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Blog Dr. Luba

COLETOR MENSTRUAL: O QUE É E QUEM PODE USAR

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O uso do coletor menstrual tem se tornado cada vez mais disseminado pelas mulheres, especialmente para as que sofrem alergia aos absorventes comuns ou para as que estão em busca de opções econômicas e ecologicamente corretas.

“A disseminação do uso do coletor é por vários motivos. Primeiramente, o material do copo menstrual não causa alergia e muitas mulheres possuem reação ao absorvente, tanto normal, quanto interno. Fora isso, há a questão do meio ambiente. O coletor é reutilizável. O número de lixo produzido com o uso dos absorventes que, por sua vez, são descartáveis, é alarmante. Por fim, o produto pode durar até cinco anos. Sendo assim, seu custo benefício é menor que os tradicionais”, analisa a ginecologista Clícia Quadros.

Ao contrário dos absorventes comuns, o copo coletor pode ser trocado a cada 8 ou 12 horas, dependendo do fluxo da mulher.

Além da comodidade em termos de durabilidade, ele, ao contrário do que muitos pensam, ajuda a diminuir o risco de infecção, pois não altera a flora vaginal, como absorventes fazem. No entanto, é preciso aconselhamento médico antes de aderir ao uso.

Quem pode usar

“É aconselhável realizar um exame para obter informações sobre o volume uterino e sobre a existência de miomas ou pólipos uterinos, que podem aumentar demasiadamente o fluxo menstrual e limitar o uso do coletor”, alerta Mayara Karla Figueiredo Facundo, médica colposcopista e histeroscopista do Fleury Medicina e Saúde.

Todas as mulheres a partir da primeira relação, no entanto, devem realizar exames papanicolau, ultrassonografias intrauterina e sorologia completa. “É importante que a mulher crie uma rotina ginecológica com seu médico, que vai definir quais os melhores exames para cada caso. Para mulheres acima de 21 anos, os exames são o preventivo para câncer de colo de útero e o Papanicolau, que precisam ser realizados anualmente”, ensina Barbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho.

Como realizar o descarte

O descarte correto deve ser feito no vaso sanitário, juntamente com água e sabão ou desinfetante. “Após lavar as mãos, sempre que for retirar o coletor da vagina deve-se apertar a base do coletor para desfazer o vácuo que se forma pela permanência dele no local, e depois removê-lo lentamente e desprezar todo o conteúdo no vaso sanitário. Lavá-lo, lavar as mãos e, depois, reinseri-lo”, ensina Karla.

É importante lembrar também que existem riscos de higienização incorreta do copo coletor, assim como para o uso de absorvente por tempo maior que o indicado. “São infecções genitais, como corrimentos e o choque tóxico, ou seja, uma infecção generalizada que pode acontecer também se a mulher passar do prazo de troca de absorventes convencionais internos e externos”, alerta Murayama.

Como higienizar o coletor

Confira abaixo a dica dos especialistas para higienizar o coleto e evitar o risco de infecções.

. Lave com água quente e sabão durante o período menstrual.

. Após o término do uso, esterilizar com água fervente e guardar em recipiente hermeticamente fechado.

. Caso necessário, utilizar uma escova de dente exclusiva para a limpeza do coletor.

. Ferva-o sempre que iniciar um novo ciclo

Fontes: Ricardo Luba, ginecologista (www.ginecologialuba.com.br); Clícia Quadros, ginecologista, e Janifer Trizi, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Brasil

Acesse o link do Portal Ativo Saúde: https://www.ativosaude.com/saude/saude-da-mulher/coletor-menstrual-o-que-e-e-quem-pode-usar/

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COLETOR MENSTRUAL PODE SER USADO DURANTE CORRIDAS E DENTRO D´ÁGUA

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O uso do coletor menstrual ainda não se tornou comum entre as mulheres. Embora o produto seja mais econômico, há um certo receio feminino quanto à comodidade e segurança. Segundo o iG, especialistas afirmam que o produto é ecologicamente correto e, quando utilizado de maneira correta, oferece um baixo risco de infecções. Além disso, refere a publicação, o seu uso é indicado para a prática de qualquer atividade física.

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O copinho de silicone maleável utilizado para coletar o sangue da menstruação tem algumas vantagens: a principal delas é a economia gerada pelo uso do produto, uma vez que ele pode ser utilizado por cinco ou até 10 anos quando bem conservado. O iG destaca outra vantagem do coletor menstrual: o benefício ao meio ambiente que o produto oferece, pois ao durar mais, há uma menor produção de lixo.

