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Blog Dr. Luba

DIA DAS MÃES: MULHERES QUE TIVERAM SEUS FILHOS DEPOIS DOS 35 ANOS

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Aos 35 anos, Karina Bacchi congelou seus óvulos. Na época, 2011, a prática dava seus primeiros passos (ainda levou um ano até a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva considerá-la recomendável e segura), mas a atriz preferiu se garantir. Casada com um publicitário que não queria mais filhos (15 anos mais velho, ele é pai de dois, de outro relacionamento), ela decidiu abafar o desejo de ser mãe, mas sentia que a idade lhe dava cada vez mais certeza da maternidade. “Em todas as minhas fotos de criança estou com uma boneca no colo, sempre fui muito maternal. Mas ainda precisava de tempo para decidir.”

Cinco anos depois, um susto acelerou a escolha. Resultado de uma hidrossalpinge (acúmulo de líquido entre os ovários e o útero), Karina teve de passar por uma cirurgia para retirar as trompas – o que determinou: a partir dali, seria impossível ter filhos por vias naturais. Restava, no entanto, a esperança de gestá-los. “Por sorte, não foi o útero que perdi. O que aconteceu foi um alerta de que o tempo estava passando, e eu não tinha controle sobre nada além da minha própria decisão.” Diante do risco, deu o ultimato ao marido. E, como ele se manteve irredutível, Karina tomou fôlego para embarcar naquilo sozinha.

Separou-se e, recém-solteira, decidiu partir para uma fertilização in vitro. A ideia era recorrer a um doador de sêmen anônimo que expusesse alguns dados pessoais. “Queria me reconhecer no meu filho, por isso tinha de ser alguém parecido comigo. Pesquisei por meses em bancos brasileiros e internacionais, até que escolhi um estrangeiro de cabelos e olhos claros, esportista, despojado. Vi as fotos de infância, ouvi a voz dele, sei do histórico familiar. Parece que foi uma criança feliz e com muito contato com a natureza, assim como eu.”

Aos 9 meses, Enrico se parece com a mãe, tem os olhos azul piscina e o jeito sereno – mesmo com os primeiros dentinhos despontando na boca. Karina, 41, se emociona só de olhá-lo. “Não me senti fragilizada por ter escolhido ser mãe sozinha. Se me preocupava com algo, ligava para minhas médicas. Claro que ainda é desafiador, já tive de usar o banheiro com ele no colo, porque não tinha com quem deixá-lo. Mas um homem não fez falta para completar minha maternidade”, diz. “Foi tudo na hora certa. Hoje tenho estrutura suficiente para que ele seja a prioridade da minha rotina”, afirma ela, que, em agosto, entra no ar como apresentadora da Record News e, na tarde desta entrevista, às 14h de uma terça-feira, se arrumava para acompanhar o pequeno na aula de natação.

Como nunca antes, a convicção de Karina reflete a realidade: a maternidade depois dos 35 anos é a que mais se adapta aos desejos e às escolhas da mulher moderna. Nos Estados Unidos, desde os anos 80, a taxa de natalidade entre mães acima dos 35 cresceu cerca de 60%, apesar de a idade ser considerada avançada para a medicina. No Brasil, segundo o IBGE, o percentual de mulheres que têm filhos entre 35 e 39 anos quase dobrou na última década, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste. “É uma realidade preocupante, mas que também tem seu lado positivo”, afirma o médico Aléssio Calil, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo. “Nessa faixa etária, os óvulos começam a envelhecer e há mais riscos de síndromes e má-formações do feto, o que eleva também os índices de aborto. Por outro lado, nesse período as famílias estão mais bem constituídas, e as mulheres, mais certas de suas escolhas, além de consolidadas do ponto de vista profissional”, completa.

Essa solidez foi o impulso que faltava à arquiteta Karina Fernandez, 41, para pôr em prática os planos de ser mãe, quando completou 36 anos. Portadora de uma doença congênita, deu adeus ao sonho de engravidar aos 14, quando recebeu o laudo de útero infantil. Passou a adolescência digerindo a questão, sem dividir com os amigos. E logo começou a vislumbrar a possibilidade de ser mãe por outros meios, como adoção ou barriga de aluguel, sempre silenciosamente. “Sou uma pessoa prática, racional. Guardo para mim. Sempre gostei de criança, mas, antes, queria me estabilizar, casar.”

Dito e feito. Há cinco anos, quando completou 12 de relacionamento e, cansada de trabalhar numa construtora, já acumulava experiência e autoconfiança suficientes para se tornar autônoma, sentiu que era a hora. Numa clínica de reprodução assistida de São Paulo, ela e o marido passaram pelo procedimento de fertilização e congelaram nove embriões, todos saudáveis. Karina, então, fez contato com uma organização de barrigas de aluguel na Índia, disposta a cruzar o globo atrás de alguém para gestar seu bebê. (No Brasil, a barriga de aluguel, envolvendo comercialização, é proibida, mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza a doação temporária do útero em uniões homoafetivas ou em caso de problema médico que impeça a gestação.)

Animada com os resultados, pela primeira vez Karina reuniu as amigas para comemorar. E foi aí que uma delas, das mais próximas desde os tempos da faculdade, resolveu se envolver. “Ouvi a história e, quando vi, já tinha me oferecido para gestar o embrião. Foi de coração, só pensava em ajudá-la”, conta Renata de Oliveira, 41. Mãe de Laís, então com 5 anos, acompanhou a amiga em quase dois anos de preparação, entre conseguir a autorização do CFM e providenciar acompanhamento psicológico e também consultas médicas para atestar sua saúde. Como é praxe, recebeu no útero mais de um embrião de Karina. E comemorou com a amiga o anúncio de que tinha sido bem-sucedida, logo na primeira tentativa, a resposta de ambos os fetos. “Tinha 32 anos na minha primeira gravidez, e a Laís nasceu prematura. Já com os gêmeos, fui até a reta final. A maturidade ajudou”, diz Renata. Aos 38 anos, Karina tornou-se mãe de Gustavo e Gabriel, 3, graças à ajuda da amiga.

