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Blog Dr. Luba

ÁLCOOL EM EXCESSO E CIGARRO AUMENTAM AS CHANCES DE INFERTILIDADE NAS MULHERES

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Diversos podem ser os motivos para a infertilidade feminina: desde doenças ginecológicas até o consumo excessivo de bebidas alcóolicas e o ato de fumar. Isso porque o álcool age diretamente no cérebro, órgão ligado às funções reprodutivas e sexuais. Aquele drink aparentemente inocente, portanto, pode afetar a produção dos hormônios femininos e levar à infertilidade.

“Nas mulheres, o álcool em excesso altera a qualidade dos óvulos e o processo ovulatório, chegando, em alguns casos, a interromper a ovulação”, explica Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

O médico ainda acrescenta que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode ser responsável pelo aumento de tempo para engravidar em até três vezes mais que o habitual.

Três taças por semana já podem causar infertilidade

Especialistas ainda alertam que, em muitos casos, os efeitos do álcool são irreversíveis. Por isso será preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado para a infertilidade.

“Estudos comprovam que mulheres com hábitos de consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, como três taças de vinho por semana, podem reduzir a capacidade de engravidar em dois terços”, afirma o ginecologista.

E de acordo com a ginecologista e obstetra Maria Rita Curty, a recomendação é que mulheres que pretendem engravidar, cessem o consumo de álcool durante três meses, para que os níveis hormonais voltem ao normal.

“Mas vale lembrar que a quantidade de estrogênio não voltará aos mesmos níveis de antes”, esclarece Ricardo Luba, ginecologista membro da SBRH e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Os males do cigarro para quem quer engravidar

Além do álcool, o ato de fumar também pode causar infertilidade, pois os componentes do cigarro prejudicam a qualidade do óvulo e a formação do embrião.

“Mulheres fumantes apresentam óvulos de pior qualidade devido ao aumento dos radicais livres de oxigênio e o estresse oxidativo”, aponta o Dr. Rosa Filho. Pesquisas afirmam que a fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia.

Por isso, a conscientização sobre os fatores que podem causar a infertilidade é muito importante para que o casal que sonha em engravidar repense sobre os seus hábitos.

“Como disse anteriormente, cada caso é um caso, muitas situações são irreversíveis, e é preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado”, pondera o ginecologista.

Alternativas para ser mãe

Quando o vício do cigarro ou álcool destrói o sonho de ser mãe pelas vias naturais, especialistas apontam alguns procedimentos alternativos. Um deles se dá através de doadora anônima, que oferece seus óvulos por meio da clínica de reprodução humana.

“A chamada ovodoação é realizada de forma totalmente sigilosa e anônima, sendo que apenas a clínica tem conhecimento da identidade da doadora e da receptora”, aponta o Dr. Rosa Filho.

O óvulo da doadora é fecundado pelo espermatozoide do marido da receptora. Após a fertilização do óvulo, o embrião gerado é transferido para o útero. Nesse tratamento, a receptora precisa tomar medicamentos para o espessamento do endométrio, necessário para a gestação.

“O tratamento possui alta taxa de sucesso, que chega a até 70% por tentativa”, afirma o ginecologista.  Outro dos tratamentos de reprodução assistida, e também o mais conhecido,  é a fertilização in vitro, realizada em laboratório com preparo do sêmen e dos óvulos.

Nesta técnica, a mulher é estimulada a produzir mais óvulos com a administração de hormônios. A coleta dos óvulos é realizada por uma punção realizada por via transvaginal, sob anestesia. Mas, para não precisar passar por esses procedimentos, a dica é não exagerar no álcool e esquecer o cigarro.

Acesse o link do Portal A Revista da Mulher: http://arevistadamulher.com.br/ginecologia/content/2448340-alcool-em-excesso-e-cigarro-aumentam-as-chances-de-infertilidade-nas-mulheres

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THAIS FERSOZA ENGRAVIDOU DO 2º FILHO ANTES DE UM ANO; HÁ RISCOS NISSO?

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Pais de Melinda, de seis meses, Thais Fersoza e Michel Teló anunciaram que estão à espera do segundo filho, na sexta-feira (17). Para os pais que sonham com um intervalo pequeno entre um filho e outro –“para que os irmãos cresçam juntos”— é preciso pensar a nova gravidez com cautela, segundo médicos ouvidos pelo UOL.