De acordo com Ricardo Luba, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, o coletor também diminui o risco de infecções, como a Síndrome do Choque Tóxico, uma doença grave, porém rara, associada ao uso de absorventes íntimos. Além disso, o volume de sangue coletado pelo coletor é maior que o volume absorvido pelos absorventes comuns. Este é um ponto positivo para mulheres que desejam utilizar o coletor durante atividades físicas, ou seja, as corredoras podem ficar mais tranquilas em dias de prova ou em treinos de longa duração.

A única exceção ao uso é no caso de mulheres virgens, para as quais o uso não é recomendado, uma vez que há o risco de romper o hímen. Fora isso, o uso é recomendado inclusive durante atividades físicas fora ou dentro d’água. O ‘copinho’ não causa desconforto, mas caso a mulher sinta algum incômodo, ela deve procurar reposicionar o produto, diz o site.

Em relação à limpeza, ela deve ser feita sempre após o uso e entre os períodos menstruais. Durante o ciclo menstrual, deve-se lavar com água corrente, porém, não se recomenda o uso de sabonetes antibacterianos pois podem irritar a vagina.

Ainda segundo a publicação, após finalizado o período menstrual, antes de guardar, o coletor deve ser lavado com água fervente (veja a recomendação na embalagem, pois cada marca tem um tempo ideal de fervura).

Acesse o link do Portal Notícias ao Minuto: http://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/149272/coletor-menstrual-pode-ser-usado-durante-corridas-e-dentro-dagua

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TUDO SOBRE PÍLULA ANTICONCEPCIONAL: DE EFEITOS COLATERAIS A CONTRA-INDICAÇÕES

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Para as mulheres, uma coisa na vida é praticamente certa: pílulas anticoncepcionais. É muito comum que, quando começam a namorar, as adolescentes e mulheres heterossexuais comecem a tomar a pílula como uma proteção anticoncepcional extra, além da camisinha.

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A pílula existe desde 1960 e já evoluiu muito, diminuindo seus riscos e efeitos colaterais. Porém, apesar de ter seu uso tão difundido, a pílula também representa riscos e tem contra-indicações.

Segundo o ginecologista Ricardo Luba, não são todas as mulheres que podem fazer uso da pílula. Entre as principais contra-indicações, ele pontua: trombose venosa profunda ou trombose arterial, diabetes, sobrepeso, hipertensão arterial, doenças cardíacas, altos níveis de colesterol, algumas doenças no fígado, câncer de mama, alergias aos componentes do anticoncepcional, colite ulcerativa e anemia falciforme. Por isso, é importante que a pílula seja recomendada por um médico, que avaliará a saúde da paciente.

Além disso, Ricardo explica que existem diversos tipos de anticoncepcionais e o que varia é o tipo e a dose dos hormônios. Essa variedade serve para que cada mulher tenha um tipo ideal para seu uso. “Tudo é avaliado, desde o peso da paciente, queixas de queda de libido, acne, pelos no corpo, oleosidade do cabelo, e como alternativa para as pacientes que não desejam menstruar”, explica Ricardo. “No Brasil, é muito comum a mulher usar a pílula da melhor amiga, mas isso pode ser muito perigoso”, reforça o ginecologista Gustavo Ventura.

É importante que alguns medicamentos podem cortar ou diminuir a absorção da pílula, alterando sua eficácia. Gustavo explicou que esses medicamentos são os antibióticos, anti-depressivos, anti-convulsivantes e laxantes. Dessa forma, é sempre importante perguntar ao seu médico sobre os efeitos entre a pílula anticoncepcional e qualquer outro remédio receitado. Ligar para o laboratório responsável pela pílula também ajuda a sanar dúvidas. Apesar de métodos de barreira, como a camisinha, serem sempre importantes para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, em casos em que o efeito da pílula pode ser cortado, vale ressaltar a necessidade do uso desses métodos adicionais. Casos de diarreia ou vômito também podem diminuir a absorção da pílula.

Além disso, a mulher deve estar sempre atenta aos efeitos colaterais da pílula. Segundo Ricardo, o tempo de adaptação geralmente é de dois a três meses. Dessa forma, se algum efeito colateral persistir após três meses, como sangramento irregular, queda da libido, ganho de peso, mudança de humor, náuseas, vômitos, dores de cabeça, enjoo e dores de estômago, é importante procurar o profissional para que uma possível troca de anticoncepcional seja avaliada.

Acesse o link do Portal AreaM: http://www.aream.com.br/it-girl/pilula-anticoncepcional/materia/155643/1/pagina_1/tudo-sobre-pilula-anticoncepcional-de-efeitos-colaterais-a-contra-indicacoes.aspx

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MENSTRUAR OU NÃO MENSTRUAR?

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Diariamente em nossa prática diária como ginecologistas somos questionados a respeito desse tema. Quero citar uma matéria publicada na revista VEJA sobre esse assunto tinha a seguinte manchete: “Nem as jovens querem mais. Depois das trintonas e quarentonas, agora são as de 20 e até menos que resolvem parar de menstruar. Nos consultórios, elas pedem o uso contínuo da pílula- e os médicos dizem sim”. Vale lembrar ao jornalista que escreveu esse texto que não é bem assim...