Mesmo os mais próximos ainda questionam Renata se ela não ficava insegura ao pensar no que acabaria acontecendo: deixar a maternidade do hospital de mãos abanando. Mas ela insiste que não teve medo. “Eram os filhos da minha amiga, estava claro para mim. Conversávamos muito, e Karina me deu todo o apoio e tranquilidade. Passei a reta final da gravidez na casa dela, foi um período muito gostoso. No momento em que vi os gêmeos saindo da minha barriga, a emoção foi grande, mas completamente diferente do que senti no caso da minha filha”, conta Renata, que é madrinha de Gustavo e Gabriel. Já Karina teve sintomas parecidos com os de depressão pós-parto, apesar de não ter parido. “Foram muitas crises de enxaqueca. Faço tratamento até hoje por causa de privação de sono. Acho que é um aspecto que pesa em ser mãe mais velha. Sua energia não é mais a mesma. E cuidar de dois bebês não é fácil – imagine gestá-los. Hoje, tenho certeza de que, se eu tivesse gestado meus filhos, eles não teriam sido tão bem cuidados como foram na barriga dela”, diz.

Área de risco

Segundo a literatura médica, casos como os de Karina Bacchi e de Karina Fernandez só foram tão exitosos por contarem com a ajuda da ciência – a fertilização in vitro. Os especialistas afirmam que, a partir dos 36 anos, 40% das mulheres têm dificuldade para engravidar naturalmente. Em muitos casos, diferentemente do que aconteceu com as Karinas, nem sequer há doença. A verdade mais simples é também inevitável: nossos óvulos envelhecem. Você pode passar a vida cuidando minuciosamente da saúde, virar vegana, largar o glúten, não fumar, beber nem usar drogas, dedicar-se a exercícios vigorosos. Não tem jeito: mais cedo ou mais tarde, as dificuldades biológicas vão soar o gongo. “Essa crença de que a medicina é capaz de garantir tudo é uma fantasia de perenidade”, afirma a psicanalista Vera Iaconelli. “Adiar a gravidez pode vir acompanhado da dificuldade de engravidar. As mulheres têm de saber o que está em jogo quando escolhem a maternidade tardia. Muitas não têm nem certeza de que querem ser mães, mas, quando a idade aperta, se jogam sem ponderar. É preciso pesar os ônus com cautela. A equação da maternidade ainda é muito injusta.”

Conforme a idade aumenta, crescem os riscos de doenças na gravidez e de anomalias cromossômicas no feto. O risco de óvulos envelhecidos gerarem bebês doentes é grande. “Quando a mulher tem mais de 35 anos, há aproximadamente uma chance em 400 para o bebê nascer com Down, a síndrome mais comum nesses casos. Abaixo disso, a ordem é de 1 para 1.000”, explica o ginecologista Ricardo Luba, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Nessa seara, o prazo de validade da fertilidade masculina também é posto em xeque. Há estudos que sugerem que, em casos de pai e mãe com mais de 35 anos, a idade paterna pode ser determinante por até metade dos casos de síndrome de Down. E que, com o envelhecer dos espermatozoides, os homens também sentem as badaladas do relógio biológico.

Apesar de a medicina fetal nunca ter sido tão avançada, ainda não há panaceia. “É preciso investir num bom estado pré-concepcional: alimentação saudável e balanceada, prática de exercícios físicos e check-up em dia”, explica o obstetra Eduardo Zlotnik, vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein. “Fora isso, o que se sabe é dos benefícios do ácido fólico a partir de três meses antes da gravidez – ele diminui muito o risco de problemas de formação neurológica. E da facilidade dos exames pré-natais: atualmente, detectam-se graves complicações com simples coletas de sangue.”

“Hoje, as mulheres que têm filhos mais tarde têm mais sorte do que tive. Na minha época, os exames eram invasivos, arriscados para a gestação. Por isso não fiz. Mas estava apavorada”, conta a geneticista Lygia da Veiga Pereira, 51. Aos 36, quando engravidou de sua primeira filha, Gabriela, 15, sabia bem os riscos que corria. “Dava aulas sobre alterações cromossômicas na universidade. Essas possibilidades me assombraram no início da gravidez. Só fui tirar a prova depois de dois meses, com o ultrassom morfológico.” Assim como na primeira gestação, na segunda, de Maria, 13, Lygia abdicou do exame de amniocentese (a arriscada retirada de líquido amniótico do abdome materno para análise).

Isso porque, antes de completar 35 anos, a cientista nem pensava na possibilidade de engravidar. Nos anos 90, enquanto suas amigas subiam ao altar, ela focava em seu doutorado nos Estados Unidos. Quase dez anos depois, ainda solteira e de volta ao Brasil, começou a dar aulas na USP, e as amigas já embarcavam na segunda gravidez. “Minha profissão era meu filho único”, diz. Tanto que nem ligou quando o então namorado Fabio (hoje seu marido) lhe contou, cheio de dedos, que era vasectomizado.

A vontade de ser mãe só veio depois de um ano casada, quando ele reverteu a cirurgia. Hoje, a ph.D. respeitada mundo afora diz que Gabi e Maria foram essenciais para entender que havia mais vida além da ciência – e descobrir novos jeitos de ser feliz. “Os problemas da universidade passaram a não me chatear tanto, parei de levar trabalho pra casa. E rejuvenesci: não me sinto mais velha que as mães das amigas delas, apesar de ser.”

Trabalho não é tudo

Para a pediatra Denise Lellis, da Sociedade Brasileira de Pediatria, os questionamentos acerca da maternidade acima dos 35 miram demais na área biológica e pouco na comportamental. “No meu consultório, a grande pergunta que ouço não tem a ver com cólica neonatal ou gripe. É: ‘O que eu faço com esta criança pra poder voltar a trabalhar?’”, diz. “A gente equilibra mais pratos a partir dos 35 que aos 20 e poucos, seja no trabalho, seja em casa. Quando nasce uma criança, dizem que nasce uma mãe, mas a verdade é que morre uma mulher sem filhos. E ela vive esse luto.”

Vivemos a primeira geração de mães que se relaciona com esse acúmulo de funções. No livro Mulheres Visíveis, Mães Invisíveis (2013), a psicopedagoga e best-seller argentina Laura Gutman explica a necessidade de as mulheres “reformularem suas identidades” antes de decidirem ser mães: “O mal-entendido compartilhado por nós, mulheres modernas, é acreditar que nosso ‘eu’ está só no trabalho. O trabalho nos salva. Devolve-nos a identidade perdida. No entanto, a outra parte está escondida e nós mesmas não conseguimos reconhecê-la”.

Para a executiva Rachel Maia, 47, a maternidade descortinou essa nova perspectiva. Quem convivia com ela, anos atrás, comenta a diferença em seu temperamento. E ela admite: “A Sarah Maria [que faz 7 anos em setembro] me ajudou a suavizar. Eu era uma pessoa estressada. Com ela, mudei a chave”.