“O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde dizem que o intervalo entre uma gravidez e outra tem de ser de, pelo menos, um ano e, idealmente, de dois”, afirma o ginecologista e obstetra Fábio Cabar, membro titular da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo) e da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O período serve para que o corpo da mulher se recupere. Entre várias mudanças que acontecem na gravidez, pode-se citar o aumento do volume de líquidos na corrente sanguínea, exigindo mais do sistema cardiorrespiratório da mãe, e a frouxidão da musculatura, que acontece para acomodar o crescimento da barriga. Há também um risco maior para a mãe de anemia por carência de ferro, já que a gestação demanda muito dessa substância do organismo materno.

Via de parto

A questão do intervalo entre gestações ganha um cuidado maior quando o primeiro bebê nasceu de cesárea. Isso porque, nessa via de parto, é feita uma incisão que atinge sete camadas de pele e é necessário dar ao corpo tempo para cicatrizar esse corte.

“Antes de um ano, há um risco aumentado de ruptura do útero na área da cicatriz da primeira cesárea, durante o trabalho de parto”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, também membro da Sogesp.

Segundo Luba, a complicação é rara, mas deve ser considerada durante o pré-natal. “É possível acompanhar a espessura do útero por meio de exames de ultrassom.”

Para o especialista, a grossura do órgão deve ser considerada na hora da definição da via de parto do segundo filho. “Não há um consenso se o caçula deve nascer de cesárea após um irmão nascido cirurgicamente. Há médicos que podem considerar seguro um parto vaginal”, declara Luba.

Cabar afirma que não recomendaria a uma paciente que fizesse uma cesárea simplesmente porque o primeiro filho nasceu por essa via de parto. “Mas se fosse o terceiro bebê, com os dois anteriores nascidos cirurgicamente, ele teria de nascer por cesárea.”

Amamentação

De acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, outra questão a ser considerada em uma gestação com intervalo menor de um ano é a amamentação.

Embora admitam que não se trata de consenso, ambos recomendariam a suspensão do aleitamento do primeiro filho em caso de segunda gestação.

A justificativa de ambos diz respeito a liberação da ocitocina no organismo materno. O hormônio responsável pela descida do leite tem como efeito a contração do útero.

“Há risco de trabalho de parto prematuro, mas é claro que pode acontecer de a mulher engravidar, continuar amamentando e nada acontecer. Em medicina, a gente trabalha com probabilidades”, declara Barca.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/02/20/thais-fersoza-engravidou-do-2-filho-antes-de-um-ano-ha-riscos-nisso.htm

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PARTO DE GÊMEOS PODE SER NORMAL. VEJA OS MITOS SOBRE A GESTAÇÃO DE MÚLTIPLOS

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Amigos, conhecidos e familiares. Todos tentaram convencer a funcionária pública Damaris Carvalho, 36, de Cuiabá (MT), a optar por uma cesárea. Mas, desde que soube que estava grávida de gêmeos, ela optou pelo parto natural, escolha amparada pela primeira gestação e por seu médico.

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“Tive meu primeiro filho, o Davi, que hoje está com 2 anos e quatro meses, de parto natural. Quando fiquei grávida dos gêmeos, muita gente tentou me convencer do contrário, mas tinha conversado com meu médico e decidido por mais um parto natural", conta.

O nascimento só não seria natural se os bebês não estivessem na posição certa, possibilidade que foi descartada tão logo Damaris começou o trabalho de parto no hospital, em 15 de junho. Nas primeiras horas do dia 16, nascia o primeiro dos gêmeos Gael e Athos. O segundo veio sete horas depois do irmão. No dia seguinte, a família completa estava em casa.

Foram outros dois mitos derrubados: que todo gêmeo é prematuro (Damaris havia entrado no nono mês de gestação) e de que um nasce em seguida do outro. “O trabalho de parto estacionou e até dei de mamar para que as contrações voltassem para poder dar à luz novamente”, fala a funcionária pública.

Gael e Athos, em seus poucos dias de vida, estão se desenvolvendo bem e são alimentados exclusivamente pelo leite materno. “Estou amamentando os dois por livre demanda, sem qualquer complemento ou  mesmo chupeta. O colostro é suficiente para alimentá-los e deixá-los saudáveis. É importante lembrar também que o peito não é só amamentação, mas também um lugar seguro para o bebê. Meu mais velho mamou até poucos dias antes dos gêmeos nascerem e quero que eles mamem bastante também”, diz.

