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Blog Dr. Luba

SABE O QUE É TERATOGENICIDADE?

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Todas as gestantes devem tomar muito cuidado antes de utilizar medicações por conta própria devido efeitos prejudiciais à saúde de seus filhos. A Teratologia é o estudo dos processos biológicos e causas do desenvolvimento anormal e defeitos de nascimento. Um teratogêno é qualquer agente - incluindo fatores ambientais - que causa um anormal desenvolvimento prenatal ( O termo, terato-, vem da palavra grega que significa monstro). Um termo mais preciso para defeitos de nascimento é "malformação congênita". Uma concepção equivocada comum sobre teratogenicidade e de que ela envolve apenas defeitos físicos. Na verdade, muitos efeitos teratogênicos são funcionais e comportamentais e não se tornam evidentes até que a criança tenha a idade no qual essas funções ou comportamentos que normalmente se desenvolvem. Um termo mais abrangente para defeitos de nascimento que leva em conta defeitos funcionais ou comportamentais é "anomalia congênita".

teratogenicidade

Por razões éticas óbvias, à mulher grávida não se pode dar certos medicamentos com o propósito de avaliar a teratogenicidade. Por causa disso outros métodos de investigação da teratogenicidade necessitam ser utilizados. Um dos mais comuns é coletar dados retrospectivamente. Um problema com a coleta de dados retrospectivos é informação incompleta ou a vezes equivocada fornecida pela paciente ou constantes de prontuários médicos.

A incidência de importantes anormalidades estruturais em fetos nos EUA é de 2-4%. Se malformações menores , tais como dedos extras forem incluídos , isto poderia aumentar até cerca de 10%. Cerca de 25% destas anormalidades são devidas provavelmente a predisposição genética, enquanto 2-3% são induzidas por medicamentos.

A exposição a fármacos na ocasião da concepção e implantação do óvulo fecundado pode matar o feto, e a paciente pode nunca saber que ficou grávida. Se a exposição ocorre nos primeiros 12-15 dias após a concepção, quando as células estão em seu potencial total (ex. se uma célula esta danificada ou morta outra pode assumir sua função), o feto pode não ser danificado. Os primeiros 3 meses são o mais críticos em termos de malformações.

Defeitos funcionais e comportamentais tem sido associados com exposição a drogas em fases posteriores da gestação.

Os medicamentos que uma mulher toma durante a gravidez pode afetar o feto de várias maneiras:

·         Por atuar diretamente no feto, causando dano, desenvolvimento anormal ou morte.

·         Por alterar a função da placenta, usualmente pela constricção dos vasos sangüíneos e consequente redução da troca de oxigênio e nutrientes entre o feto e a mãe.

·         Por causar contração intensa dos músculos uterinos, prejudicando indiretamente o feto pela redução do suprimento sangüíneo.

Se um medicamento deve ser indicado, a mais baixa dose efetiva deve ser prescrita pelo mais curto tempo de duração possível.

Teratogênos podem causar aborto espontâneo, anormalidades congênitas, retardo do crescimento intrauterino, retardo mental, carcinogenese, e mutatogenese.

Exemplo de drogas consideradas comprovadamente teratogênicas em humanos:

Inibidores da ECA (ex. Captopril); Antineoplasicos; Antitireioideanos; Barbituratos; Carbamazepina; Etanol ( em altas doses); Fenitoina; Iodetos e Iodo radioativo; Lítio; Misoprostol; Retinoides; Talidomida; Tetraciclina; Valproato de sódio; Vitamina A (>18.000 UI/dia) e Warfarina.

Medicamentos sem nenhum efeito adverso conhecido para a Gravidez (nenhuma droga é absolutamente sem risco durante a gravidez. Estas drogas parecem ter um mínimo risco quando usadas conscientemente sob supervisão médica.):

Acetaminofeno; Analgésicos narcóticos; Cefalosporinas; Corticosteroides; Eritromicina; Fenotiazinas; Hormônios tireoidianos; Penicilinas e Polivitaminicos.

Drogas durante a Amamentação

A administração de algumas drogas (ex. ergotamina) para mães em amamentação pode causar toxicidade ao bebê, enquanto administração de outras (ex. digoxina) tem pouco efeito. Algumas drogas inibem a lactação (ex. bromocriptina).

A toxicidade para o bebê pode ocorrer se a droga penetra no leite materno em quantidades farmacologicamente significantes. A concentração no leite de algumas drogas (ex. iodetos) podem exceder aquelas no plasma materno tanto que mesmo sendo uma dose terapêutica para a mãe pode causar toxicidade para o bebe. Algumas drogas inibem o reflexo de sugar do bebe (ex. fenobarbital). Drogas no leite materno podem, pelo menos teoricamente, causar reações de hipersensibilidade no bebê, ainda quando em concentrações muito baixas para ter um efeito farmacológico. Drogas que podem aumentar a produção de leite e podem provocar galactorreia incluem antipsicóticos, cimetidina, metoclopramida e metildopa.

Drogas contra-indicadas durante a amamentação inclui anfetaminas, bromocriptina, ergotamina, lítio, nicotina, várias drogas antineoplásicas e drogas de abuso.

Para informações mais detalhadas sobre o uso de drogas na gravidez e lactação os seguintes websites podem ser consultados:

http://www.perinatology.com/exposures/druglist.htm - Neste site você pode pesquisar qualquer farmáco e saber sobre seu grau de segurança na gravidez, efeito na amamentação. Este site traz também páginas sobre a exposição materna a agentes químicos, medicamentos, infecções, doenças maternas e agentes físicos.

http://www.motherisk.org é um site do Hospital for Sick Children, Toronto, Canada. Por cerca de 15 anos o programa Motherisk tem revisto dados ao redor do mundo e conduzido trabalhos controlados prospectivos para determinar os potenciais riscos de medicamentos durante a gravidez.

http://www.modimes.org/HealthLibrary2/BirthDefects/Default.htm Programa da March of Dimes Birth Defects Foundation, é uma entidade de voluntários norte-americana que trabalha há mais de 60 anos afim de evitar defeitos congênitos em crianças.

Bibliografia:

-DeSimone, E. et all -Teratogenicity and Dermatologic Agents- US Pharmacist , vol. 26n.4, 2001.

-Young, V. Teratogenicity and drugs in Breast Milk in Applied Therapeutics-The Clinical use of drugs, 7a edição , 2001 , Lippincott Willians.

-Wells, B. at all , Pregnancy and therapeutic considerations in Pharmacotherapy Handbook , 2a edição, 2001, Appleton & Lange.

Fonte: Artigo adaptado de:

http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/saude/ass_farmaceutica/0004/medgrav.PDF

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