Anos antes, Rachel já havia se conformado com a incapacidade de gestar um filho. Diagnosticada com útero policístico, passou por quatro cirurgias, que lhe renderam um útero todo suturado, com mais de 50 pontos. Aos 30, priorizou a carreira, mergulhou nos estudos. Por sete anos, dedicou-se à diretoria financeira da Tiffany & Co. Até que chegou ao topo da joalheria dinamarquesa Pandora. E, com oito meses de empresa, aos 40 anos, contrariando todas as expectativas do ginecologista que há mais de 20 cuida dela, ficou grávida. “Meu médico ficou em choque. E eu também. Sempre quis ser mãe, mas não daquela maneira, sem planos nem casamento.”

Tudo aconteceu pouco antes do Ano-novo. Um amigo a convidou para ver as luzes de Natal da Avenida Paulista antes que fossem desmontadas. Vinho vai, vinho vem, terminaram a noite juntos. E só em meados de fevereiro ela se deu conta: “Fiz cinco testes de gravidez, no banheiro do trabalho. Todos deram positivo. Contei para meu chefe no mesmo dia em que ele me promoveu a CEO”. A filha foi um impulso maior para cumprir um cargo tão solitário, uma válvula de motivação. “Com Sarah Maria aprendi que menos é mais. Inclusive em relação à maternidade, puro exercício de amor e responsabilidade. Não ter com quem compartilhar esse compromisso faz reavaliar o que é ser mãe. E o que aprendi com a minha foi enfiar as dificuldades dentro do bolso, não se lamuriar das mazelas da vida. Fora que não tenho como sentir falta do que nunca tive, é o que me difere de mães separadas. Sarah foi um presente.”

Demitida no início do ano, depois de sete anos na Pandora, Rachel desabafa que talvez não tivesse a mesma estabilidade e tranquilidade de viver este período sabático sem a filha. “Me ajuda a enxergar propósito”, diz. No mês passado, teve um pedido de adoção aprovado pela Justiça. Quer adotar um menino. “Tecnicamente estou grávida [risos]. Nunca me senti tão pronta para ser mãe.”

Maternidade, ainda que tardia

A tomada do espaço laboral pelas mulheres é conquista e efeito das gerações que lutaram pela igualdade do voto e pela liberdade do desejo. Mas a expectativa social se inverteu. Hoje, a mulher que não tem uma carreira pode ser silenciosamente empurrada no imaginário, próprio ou alheio, para a perigosa área dos maus lençóis. No sufrágio político, a equidade é uma dimensão fundamental dos direitos, e é aí que se alicerça a justiça entre os gêneros. Contudo, a liberdade do desejo se mostrou mais refratária, porque não depende só da transformação do espaço público ou de contratos.

O caso mais paradigmático é a maternidade. Mesmo que a lei proteja a recém-mãe, ainda que menos que em outros países, e mesmo que os cônjuges tenham se tornado mais colaborativos, o tempo dedicado às tratativas pré-natais, às contingências e aos rearranjos familiares trazidos pela chegada de uma criança pode deixar a mulher em desleal desvantagem na arena de batalha em que se transformou a vida no trabalho. Ninguém deveria ter de optar pelo que deve colocar em primeiro lugar, filho ou carreira. Isso cria uma espécie de dilema eterno que pode levar mulheres à demissão da maternidade.

A liberdade de ser mãe acompanha uma inadmissível coerção biológica. Por mais que o período para tomar a decisão seja elástico, o processo decisional é cruel. Não decidir já é em si uma decisão. E a maternidade se marca pelo adiamento. Aceitar uma promoção difícil ou assumir o cargo que exige viagens constantes tornam-se glórias vividas com gotas de suor frio.

Quero crer que o enfrentamento disso remete a uma coletivização do desejo, mais do que a uma (bem-vinda) regulação dos limites jurídicos ou biológicos. Escuto cada vez mais que a decisão da maternidade é tomada em meio à solidão. Uma aposta de grandes riscos frente à precariedade e efemeridade dos vínculos amorosos. Os antigos laços de criação compartilhados por avós e tios não resultaram ainda em uma nova maneira coletiva de criar filhos. Muito se fala em experiências educacionais bem-sucedidas na Itália ou na Finlândia, mas pouco se acentua que nesses lugares as crianças são sentidas como uma responsabilidade comum. Aliás, o sentimento de que filhos são uma espécie de posse ou propriedade particular, em que os outros não devem se intrometer, é um dos sintomas nacionais mais visíveis do narcisismo à brasileira.

Jacques Lacan falava do tempo lógico, que até hoje marca a duração variável das sessões de psicanálise lacaniana, como um entendimento de que a decisão que leva à liberdade passa pelo outro, sem deixar de ser, ao mesmo tempo, individual. Penso que é assim que cada mulher deve encontrar seu próprio tempo para a maternidade.

Acesse o link do Portal da Revista Marie Claire: https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2018/05/dia-das-maes-mulheres-que-tiveram-seus-filhos-depois-dos-35-anos.html

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SUITA e GUSTTAVO LIMA "GRÁVIDOS" DE NOVO; HÁ RISCOS EM GESTAÇÕES PRÓXIMAS?

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Pais do pequeno Gabriel, de 6 meses, Gusttavo Lima e Andressa Suita anunciaram que estão “grávidos” novamente. A história é semelhante à de outro casal famoso: Michel Teló e Thais Fersoza, pais de Melinda e de Teodoro, que chegou também seis meses após o nascimento da irmã.

Muitos fãs estão se perguntando se gestações tão próximas são saudáveis para mamãe e para o bebê. Segundo o ginecologista e obstetra Fábio Cabar, há uma recomendação do Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde para que o intervalo entre gestações seja de, no mínimo, um ano.

No entanto, se a gravidez “aconteceu” ou há a intenção de filhos com idades tão próximas, gestantes devem ficar atentas a alguns riscos.

Quando o primeiro bebê nasceu de cesárea

É necessário dar ao corpo tempo para cicatrizar esse corte. “Antes de um ano, há um risco aumentado de ruptura do útero na área da cicatriz da primeira cesárea, durante o trabalho de parto”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, que diz que a complicação é rara, mas deve ser considerada durante o pré-natal.

Para o especialista, a grossura do órgão deve ser considerada na hora da definição da via de parto do segundo filho e ele não recomendaria uma cesárea simplesmente porque a primeira criança nasceu por essa via. “Mas se fosse o terceiro bebê, com os dois anteriores nascidos cirurgicamente, ele teria de nascer por cesárea.”

Amamentação

Embora não seja consenso entre a classe médica, muitos acreditam que o aleitamento do primeiro filho em caso de segunda gestação deve ser suspenso. Isso porque a liberação de ocitocina - hormônio responsável pela descida do leite - no organismo materno tem como efeito a contração do útero e pode aumentar o risco de parto prematuro.