Damaris é a prova viva de que muito do que se fala sobre a gestação de gêmeos não passa de crença sem qualquer fundamento.

A seguir, os especialistas Ricardo Luba, ginecologista e obstetra membro da AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists), e Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ajudam a desvendar outros mitos sobre o assunto.

    1. A gravidez é sempre de risco

    A gestação gemelar apresenta maiores chances de ter complicações, como parto prematuro, doença hipertensiva específica da gestação e diabetes gestacional. Mas também são frequentes casos em que a gestação de gêmeos transcorre sem qualquer tipo de intercorrências.

    2. A prática de atividades físicas é proibida

    Desde que com autorização do médico e acompanhamento profissional, os exercícios estão liberados durante a gestação. Atividades sem impacto e de leve intensidade, como pilates e alongamento, são as mais indicadas.

    3. É mais difícil descobrir o sexo dos bebês

    O fato de gestar gêmeos não interfere nesse momento tão esperado, mas gestantes com sobrepeso ou obesidade podem ter mais dificuldade para descobrir o sexo das crianças pelo ultrassom.

    4. Gêmeos só nascem de cesárea

    Como comprova a mãe de Gael e Athos, esse é um grande mito. Gêmeos podem, sim, nascer de parto natural desde que a mãe queira e a posição dos bebês --eles não podem estar atravessados-- permita. Um médico capacitado também é essencial, assim como estar em ambiente hospitalar para que se tenha tempo de corrigir com rapidez eventuais complicações durante o trabalho de parto.

    5. Todos os gêmeos são prematuros

    Nem sempre. O risco de prematuridade na gestação gemelar existe, mas não é sempre que ela ocorre. A maior parte dos bebês nasce a termo (entre 37 e 41 semanas).

    6. É impossível a amamentação exclusiva de gêmeos

    Apesar de a lactante ter de produzir o dobro da quantidade de leite para alimentar duas crianças, tem mulheres que dão conta do recado. Vale ressaltar que, além do esforço bem maior por parte da mãe, o apoio familiar é imprescindível nesses casos.

    7. Todo bebê gêmeo passa pela UTI neonatal

    Essa também é uma inverdade. Muitos bebês gêmeos necessitam de cuidados da UTI neonatal, mas isso é inversamente proporcional ao peso e à idade gestacional em que ocorre o parto. Isso significa que bebês que nascerem com peso adequado ou que não são prematuros têm menor chance de ter de passar pela UTI.

Acesse o link do Portal UOL: http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/listas/parto-de-gemeos-pode-ser-normal-veja-mitos-sobre-gestacao-de-multiplos.htm

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IDADE AVANÇADA E OS RISCOS PARA A SAÚDE FÉRTIL DO CASAL

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Com o passar dos anos, não é só engravidar que fica mais difícil, manter a gestação também. Daí a importância de se planejar e lembrar que a idade de maior fertilidade para a mulher vai dos 20 aos 24 anos. Passada essa faixa etária, a taxa de sucesso cai praticamente pela metade ao completar 35 anos, e reduz novamente pela metade ao atingir 40 anos.

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A fertilidade masculina dura um pouco mais, mas mesmo assim é importante que se após um ano de tentativa o casal não conseguir engravidar, busque ajuda especializada para aumentar suas chances de sucesso e de gravidez saudável.

Dr. Ricardo Luba (Ginecologista, Obstetra e especialista em Reprodução Humana).

www.ginecologialuba.com.br, #fertilidade, #ginecologia, #obstetricia, #reproducaohumana

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MÁ ALIMENTAÇÃO INFLUENCIA NA FERTILIDADE?

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A má alimentação influencia tanto na fertilidade da mulher, porque interfere na função ovulatória, quanto na do homem, ao reduzir a produção de espermatozoides, por exemplo. O lado bom da história é que favorecer a fertilidade é fácil e gostoso, basta seguir uma alimentação rica em vitaminas, minerais, antioxidantes e gorduras boas.

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Isso significa consumir diariamente frutas, verduras e legumes, dar preferência às carnes brancas e magras, e reduzir o consumo de produtos industrializados, sal, fritura e derivados de açúcar e farinha branca.

Cuide-se!