Sabe-se que todo tratamento deve ser feito com base em cada indivíduo, respeitando ao máximo a individualidade e a opinião do paciente, que tem tido um papel cada vez maior na decisão do tratamento instituído. Não existe mais aquela medicina em que os médicos falavam o que seria feito e as pacientes acatavam sem discutir nada. Hoje em dia com o advento da Internet, da Mídia e da disponibilização de informação médica de maneira acessível e de fácil compreensão, tudo mudou. Por um lado o paciente chega ao consultório com mais informações para questionar sobre as melhores condutas e medicamentos, mas por outro lado temos que tomar um pouco de cuidado de onde esses pacientes tiram suas conclusões e informações e como comprovam que suas fontes são sérias e confiáveis. Hoje em dia o paciente tem papel fundamental na decisão da conduta a ser tomada, mas nem tudo que o paciente quer que vai ser feito.  

A mulher que quer parar de menstruar deve ter algumas questões claras:

  • Como vou me sentir se ficar sem menstruar? Será que vou achar que estou grávida todos os meses? Se você é aquela mulher que fica super preocupada com qualquer sintoma de mudança na sua vida, talvez ficar sem menstruar não seria a melhor opção para você.
  • Será que a minha menstruação me incomoda tanto assim? Tenho tanta cólica e TPM a ponto de não querer menstruar? Quais as outras indicações para ficar sem menstruar?
  • Posso usar algumas das técnicas e medicamentos disponíveis para parar a minha menstruação? Será que não apresento nenhuma contra indicação aos métodos?
  • Quais os métodos anticoncepocionais que podem levar à ausência da menstruação?
  • Existe algum método anticoncepocional que dê 100% de eficiência e que não tenha nenhum efeito prejudicial a minha saúde?
Vamos lá... Vamos tentar responder a algumas questões citadas anteriormente... Se você é daquelas pessoas que se atrasar 3 horas a sua menstruação você acha que está grávida, NÃO use qualquer método para suspender a sua menstruação pois você irá ficar praticamente louca com isso. O uso de anticoncepcional com pausa leva a um sangramento que SIMULA a menstruação normal. Isso foi feito para que a população recebesse esse método (as pílulas anticoncepcionais) com mais naturalidade na época em que foram lançadas (há aproximadamente 50 anos). Portanto, para aqueles que falam que a menstruação serve para “limpar”o organismo ou que ficar sem menstruar não é natural, a menstruação como uso dos anticonceopcionais hormonais também não é natural e após 48 horas da ingestão do último comprimido de anticoncepcional, o corpo já eliminou o hormônio contido no comprimido. Concluindo o raciocínio, então não haveria nenhum problema ficar sem menstruar, desde que a paciente não apresente nenhuma contra-indicação para o uso do método.

Quais são os métodos que levam a paciente à AMENORRÉIA (ausência de menstruação)?

Dentre os métodos que fazem a paciente ficar em amenorréia, podemos citar as pílulas anticoncepcionais de uso contínuo (como CERAZETTE®, ELANI 28®, GESTINOL 28® por exemplo) , as pílulas de baixa dose de uso cíclico ingeridos continuamente (YAS®, YASMIM®, ELANI CICLO® por exemplo) , alguns anticoncepcionais hormonais injetáveis ( DEPOPROVERA ® por exemplo), a introdução de um DIU com ação hormonal ( MIRENA®), ou aplicação de um implante no tecido subcutâneo (IMPLANON®). Dentre as contra-indicações, de maneira geral são:
  • Alergias a componentes dos métodos
  • Idade da paciente (Pacientes acima de 35 anos devem tomar cuidado por aumento do risco de trombose venosa profunda associado ao uso de anticoncepcionais hormonais)
  • Tabagismo
  • História pessoal de câncer de mamas
  • História de sangramento genital sem causa aparente diagnosticada.
  • Antecedente pessoal de Problemas cardíacos
  • Colesterol elevado
  • Antecedente pessoal de trombose venosa profunda e ou acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral)
Vale lembrar ainda que não existe nenhum método anticoncepcional que seja 100% seguro e eficaz. As pílulas, os DIUs, as injeções, o implante, a vasectomia e a laquedura tem sempre um índice de falha, conhecido como índice de Pearl e podem sempre ter complicações como irregularidade menstrual e sangramento. Portanto é fundamental perguntar ao médico ginecologista quais são as medicações e outras condições que podem interferir na eficácia do seu método anticoncepcional. Se você não quer menstruar, consulte seu ginecologista e veja se no seu caso é possível.

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