(com reportagem de Adriana Nogueira)

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2018/01/20/ha-riscos-em-engravidar-com-menos-de-um-ano-de-intervalo-como-suita.htm

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É POSSÍVEL MESMO ESTAR GRÁVIDA SEM SABER? SEM SEQUER DESCONFIAR?

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Ao voltar de um dia de trabalho – ela vinha fazendo bicos de limpeza de pisos –, a dona de casa Mariene Lima de Souza sentiu muitas dores logo abaixo dos seios e resolveu descansar um pouco. Como a dor não passava, pediu para uma amiga levá-la ao pronto-socorro. Depois de um exame inicial, o médico que a atendeu pediu um exame e falou que queria “tirar uma dúvida”. Com o resultado em mãos, a dúvida foi tirada: ela estava grávida. “Fiquei em choque. Eu não estava namorando ninguém, fazia muito tempo que não fazia sexo, e estava grávida? Falei que não era possível, mas ele me mostrou o resultado e disse que as dores eram, na verdade, contrações do trabalho de parto”, lembra. Isaac, hoje com dois anos, nasceu na mesma madrugada, de parto normal. “Não tinha nada para ele, uma roupinha, nada. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo”. “Eu estava tomando pílula, achava que fosse impossível engravidar” A advogada Luiza Bastos pelo menos teve um mês para se preparar para o nascimento do bebê. Durante sua corrida matinal diária, ela sentiu uma dor forte em um ponto “esquisito” da barriga. “Achei que fosse só uma dor de esforço, mas no trabalho passei muito mal quando tomei café. Meu chefe me deu o dia de folga e ainda brincou que era capaz de eu estar grávida. Ri muito. Eu estava tomando pílula, achava que fosse impossível engravidar”, conta. A brincadeira do chefe se confirmou à tarde, quando ela decidiu checar no hospital o que eram aquelas dores. Assim que a médica da triagem apalpou a barriga de Luiza no local da dor, falou, sem rodeios, que ali havia um bebê. O exame de sangue indicou uma gestação de aproximadamente 35 semanas – um bebê é considerado pronto para nascer na 38ª semana. Adriana nasceu de 39 semanas, por meio de uma cesárea, e agora tem dois meses de vida. “Fizemos um chá de bebê express, conseguimos montar um enxovalzinho. Mas meu marido precisou comprar uma banheira com trocador às pressas, porque a que compramos pela internet não chegou a tempo”. Mas elas não sentiram os sintomas de gravidez? Tanto Mariene quanto Luiza garantem não ter sentido nenhum dos principais sintomas de gravidez – como enjoos, tonturas, aumento dos seios – ao longo de todos aqueles meses. Para a ginecologista e obstetra Lilian de Paiva Rodrigues, da Comissão de Assistência Pré-Natal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), existem duas possibilidades: ou elas realmente não tiveram nada ou tiveram e não perceberam. “A maioria das mulheres enjoa na gravidez, algumas de forma bem grave, mas outras não sentem isso. E tem aquelas que, por causa de alguma intolerância alimentar ou uma questão qualquer de saúde, sentem enjoos regularmente, então não dão importância ao enjoo que indicaria a gestação”, afirma. Também é preciso considerar o aspecto psicológico, segundo a médica: se a mulher não está tentando engravidar e está usando algum anticoncepcional, por que associaria qualquer sintoma a uma gestação? “Todas terão inchaço nos seios e aréolas escurecidas, só que, como gravidez não faz parte das coisas em que ela pensa, não existirá essa percepção do próprio corpo”. E a menstruação? É possível menstruar durante a gravidez? Não, não é possível ter ciclo menstrual ao longo de uma gestação, por mais que algumas mulheres digam que menstruaram normalmente – caso de Luiza. “Esses sangramentos não são menstruação. Eles podem ser relacionados a pequenas intercorrências da gravidez, a um descolamento da placenta”, explica o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Febrasgo e da AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists). “Se a mulher soubesse que estava grávida, iria investigar o sangramento, seria afastada do trabalho para repouso, para preservar o bebê. Quando não sabe, acha que não é nada anormal e segue a vida”. Além disso, Lilian e Ricardo esclarecem que os padrões menstruais variam muito de mulher para mulher. Tem as que não menstruam nunca, seja por usar um anticoncepcional hormonal que suspenda os ciclos ou por causa de alguma doença que os impeça, como a síndrome do ovário policístico. “Se o anticoncepcional falha, ela continua não menstruando e pronto. Nem tem o que perceber”, diz Lilian. Outras têm menstruações superirregulares – caso de Mariene –, então nem se dão conta de que os meses estão passando sem nenhum sangramento. Quando a vida é corrida demais, isso pode passar despercebido mesmo. Gente, e é possível estar grávida e não ter barriga de gestante? Não existe fórmula matemática para definir o formato de uma barriga de gravidez. Ela pode ser grande, pequena, redonda, pontuda, alta, baixa e mesmo quase imperceptível. Tudo depende do tipo físico da mulher e da posição do bebê no útero. Lilian é categórica quanto ao fato de que ALGUM volume extra na barriga haverá, mas explica que se o bebê estiver na transversal (atravessado como se estivesse deitado, em vez de encaixadinho), por exemplo, a barriga pode ficar mais para os lados, dificultando que ela seja notada. É o que provavelmente aconteceu com a advogada Luiza, que creditou o volume abdominal a… gases. “Cortei refrigerante e água com gás, tomei um monte de chás diuréticos, mas só desinchei mesmo quando a Adriana nasceu”, diverte-se. A ginecologista e obstetra ressalta, ainda, que muitas mulheres, por não terem a barriga “malhada”, não associam o aumento abdominal a uma gravidez e pensam que deram uma engordadinha ou estão com “barriga de chope”. Afinal, quem nunca ficou com uma pancinha de excessos, né, migas? A vida normal quando não se sabe da gravidez pode trazer algum prejuízo? Luiza diz que a notícia da gravidez, apesar de inesperada, foi uma alegria para ela o marido. Mas confessa ter ficado muito preocupada com o fato de ter tomado pílulas anticoncepcionais por todos aqueles oito meses e por não ter feito o pré-natal. Mariene, obviamente, também não passou pelas consultas periódicas para ver o desenvolvimento do bebê. Não há motivo para muita preocupação, segundo Ricardo Luba. “A pílula não causa nenhuma má formação cerebral ou física”, afirma o ginecologista e obstetra. Quanto a não fazer o pré-natal, elas foram agraciadas com gestações sem intercorrências. “O pré-natal existe para que qualquer alteração da mãe ou do bebê seja detectada e tratada, para que a gravidez evolua de forma adequada e a mulher faça um parto da melhor maneira. As mulheres que são pegas de surpresa por uma gravidez avançada e estão com tudo certinho realmente têm sorte”, avalia Lilian. Ricardo conta que cerca de 80% das gestações são de baixo risco, com pré-natal que acaba sendo apenas um acompanhamento. Estes casos com final feliz, portanto, se encaixam na maioria. “Apesar de nós, médicos, os bebês continuam nascendo e a humanidade segue”, finaliza. E muita gente pensando que aquele programa “Eu não sabia que estava grávida”, do Discovery, fosse o maior exagero…   Acesse o link do Portal MdeMulher: http://mdemulher.abril.com.br/saude/e-possivel-estar-gravida-sem-saber/