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ATIVIDADE FÍSICA EM EXCESSO PREJUDICA A PRÉ-GESTAÇÃO?

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Você está querendo engravidar, mas não sabe se praticar atividades físicas durante a pré-gestação pode ser arriscado? Tiramos algumas dúvidas com o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) sobre o tema. Confira!

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Atividade física em excesso prejudica a pré-gestação?

Não há evidência científica de que a infertilidade (dificuldade de engravidar por um período maior de um ano) seja prevalente entre atletas. Um dos grandes problemas da atividade física em excesso, ou até mesmo em competições de alto nível, é o aumento da produção de um hormônio chamado prolactina. A hiperprolactinemia pode levar a mulher a ter ciclos menstruais anovulatórios (não produz óvulos) e isso pode ter um impacto enorme na capacidade reprodutiva da mulher. Outra situação que atrapalha na hora de engravidar é o uso de anabolizantes, que desregula todo o ciclo menstrual, levando também a mulher a fazer ciclos anovulatórios. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corpórea) baixo têm níveis alterados de leptina, um hormônio importante para a manutenção da fertilidade.

O que deve ser feito para que a mulher não tenha problemas?

O controle clínico e a dosagem hormonal podem ser feitos pelo médico ginecologista antes de a mulher começar as tentativas para engravidar. Se já tiver alterações, cabe ao médico prescrever os tratamentos necessários e fazer as recomendações para posterior avaliação. É nesse momento que se inicia o pré-natal, antes da concepção. O principal sinal de que pode ter alguma coisa errada é a ausência da menstruação sem a presença de gravidez. Se isso acontecer, é importantíssima a avaliação do ginecologista.

É possível conciliar a prática esportiva e os tratamentos de fertilização?

Sim, é possível. Os tratamentos de baixa complexidade, conhecidos por Coito Programado (CP) e a Inseminação Intra-uterina (IIU), são métodos em que pode haver a prática de atividade física, porém sem muito impacto para evitar as torções ovarianas (os ovários ficam aumentados de volume e podem torcer em seu próprio eixo). Nos casos de fertilização In Vitro, recomenda-se que se evite a prática de atividade física, pois os ovários ficam maiores do que quando se faz o CP ou a IIU, aumentando ainda mais o risco de torção ovariana.

Acesse o link do Portal da Academia Bodytech: http://www.bodytech.com.br/Blog/16-01-14/performance/atividade-fisica-em-excesso-prejudica-a-pregestacao

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MENOPAUSA ANTES DO TEMPO

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Caso antes dos 40 anos você note sintomas como ondas de calor, irregularidade menstrual, insônia e irritabilidade, fique atenta. Pode ser a menopausa que chegou antes da hora.

A menopausa é um período temido por grande parte das mulheres. É o nome que se dá à última menstruação e normalmente acontece dos 40 aos 55 anos. Porém, quando ocorre antes da idade inicial prevista, é chamada de menopausa precoce ou falência ovariana prematura.

Esse problema acomete aproximadamente 1% das mulheres do mundo com menos de 40 anos. Pode surgir através de fatores genéticos, doenças autoimunes, tireoide, infecções que atingem os ovários, doenças metabólicas, como o diabetes mellitus e fatores iatrogênicos (por tratamentos médicos como quimioterapia, radioterapia e retirada cirúrgica dos ovários). Fumantes também apresentam risco maior de desenvolver a menopausa precoce.

Os sintomas podem ser variáveis, como irregularidade menstrual (principalmente atraso menstrual), ondas de calor, irritabilidade, instabilidade emocional, depressão, aumento do peso e ressecamento vaginal ou da pele. Insônia, cansaço, dores no corpo, articulações e músculos, cefaleia, palpitação, formigamento e dificuldade de engravidar naturalmente por um período maior ou igual a 12 meses também figuram nessa lista.

De acordo com Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, apesar de a menopausa precoce ser uma das causas da infertilidade, a chance de gestação existe. “Nesse caso, o mais indicado é a fertilização in vitro, podendo ser necessário o uso de óvulos de doadora em casos mais graves. Mulheres com histórico familiar de falência ovariana prematura devem considerar a possibilidade de congelamento dos seus óvulos ou embriões, pois ainda não existem testes inteiramente confiáveis para determinar quando a menopausa pode ocorrer”.

