada com medicamentos, em um ou dois dias a candidíase desaparece.

Como evitar a candidíase?

Diminuir o calor e humidade na região genital para que as condições para o desenvolvimento da candidíase não seja propícia. Por exemplo usar mais saias, calcinha de algodão e roupas menos ajustadas podem ajudar. Secar-se bem, inclusive utilizando o secador, também é positivo.

Qual é a diferença entre Garnerella e Candidíase?

A diferença é que a Gardnerella é uma infecção bacteriana, enquanto a candidíase, como dito anteriormente, é causada por fungo. Esta bactéria, igual o fungo Candida, também vive na vagina, mas suas características são diferentes, no caso da Garnerella o corrimento é esverdeado e acompanha um cheiro forte. O tratamento também é diferente. Existem casos onde Candidíase e Garnerella atacam juntas, chamamos esta manifestação de leucorreia mista.

É recomendável usar sabonetes íntimos?

Sabonetes vaginais, ou sabonetes íntimos, sao bons porque regulam o pH. Eventualmente algumas mulheres tem desconforto com os sabonetes íntimos, neste caso deve suspende o uso, substituindo por outros tipos de sabonetes como os glicerinados neutros.

A candidíase pode persistir após tratamento?

Existem alguns tipos de Candida mais persistentes ao tratamento. A solução para esse caso é o uso de medicação via oral de uso mais prolongado.

Existe uma receita caseira para tratar a candidíase?

Chá de camomila, bicarbonato de sódio, vinagre e outras receitas caseiras podem causar outros problemas, por isso é melhor evitar.

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SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

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A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma patologia que se manifesta em 1 de cada 15 mulheres em idade reprodutiva. Os principais sintomas desta doença são:

- Alteração menstrual

- Aumento da quantidade de hormônios masculinos gerando aumento de pelos no corpo e espinhas

- Aumento de risco de diabetes e hipertensão

- Dificuldade de conseguir a gravidez

Em entrevista, o Dr. Ricardo Luba responde questões sobre a SOP. Leia a seguir ou assista o vídeo.

É verdade que a Síndrome dos Ovários Policísticos se manifesta mais entre jovens?

Não. A SOP está presente desde a puberdade até a menopausa.

Qual é a diferença entre Ovário Policístico e Síndrome de Ovários Policístico?

Os ovários policísticos não acompanham o mesmo conjunto de sintomas. Um dos marcos para diferenciar as duas patologias é que a síndrome de ovários policísticos é um transtorno endócrino que consiste em ter pelo menos 10 cistos no ovários.

Existe relação entre a Diabetes e a SOP?

Sim, existe uma relação importante. Metade das mulheres com SOP vão desenvolver diabetes. Isso é devido que a SOP provoca uma resistência à insulina.

Por que às vezes só se conhece o diagnóstico da SOP quando há dificuldade de engravidar?

É comum que as mulheres, quando adolescentes ou jovens começam a ter ciclos menstruais irregulares, ao procurar o ginecologista recebam a indicação de tomar anticoncepcionais com o objetivo de regular os ciclos. Solucinada a irregularidade as mulheres acabam não dando maior importância ao assunto. Sem saber estas mulheres estão fazendo parte do tratamento da síndrome, mas só quando deixam de tomar o anticoncepcional para engravidar começam a enfrentar dificuldades é que procuram novamente o ginecolgista e descobrem que são portadoras da SOP.

Qual é o tratamento para a SOP?

A pílula anticoncepcional é o principal tratamento da SOP, mas também é necessário fazer um controle da glicemia. Controlar o hipoglicemia vai ajudar na SOP, em diminuir a diabetes e também no tratamento da infertilidade.

Existe relação entre câncer e SOP?

Não existe uma relação direta entre o câncer e a SOP, no entanto o excesso de uso de anticoncepcional pode ser prejudicial para as pessoas que têm mais riscos de câncer na família.

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