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5 DORES COMUNS DURANTE A GRAVIDEZ E COMO AMENIZÁ-LAS

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Gravidez não é doença, mas não é raro que a mulher se sinta desconfortável. Afinal de contas, o corpo se transforma para que o bebê cresça e se desenvolva. Mais hormônios, mais peso, novo centro de gravidade, uma nova vida crescendo… Ufa!

“Não é regra, mas faz parte da gestação, o problema é quando a dor é aguda, muito incômoda e só piora”, comenta o ginecologista Ricardo Luba, do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Fatores como estresse, sedentarismo e excesso de peso aumentam as queixas, mas há algumas dores que acompanham grande parte das futuras mães do momento em que o teste dá positivo até o parto. Veja quais são e passe por todos esses estágios sem crise.

Cabeça

Primeiro, a boa notícia. Grande parte mulheres com enxaqueca crônica na verdade melhoram enquanto estão grávidas. “Mas algumas experimentam a piora do quadro, assim como as alterações hormonais podem provocar crises em quem não as tem normalmente”, contrapõe Marcos Wengrover Rosa, ginecologista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

A enxaqueca aparece em qualquer período da gravidez por conta de seus gatilhos mais famosos, como excesso de café (ou a falta) e alguns alimentos. Mas mesmo as mais experientes no assunto não devem tomar o remédio de sempre, pois muitos analgésicos são contraindicados para gestantes. O ideal é definir com o médico a melhor abordagem.

Fora isso, quando a barriga começa a aparecer, as alterações de postura e a sobrecarga na coluna são agentes causadores de cefaleia, assim como estresse e cansaço. Há uma situação ainda em que a dor de cabeça é mais preocupante. Mais para a frente, por volta da 28ª semana, quando a dor é na região da nuca ou aparece como uma forte pressão na testa, pode ser sintoma de pré-eclâmpsia, a hipertensão típica da gestação. O quadro é sério e exige atenção médica e tratamento.

Cólica

É normal sentir. “É a adaptação do útero ao desenvolvimento da placenta. Ele se contrai enquanto aumenta de tamanho e, por ser um músculo potente, essa contração é sentida como cólica”, comenta Wengrover.

Esse estica-e-puxa dura pelos nove meses, por isso algumas mulheres têm o incômodo mesmo quando o bebê já está maior. Compressas quentes ajudam, mas os médicos podem também indicar antiespasmódicos, como os da cólica menstrual.

O problema é quando a cólica vem acompanhada de sangramento ou é muito severa. “Quando a mulher não fica confortável em nenhuma posição e a dor só piora pode significar uma ameaça de aborto, infecção urinária e outros problemas”, alerta Luba. Na dúvida, melhor checar com o médico.

Costas

No terceiro trimestre da gestação, a barriga aumenta consideravelmente de tamanho e peso. É esse o principal motivo das famosas dores lombares que as gestantes sentem. “Geralmente entre a 24ª a 25ª semana, o centro de gravidade do corpo muda e, se a mulher tenta ficar reta, não consegue pois o peso da barriga a faz tombar para a frente”, explica Wengrover.

Para compensar a carga extra, inconscientemente o corpo da mãe “puxa” com as costas o peso para trás, alterando a curvatura da coluna. “Isso causa estresse muscular e a sensação de dor e as sedentárias podem sofrer mais com o despreparo dos músculos”, completa o ginecologista.

Compressas de água quente são bem-vindas, mas a melhor maneira de aliviar o problema é equilibrando a postura. “Pilates e fisioterapia são ótimos, mas mesmo as caminhadas leves já ajudam”, comenta Ricardo Andrade Freire, também ginecologista e obstetra, do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo.

Acupuntura e RPG também são terapias complementares comprovadamente benéficas e recomendadas nesse cenário, mas yoga e pilates estão contraindicados se a mulher já estiver sentido dor.

Em alguns casos, a dor na lombar pode ser o reflexo de uma infecção urinária e até de cálculos renais. Especialmente se for muito aguda, de um lado só ou acompanhada de febre e outros sintomas.

Pernas e braços

A sobrecarga também pode se refletir nos membros. Primeiro, porque para acomodar melhor o peso, a gestante tende a caminhar com as pernas um pouco mais abertas, o que sobrecarrega a musculatura.

Fora que, quando o nervo ciático inflama – outra situação possível no final da gravidez – ataca não só a coluna, mas também as pernas. Já o inchaço temporário provocado pela retenção de líquidos provoca incômodo no local e dor nas articulações: cotovelos, joelhos, punhos e por aí vai.

Seios

Essa é outra chateação que dá as caras com muita frequência, conforme a mama começa a crescer e se preparar para produzir o leite. Pode surgir já no primeiro trimestre e tende a piorar conforme cresce o tamanho.

“A grande maioria das mulheres sente dor local durante a gestação, mas a intensidade depende de fatores como o tamanho da mama”, comenta Freire. Para amenizar, há sutiãs especiais para gestantes, sem bojo e com sustentação reforçada.

Contudo, se a dor vier acompanhada de vermelhidão e calor na região afetada e febre, pode haver uma inflamação no local. Nesse caso – como em todos os outros – vale a regra: na dúvida, cheque com o seu médico.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: http://bebe.abril.com.br/gravidez/5-dores-comuns-durante-a-gravidez-e-como-ameniza-las/

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ÁLCOOL EM EXCESSO E CIGARRO AUMENTAM AS CHANCES DE INFERTILIDADE NAS MULHERES

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Diversos podem ser os motivos para a infertilidade feminina: desde doenças ginecológicas até o consumo excessivo de bebidas alcóolicas e o ato de fumar. Isso porque o álcool age diretamente no cérebro, órgão ligado às funções reprodutivas e sexuais. Aquele drink aparentemente inocente, portanto, pode afetar a produção dos hormônios femininos e levar à infertilidade.