Tratamento A menopausa precoce deve ser tratada com reposição hormonal se não houver contraindicações, como doenças cardíacas, câncer de mama, doenças hepáticas, tromboembólicas, lúpus, entre outras. “A reposição hormonal pode ser feita por via oral, dermatológica (adesivos e cremes para a pele), e por implantes subcutâneos e dispositivos intrauterinos”, complementa Luba.

Atividades esportivas também colaboram para o tratamento, conforme explica Jomar Souza, especialista em medicina do exercício e do esporte e membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. “Ajuda a evitar ou amenizar a osteoporose, que costuma estar associada a esse tipo de caso. Exercícios aeróbicos de impacto, como caminhada ou corrida, e os exercícios resistidos, como o pilates ou a musculação, são os mais indicados. Entretanto, a mulher deve primeiro ser avaliada por seu médico e verificar se não existem outras alterações que possam contraindicar aquelas atividades”, aconselha.

A menopausa precoce traz grande impacto para a mulher, especialmente na vida reprodutiva e sexual e, por isso, merece atenção especial. Para evitar problemas, procure fazer acompanhamento contínuo com o seu médico. E procure adotar um estilo de vida mais saudável, com uma alimentação balanceada e a prática de esportes. São regras básicas que trarão mais equilíbrio e sensação de bem-estar para a sua vida.

Acesse o link do Portal da Droga Raia: http://boletimdrogaraia.com.br/boletim/menopausa.html?utm_source=Boletim-Anticoncepcional-Agosto&utm_medium=Email-Clientes&utm_content=Menopausa-precoce-o-que-e-isso&utm_campaign=Anticoncepcional-Agosto

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XX CONGRESSO PAULISTA DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA

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1            2 O Dr. Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, participou do XX Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, que aconteceu de 27 a 29 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo - SP.

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FUMAR AFETA SAÚDE DOS DESCENDENTES

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parar de fumar

Felizmente fumar é um vício em decadência, mas ainda falta bastante para erradicar-se totalmente. Para quem sonha em ter filhos um dia, é importante saber que o cigarro não só pode afetar muito a sua saúde reprodutiva (mulheres fumantes têm 25% da fertilidade reduzida com relação às não fumantes), mas também pode impactar na saúde reprodutiva de seus descendentes. Ou seja, já não se pode dizer que fumar é uma decisão que só prejudica a si mesmo.

Se você está pensando em ter filhos ainda há tempo, pois em termos gerais, os efeitos do tabagismo na fertilidade podem ser revertidos após um ano livre do vício. Além de sentir-me melhor e estar mais saudável, as chances de gravidez vão aumentar e caso esteja em tratamento de reprodução humana, as possibilidades de sucesso serão maiores.

O estudo “The impact of cigarettesmoking on the health of descendants” (O impacto de fumar cigarro na saúde dos descendentes) realizado pelos doutores Sergio Soares e José Bellver, especialistas do Grupo IVI, revelou que mães que fumam mais de 10 cigarros ao dia durante a gravidez podem provocar infertilidade no filho homem quando adulto, já que provoca uma redução na concentração de esperma de 20 a 40%. No caso do bebê de sexo feminino, pode causar uma reserva limitada de óvulos e subfecundidade.

Procure ajuda se tiver dificuldades de parar de fumar, pois estará investindo em sua saúde.

Caso queira tentar parar sozinha, aqui vão algumas dicas:

  • Prefira estar entre não fumantes, principalmente nos primeiros meses, onde seu corpo está em fase de desintoxicação e será difícil lutar contra necessidades físicas que vão surgir.
  • Mude a rotina evitando os momentos associados ao cigarro, por exemplo o café e o álcool. Isso também será mais importante no começo.
  • Pratique esporte. Nada melhor que o esporte para focar sua mente longe do vício e mostrar os efeitos positivos à saúde que deixar de fumar proporciona.

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CUIDADOS ANTES DA GRAVIDEZ

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Dr. Ricardo Luba continua sendo convidado para esclarecer dúvidas sobre a saúde da mulher. Hoje falamos sobre a gravidez e os cuidados antes de engravidar, mas também respondemos perguntas da audiência da TV Aparecida sobre questões relacionadas com a fertilidade e malformações no útero. Assista o vídeo e leia o resumo do que foi abordado durante a entrevista.