“Nas mulheres, o álcool em excesso altera a qualidade dos óvulos e o processo ovulatório, chegando, em alguns casos, a interromper a ovulação”, explica Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

O médico ainda acrescenta que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode ser responsável pelo aumento de tempo para engravidar em até três vezes mais que o habitual.

Três taças por semana já podem causar infertilidade

Especialistas ainda alertam que, em muitos casos, os efeitos do álcool são irreversíveis. Por isso será preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado para a infertilidade.

“Estudos comprovam que mulheres com hábitos de consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, como três taças de vinho por semana, podem reduzir a capacidade de engravidar em dois terços”, afirma o ginecologista.

E de acordo com a ginecologista e obstetra Maria Rita Curty, a recomendação é que mulheres que pretendem engravidar, cessem o consumo de álcool durante três meses, para que os níveis hormonais voltem ao normal.

“Mas vale lembrar que a quantidade de estrogênio não voltará aos mesmos níveis de antes”, esclarece Ricardo Luba, ginecologista membro da SBRH e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Os males do cigarro para quem quer engravidar

Além do álcool, o ato de fumar também pode causar infertilidade, pois os componentes do cigarro prejudicam a qualidade do óvulo e a formação do embrião.

“Mulheres fumantes apresentam óvulos de pior qualidade devido ao aumento dos radicais livres de oxigênio e o estresse oxidativo”, aponta o Dr. Rosa Filho. Pesquisas afirmam que a fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia.

Por isso, a conscientização sobre os fatores que podem causar a infertilidade é muito importante para que o casal que sonha em engravidar repense sobre os seus hábitos.

“Como disse anteriormente, cada caso é um caso, muitas situações são irreversíveis, e é preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado”, pondera o ginecologista.

Alternativas para ser mãe

Quando o vício do cigarro ou álcool destrói o sonho de ser mãe pelas vias naturais, especialistas apontam alguns procedimentos alternativos. Um deles se dá através de doadora anônima, que oferece seus óvulos por meio da clínica de reprodução humana.

“A chamada ovodoação é realizada de forma totalmente sigilosa e anônima, sendo que apenas a clínica tem conhecimento da identidade da doadora e da receptora”, aponta o Dr. Rosa Filho.

O óvulo da doadora é fecundado pelo espermatozoide do marido da receptora. Após a fertilização do óvulo, o embrião gerado é transferido para o útero. Nesse tratamento, a receptora precisa tomar medicamentos para o espessamento do endométrio, necessário para a gestação.

“O tratamento possui alta taxa de sucesso, que chega a até 70% por tentativa”, afirma o ginecologista.  Outro dos tratamentos de reprodução assistida, e também o mais conhecido,  é a fertilização in vitro, realizada em laboratório com preparo do sêmen e dos óvulos.

Nesta técnica, a mulher é estimulada a produzir mais óvulos com a administração de hormônios. A coleta dos óvulos é realizada por uma punção realizada por via transvaginal, sob anestesia. Mas, para não precisar passar por esses procedimentos, a dica é não exagerar no álcool e esquecer o cigarro.

Acesse o link do Portal A Revista da Mulher: http://arevistadamulher.com.br/ginecologia/content/2448340-alcool-em-excesso-e-cigarro-aumentam-as-chances-de-infertilidade-nas-mulheres

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QUEM DEVE USAR ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL? IDEAL PARA QUEM ESQUECE A PÍLULA + 4 CASOS

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Com opções mensais e trimestrais, a injeção contraceptiva atrai quem não quer o compromisso de tomar pílula diariamente ou mulheres que a esquecem com frequência. No entanto, assim como os demais métodos, a indicação do anticoncepcional injetável deve ser individualizada e exclui alguns casos. Como age? Uma única injeção armazena hormônios e os libera em pequenas doses no organismo, o que justifica o efeito que dura de 30 a 90 dias, a depender da versão utilizada. Ambas as opções possuem diferentes composições, sendo que algumas utilizam estrogênio com progesterona e outras apenas apenas progesterona. Sua ação é igual a da pílula oral: consiste na inibição dos hormônios FSH e LH, de modo a evitar ovulação, deixar o muco cervical - encarregado de conduzir os espermatozoides até o útero - inadequado e ainda afinar o endométrio - camada em que o embrião se implanta em caso de gestação. Quem pode anticoncepcional injetável? A injeção anticoncepcional é especialmente indicada em 4 casos: Pós-parto Mulheres que estão amamentando podem apenas tomar anticoncepcionais feitos só com progesterona, uma das opções do anticoncepcional injetável. Problemas gastrointestinais O remédio injetável não passa pelo estômago, como acontece com as pílulas orais. Por isso, não haverá agravamento de acometimentos como úlcera, azia ou refluxo gastroesofágico. Doenças psiquiátricas Mulheres com acometimentos de ordem psiquiátrica estão mais suscetíveis a comportamentos de risco, como sexo sem preservativo, e maior chance de esquecer de tomar a pílula. Cólicas menstruais fortes O anticoncepcional injetável pode reduzir muito e até interromper a menstruação, aliviando as cólicas fortes. Quem esquece de tomar a pílula oral com frequência Se a pílula não for tomada todo dia no mesmo horário, suas chances de falhar podem aumentar. Como a injeção é tomada com espaço de tempo maior a proteção é mais duradoura, basta não esquecer de ir à farmácia no dia correto. Contraindicações O anticoncepcional injetável, especialmente o que possui estrogênio, é contraindicado para pessoas com histórico familiar ou pessoal de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, trombose, doenças sistêmicas e cânceres que são hormônio dependentes, como o de mama e endométrio. Nestes casos, é recomendável recorrer à versão que contém apenas progesterona ou outro tipo de método contraceptivo. O ginecologista e obstetra Ricardo Luba, especialista em reprodução humana, ressalta que pacientes acima de 40 anos ou com sangramento vaginal de causa não conhecida também devem evitar usar o método. Efeitos colaterais Os efeitos indesejados são semelhantes aos das pílulas e variam de acordo com a composição do contraceptivo. "Pode haver retenção de líquido, dor nas mamas, aumento de varizes e principalmente escapes irregulares", explica. Ainda há casos de falta de libido e ausência total da menstruação. Engorda? Apesar de controvérsias sobre os motivos, os médicos ouvidos nessa matéria são unânimes ao afirmar que o anticoncepcional injetável engorda. A médica Andrea atribui o aumento do peso ao inchaço por acúmulo de líquido, já Ricardo Luba afirma que boa parte dos métodos hormonais aumentam o apetite, o que explica a mudança na balança. Mensal ou trimestral: qual escolher? Apenas um profissional habilitado poderá avaliar se o anticoncepcional injetável é mesmo a melhor opção para vocês é mais indicado tomar a versão mensal ou trimestral, com hormônio combinado ou único. Já a aplicação é realizada por um enfermeiro, médico ou farmacêutico qualificado em uma das nádegas.   Acesse o link do Portal Vix.com: http://www.vix.com/pt/saude/547663/quem-deve-usar-anticoncepcional-injetavel-ideal-para-quem-esquece-a-pilula-4-casos?amp

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QUAIS EXERCÍCIOS POSSO FAZER DURANTE A GRAVIDEZ

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É tempo de aprender a ouvir o seu corpo. Não só porque há uma vida lá dentro, mas porque o seu organismo está diferente e mudando cada vez mais durante essas 40 semanas. Que você não pode deixar de se exercitar durante esse período é fato. E existem inúmeras mamães fitness nas redes sociais provando que isso é possível. Ricardo Luba, ginecologista e obstetra, de São Paulo (SP), lembra que se a gestante já praticava atividade física antes, pode mantê-la com menos intensidade. “Aquelas que não faziam e decidem começar devem procurar uma modalidade leve”, indica o especialista. Na hora de escolher, vale ter em mente os músculos que serão utilizados no parto. “Eles devem ser os privilegiados durante o condicionamento físico, ou seja, a musculatura abdominal, do assoalho pélvico e os paravertebrais”, orienta Ricardo Nahas, médico do esporte do Hospital 9 de Julho, de São Paulo (SP).

Cuidado nunca é demais

Por esse motivo, os médicos afirmam: nada de atividade de contato. “Práticas coletivas, como futebol, basquete e handebol devem ser evitadas. E individuais, como a ginástica olímpica e as modalidades de atletismo que envolvam saltos também são mais arriscadas”, alerta Fellipe Savioli,  médico do esporte, de São Paulo (SP). Como não custa alertar, essa também não é a hora de “viver cada dia como se fosse o único” e se aventurar com skate, esqui ou mountain bike. “Há sempre o risco de acidente. O crossfit também não é indicado”, comenta Ricardo Luba.

Mudanças a cada fase

1º trimestre: neste período, a mulher costuma se sentir mais cansada devido ao aumento de progesterona. “É um sinal de que sua gestação está evoluindo bem, procure desacelerar”, conforta Roberta Gabriel.

2º trimestre: momento de deixar a preguiça de lado. Aqui, a disposição está em alta e a futura mamãe deve praticar atividades que a mantenham em forma.

3º trimestre: o bebê está chegando. Com isso, os dias ficam mais cansativos. O peso já será controlado, portanto a gestante deve optar por modalidades mais tranquilas para se manter ativa e disposta.

Abaixo, confira algumas modalidades recomendadas para gestantes e, com o seu médico, escolha a que mais se adapta à sua rotina e ao seu estilo.

Natação

As atividades aquáticas são muito indicadas. “O motivo disso é elas serem de baixo impacto e proporcionarem leveza ao corpo que vem ganhando peso a cada mês”, justifica Roberta Gabriel, educadora física, do Rio de Janeiro (RJ). Ela afirma que, por ser aeróbica, pode substituir a caminhada quando o corpo estiver muito pesado e com mais dificuldade de locomoção e mobilidade. Mas Ricardo Luba avisa que o esporte deve ser praticado com intensidade de leve a moderada. Outro alerta se dá àquelas que já passaram do sétimo mês. “Nesse momento, o canal de parto já está sendo formado. A modalidade pode proporcionar eventual contaminação interna e deve ser evitada”, explica Ricardo Nahas.

Musculação

Se preferir o ambiente agitado das academias, Ricardo Nahas conta que esses exercícios podem ser feitos desde que com apoio do abdome ou evitando aqueles com hiperextensão da coluna. “Os que comprimem a região da barriga, como os abdominais, não devem ser executados nos segundo e terceiro semestres da gestação”, completa.  Roberta Gabriel afirma que os movimentos são excelentes para fortalecimento. Ela indica os treinos funcionais, pois trabalham com peso do próprio corpo, respeitando as mudanças posturais que acontecem sem ter de se adaptar aos aparelhos.  Vale recordar que, trabalhando os músculos certos, o parto fica até mais fácil de ser executado.

Acesse o link do Portal da Revista Corpo a Corpo: http://corpoacorpo.uol.com.br/fitness/fitness/treino-sob-medida/quais-exercicios-posso-fazer-durante-a-gravidez/11741#

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23 TERMOS MÉDICOS USADOS NA GRAVIDEZ PARA VOCÊ SE FAMILIARIZAR

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Qual é a DPP? E o BCF do seu filho? As siglas e nomes técnicos podem parecer um bicho de sete cabeças, mas muitas vezes se referem a procedimentos simples e comuns da gestação. Confira este pequeno dicionário elaborado com a ajuda de ginecologistas para guiar as mães por um mar de novas palavras – e de mudanças para todos os lados.

1. Altura uterina

Medida feita com fita métrica que acompanha o desenvolvimento da gravidez. Por volta do quinto mês, quando o útero fica visível e o teste começa a ser feito, são cerca de 20 cm entre a bacia e a barriga e a elevação chega na altura do umbigo.

2. Amniocentese

Exame que recolhe líquido amniótico da placenta para investigar possíveis alterações de cromossomos, como a da Síndrome de Down, e outras doenças de origem genética. O teste é recomendado em casos específicos e só pode ser realizado após a 16ª semana de gestação.

3. BCF (Batimentos cardíacos fetais)

A frequência varia entre 120 e 160 batimentos por minutos e vai desacelerando até o momento do parto. Mas é normal que oscile um pouco para além desses parâmetros durante a gravidez. Isso porque as células do coração ainda estão amadurecendo.

4. Bebê a termo

São os nascidos entre a 39ª e a 41ª semana de gestação, duração considerada ideal para a saúde da criança. Até pouco tempo, os nascimentos entre a 37ª e a 42ª semana eram considerados a termo, mas o período foi revisado porque bebês que nascem nas semanas 37 e 38, embora não sejam prematuros, têm maior risco de complicações.