Antes de engravidar é importante a mulher consultar seu ginecologista para fazer uma revisão geral. Principamente é preciso:

  • Atualizar calendário de vacinação, ou seja, estar em dia com as vacinas
  • Abandonar o vício do cigarro pois os riscos são muitos: bebê abaixo do peso, asma, risco de parto prematuro.
  • Estar no peso ideal – Estar dentro do peso ideal ajudará tanto em engravidar mais rápido, quanto na saúde da mãe durante a gestação e também do bebê.
  • Estar atenta ao relógio biológico – Antes dos 30 anos é mais fácil ter filhos, inclusive até os 35 pode-se considerar que normalmente não será difícil. No entanto acima dos 35 a fertilidade diminui muito e depois dos 43 é bastante raro ter filhos sem precisar de tratamento de fertilidade.

Com o que devem preocupar-se as mulheres que pretendem engravidar a partir dos 35 anos?

Para as mulheres que querem engravidar após os 35 eu recomendo preservar a fertilidade, ou seja, congelar óvulos e dessa forma conservar a qualidade dos seus óvulos para facilitar uma gravidez futura. Para quem começa a tentar a partir dessa idade, as principais preocupações são:

  • Peso - Mulheres com sobrepeso têm riscos não apenas de hipertensão relacionada com a gestação, como também diabetes gestacional.
  • Cromossomopatia - com o avanço da idade também aumentam os riscos das alterações cromossômicas como Síndrome de Down, Síndrome de Edwards, Síndrome de Patau. Que começam a ser riscos mais significativos principalmente após os 40 anos.
  • Estresse - Acima dos 35 anos as mulheres têm maior tendência à ansiedade e estresse, algo que também pode fazer mal durante a gestação. Não se pode dizer categoricamente que o estresse afetará a gravidez, mas sabemos que nunca será benéfico.
  • Saúde bucal - Durante a gestação existem diversas alterações hormonais que vão afetar a gengiva. A gengivite, como infecção que é, pode gerar trabalho de parto prematuro.

Perguntas:

Mulheres que tomam ácido fólico durante a gravidez têm filhos mais saudáveis?

O ácido fólico, quando usado, evita que o feto tenha problemas de fechamento dos “ossos do sistema nervoso”, ou seja, do cérebro e da coluna. A recomendação é começar com ácido fólico ao menos um mês antes de engravidar, caso a paciente não tenha histórico de alterações neuronais. No caso de histórico nessa área, recomenda-se começar com o ácido fólico 3 meses antes da gravidez. Outros nutrientes como cálcio também é importante, bem como as vitaminas C e E (veja post sobre alimentação e gravidez). As vitaminas C e E ajudam a diminuir as taxas de aborto.

Mulheres que estão tentando engravidar têm mais chances se tomarem ácido fólico?

Não, o ácido fólico é importante apenas para o desenvolvimento neuronal do bebê.

Por que é importante tomar a vacina contra a rubéola?

Como dito, antes é preciso fazer um check up de todas as vacinas que podem afetar o bebê durante a gestação. A rubéola é uma delas, o citomegalovirus, a toxoplasmose, o chagas e o HTLV também. No caso da rubéola, o contágio pode causar problemas no sistema neuropsicomotor, pode principalmente provocar alterações na parte da visão e também pode provocar alterações cardíacas. Caso as vacinas estejam em dia não é preciso repetir a dose.

Quanto tempo uma pessoa com a saúde em dia e 38 anos leva para engravidar?

Até os 36 anos a mulher pode esperar um ano tentando engravidar antes de consultar um especialista em reprodução humana, mas após esta idade eu recomendo esperar apenas 6 meses. Não necessariamente significa que ela fará um tratamento complexo de reprodução humana, mas sim algum pequeno auxílio pode ser preciso, até mesmo para tirar dúvidas como calcular o período fértil dela, por exemplo. Caso seja necessário iniciar uma investigação sobre infertilidade é importante que o homem também faça os exames, porque a infertilidade é um problema do casal.

Quais são os riscos da gravidez para quem tem útero de Didelfo?

O útero didelfo é uma má formação que resulta como se a mulher tivesse duas cavidades uterinas, que é diferente do útero bicorno, que é um útero com forma pouco mais pontuda. Outra malformação é o útero septado que tem uma divisão parcial ou total. Com relação ao útero didelfo, é possível engravidar caso exista uma passagem para pelo menos uma das cavidades do canal do colo do útero para a vagina. A gravidez é possível, porém tem um maior risco de aborto, principalmente se o embrião se implanta em uma parte mais fina da parede do útero.

Quais os exames necessários antes de engravidar?

O recomendado pela Organização Mundial de Saúde são:

  • Exame de sangue para analisar se a mulher é portadora de alguma alteração como anemia e diabetes, e também DST (doenças sexualmente transmissíveis),
  • Ultrassonografia para analisar as condições do útero, se existe algo que precisa ser tratado antes da gravidez ,
  • Papa Nicolau, para não ter o risco de engravidar com um câncer no colo do útero,
  • Exames de mama, para acompanhar se há nódulos que precisam ser tratados, mesmo que não representem riscos.

Veja também:

Mitos e verdades sobre a fertilidade

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AVALIAÇÃO DA FERTILIDADE

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Desde 2002 o mês de junho foi estabelecido como o mês de luta contra a infertilidade, por iniciativa da American Infertility Association, com o objetivo de aumentar a informação e conscientização sobre essa doença que atinge 15% da população segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar das causas de infertilidade terem origem masculina ou femenina na mesma proporção, é certo que a queda da fertilidade feminina acontece muito antes que a masculina. A partir dos 35 anos as chances de gravidez que costumavam ser 25% por ciclo, estão reduzidas em torno a 15% e diminuindo com a mesma rapidez com que os riscos de complicações na gravidez aumentam. A avaliação da fertilidade pode ser uma solução para obter o diagnóstico precoce de eventuais alterações do sistema reprodutivo.

Definição de infertilidade:

A infertilidade é uma doença que impede um casal que consegue a gravidez conclua a mesma com um recém-nascido saudável.

Definição de esterilidade:

A esterilidade é a incapacidade de um indivíduo ou de um casal conceber, ou seja, de engravidar.

Porque a avaliação da fertilidade ainda não é um exame de rotina?

A maioria das pessoas costumam pensar sua vida no momento, ninguém em um principio supõe que poderá ter problemas de infertilidade, a não ser que já tenha conhecido a história de alguém que viveu esta dificuldade no seu entorno. Por outro lado, os ginecologistas não costumavam questionar esse assunto, porque mesmo identificando uma eventual infertilidade, os tratamentos eram menos efetivos e menos acessíveis, além disso, não existiam alternativas para quem está decidida a adiar a maternidade, como o congelamento de óvulos.

Com o adiamento da maternidade começaram a ser mais comuns os casos de infertilidade, o assunto também foi deixando de ser tabu e motivo de vergonha ou separação. A questão da fertilidade da mulher diminuir com a idade é um fato, mas também outras doenças que podem levar à infertilidade evoluem com a idade, como é o caso da endometriose ou de doenças que prejudicam a fertilidade de forma silenciosa como a DST Clamídia, ou disfunções hormonais e obesidade, bem como uma série de causas ligadas ao fator masculino.

Exames básicos para avaliar a fertilidade da mulher:

Existem muitos marcadores da fertilidade feminina, no entanto, para quem está fazendo a avaliação da fertilidade como um preventivo, pode começar com os exames mais simples:

- Ultrassonografia transvaginal

- Exame de sangue de dosagem de FSH

avaliação da fertilidade

O que fazer para adiar os planos de gravidez com mais segurança?

Quando os planos de gravidez vão ficar para os 40 anos da mulher, é importante preparar-se, pois não apenas as chances de gravidez estarão diminuindo, mas também estará aumentando as chances de doenças genéticas dos descendentes. A técnica de vitrificação de óvulos, popularmente conhecida como congelamento de óvulos, é segura e mantêm a qualidade dos óvulos da idade em que os gametas foram congelados para uma gravidez futura, onde os riscos associados ao envelhecimento de óvulos estarão controlados, possibilitando que seja possível engravidar aos 40 com óvulos de 30 e evitando precisar de um tratamento com óvulos doados caso queira engravidar quando sua reserva ovariana esteja comprometida.

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VERDADES E MITOS SOBRE FERTILIDADE

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Existem muitos mitos sobre a fertilidade e gravidez. Caso você tenta engravidar há mais de um ano sem sucesso. Marque uma consulta comigo.

Engravidar é fácil

Mito: Cada ciclo menstrual pessoas jovens e férteis têm somente 25% de chances de conseguir a gravidez e quanto mais avança a idade, pior fica. Após os 40 as chances de engravidar naturalmente são menores que 10%. 

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Existem posições sexuais que facilitam a fecundação do óvulo

Mito: Não existe uma posição em especial que favorece a gravidez.

Se sou uma pessoa saudável minha fertilidade dura mais

Mito: Pelo menos em parte, pois não é possível evitar o envelhecimento dos óvulos a no ser que os mesmos sejam congelados. Uma vida saudável evita que a infertilidade chegue antes, mas não impedirá que ao redor dos 35 anos a qualidade dos óvulos comece a diminuir com maior intensidade.

Se tenho menstruação é porque ovulo

Mito: Não necessariamente. Aproximadamente 35% das mulheres em algum momento da sua vida apresenta anovulação. Inclusive, tão pouco é real que a ovulação ocorre sempre no mesmo dia.

A obesidade dificulta a gravidez

Verdade: A obesidade pode interferir no sistema hormonal das mulheres, mas também pode ser uma dificuldade para os espermatozoides dos homens, além disso, caso obtenha a gravidez, o risco de complicações obstétricas é três vezes maior em obesas.

Quem teve filhos é fértil

Mito: Ter tido filhos prova apenas que a pessoa foi fértil em um dado momento. No entanto, problemas podem aparecer posteriormente.

A pílula ou o DIU (dispositivo intra-uterino) podem causar infertilidade

Mito: O que sim pode acontecer por conta da pílula anticoncepcional é que problemas de infertilidade existentes ou que surjam sejam encobertos pela falsa sensação de que tudo vai bem quando o ciclo está regulado. Com relação ao DIU, existe um maior risco de infertilidade somente no caso de por conta deste método a mulher desenvolver doença inflamatória pélvica, que caso persista pode provocar a obstrução das trompas.

Lubrificantes íntimos dificultam a gravidez

Verdade: Muitos lubrificantes íntimos dificultam a mobilidade dos espermatozoides.

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SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

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A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma patologia que se manifesta em 1 de cada 15 mulheres em idade reprodutiva. Os principais sintomas desta doença são:

- Alteração menstrual

- Aumento da quantidade de hormônios masculinos gerando aumento de pelos no corpo e espinhas

- Aumento de risco de diabetes e hipertensão

- Dificuldade de conseguir a gravidez

Em entrevista, o Dr. Ricardo Luba responde questões sobre a SOP. Leia a seguir ou assista o vídeo.

É verdade que a Síndrome dos Ovários Policísticos se manifesta mais entre jovens?

Não. A SOP está presente desde a puberdade até a menopausa.

Qual é a diferença entre Ovário Policístico e Síndrome de Ovários Policístico?

Os ovários policísticos não acompanham o mesmo conjunto de sintomas. Um dos marcos para diferenciar as duas patologias é que a síndrome de ovários policísticos é um transtorno endócrino que consiste em ter pelo menos 10 cistos no ovários.

Existe relação entre a Diabetes e a SOP?

Sim, existe uma relação importante. Metade das mulheres com SOP vão desenvolver diabetes. Isso é devido que a SOP provoca uma resistência à insulina.

Por que às vezes só se conhece o diagnóstico da SOP quando há dificuldade de engravidar?

É comum que as mulheres, quando adolescentes ou jovens começam a ter ciclos menstruais irregulares, ao procurar o ginecologista recebam a indicação de tomar anticoncepcionais com o objetivo de regular os ciclos. Solucinada a irregularidade as mulheres acabam não dando maior importância ao assunto. Sem saber estas mulheres estão fazendo parte do tratamento da síndrome, mas só quando deixam de tomar o anticoncepcional para engravidar começam a enfrentar dificuldades é que procuram novamente o ginecolgista e descobrem que são portadoras da SOP.

Qual é o tratamento para a SOP?

A pílula anticoncepcional é o principal tratamento da SOP, mas também é necessário fazer um controle da glicemia. Controlar o hipoglicemia vai ajudar na SOP, em diminuir a diabetes e também no tratamento da infertilidade.

Existe relação entre câncer e SOP?

Não existe uma relação direta entre o câncer e a SOP, no entanto o excesso de uso de anticoncepcional pode ser prejudicial para as pessoas que têm mais riscos de câncer na família.

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