5. Bebê defletido

Quando o feto está na posição correta, a cefálica, de cabeça para baixo, mas o queixo está erguido para cima, como se o bebê estivesse olhando para o chão e não na direção do rosto da mãe – como deveria ser. A inclinação pode ser leve e não impedir a saída pelo canal vaginal, mas se a cabeça estiver muito virada, a cesárea pode ser necessária.

6. Bebê pélvico e córmico

No primeiro caso, o bebê está sentado, com as pernas para baixo. Há manobras que tentam virar o feto, mas é bem comum que a cesárea seja necessária. Já na posição córmica, ou transversal, o bebê está atravessado na diagonal e o parto cirúrgico é obrigatório.

7. Beta-HCG

Hormônio produzido pela placenta que é determinante para detectar a gravidez, mas não só isso. Ele pode também ser medido em outros momentos para avaliar o desenvolvimento da gestação, uma vez que dobra de quantidade a cada 24 horas se está tudo certo.

8. Colostro

Líquido anterior ao leite materno, que pode começar a ser produzido ainda no meio da gestação ou só depois do parto. É um composto rico em proteínas e calorias, mais amarelado e grosso do que o leite propriamente dito. Na transição de um para o outro, a mãe pode ter febre.

9. DPP

Data prevista para o parto. O cálculo soma 40 semanas à data da última menstruação. Um truque que funciona: subtrair três meses desta data e acrescentar cinco dias. Por exemplo, se a menstruação foi até 17 de abril, a previsão de parto é para o dia 22 de janeiro.

10. Fórceps

Instrumento usado no parto ou para auxiliar quando só falta o empurrão final – o fórceps de alívio – ou para virar a cabeça do bebê que não está posicionada corretamente. Esse, chamado de fórceps de rotação, oferece risco maior de lacerações e pode ser substituído por um extrator a vácuo.

11. Hiperêmese gravídica

Quando o enjoo ocasional do início da gravidez se transforma em vômitos excessivos, condição que demanda atenção médica. O quadro pode provocar desequilíbrio no nível de minerais no sangue e até exigir internação.

12. Insuficiência istmo-cervical

Também conhecida como insuficiência do colo uterino. O colo, que liga o útero à vagina, deve estar fechado para segurar o bebê, mas acaba cedendo com o peso da placenta e pode provocar aborto espontâneo tardio ou parto prematuro.

13. Nidação

Quando o embrião se fixa na parede do útero e começa a se desenvolver, processo que costuma ocorrer até a terceira semana de gestação e pode causar um pequeno sangramento e leve desconforto. Tudo normal.

14. Ocitocina

Hormônio produzido no cérebro que auxilia as contrações uterinas no trabalho de parto e também trabalha na liberação do leite materno. Depois do nascimento, ajuda o corpo da mãe a entrar em forma novamente. Quanto mais amamentação, maior a produção da substância.

15. Placenta prévia

Quando a placenta se fixa na parte inferior do útero, mais perto do colo. A condição é rara, mas perigosa: aumenta o risco de partos prematuros e sangramentos. Mulheres com placenta prévia devem ficar de repouso e se submeter à cesariana para minimizar o perigo.

16. Peridural

Tipo de anestesia utilizado em partos normais e cesáreas. Aplicada na região inferior das costas, a mãe perde a sensibilidade apenas da cintura para baixo. Como demora um pouco para fazer efeito, um cateter faz com que a anestesia seja administrada continuamente ou em doses espaçadas.

17. Perímetro cefálico

Tamanho da circunferência da cabeça do bebê. São considerados casos suspeitos de microcefalia, quando o cérebro é menor do que deveria, meninas com perímetro cefálico igual ou menor do que 31,5 centímetros e meninos com menos de 31,9 cm.

18. Pré-eclâmpsia

Picos de aumento da pressão arterial durante a gravidez que, se não controlados, levam à eclâmpsia propriamente dita, condição que põe em risco a vida tanto da mãe quanto do bebê. É preciso tomar medicamentos e fazer um acompanhamento rigoroso.

19. Puerpério

Os primeiros quarenta dias de vida do bebê. É um período de adaptação para a mulher tanto fisicamente, com o corpo retornando à forma anterior à gestação, quanto psicológico, com as mudanças no cotidiano e os cuidados com o recém-nascido.

20. Raquidiana

Outra anestesia comum nos partos, a raquidiana também tira a sensibilidade apenas da metade inferior do corpo. De efeito instantâneo, pode ser administrada no parto normal ou cesárea em momentos de dor aguda.

21. Temperatura basal

Quando a mulher está ovulando, a temperatura aumenta um ou dois graus. Por isso, quem deseja engravidar pode usar o termômetro para saber se o momento é propício. Mas esse não é um método preciso e deve ser utilizado apenas como auxiliar.

22. Translucência nucal

Medida da quantidade de líquido na nuca do feto no primeiro trimestre da gravidez, durante o primeiro ultrassom morfológico. Se a quantidade é maior do que deveria, há risco elevado de Síndrome de Down e outras alterações cromossômicas.

23. Ultrassonografia

O exame mais famoso da gravidez é realizado em diversos momentos. O comum é mais básico e acompanha a saúde geral do feto e o andamento da gestação. Já o morfológico, que avalia com mais detalhes as medidas e a anatomia do bebê, é solicitado em duas ocasiões: na 12ª semana e no período entre 20 e 24 semanas. Os dois são feitos com o mesmo aparelho, o que muda é a profundidade da análise.

Fontes:

– Paulo Nowak, ginecologista e obstetra da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

– Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: http://bebe.abril.com.br/gravidez/23-termos-medicos-usados-na-gravidez-para-voce-se-familiarizar/

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NOVOS ESTUDOS APONTAM BENEFÍCIOS DA AMAMENTAÇÃO PARA AS MÃES

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Uma grande pesquisa com mais de 26 mil mulheres confirmou uma associação feita há tempos pela ciência: mulheres que amamentam tem menos risco de desenvolver câncer de endométrio. O trabalho, coordenado pela Universidade de Brisbane, na Austrália, reuniu dados de cinco países e concluiu que, entre as mulheres que já tinham sido lactantes, houve um risco 11% menor de desenvolver tumores na parede do útero.

A proteção vem da queda na produção do estrogênio durante a amamentação. “O organismo diminui esse hormônio para garantir que o leite continue sendo produzido, e o câncer de endométrio, assim como o de mama, está ligado à exposição do organismo a essa substância”, explica Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Com menos estrogênio em circulação, o corpo da mãe é poupado por um tempo de uma exposição que pode levar também ao câncer de mama — essa relação sim, já bem estabelecida pela ciência. “O fato de diminuir a produção ainda que por alguns meses ajuda a atrasar o surgimento ou mesmo reduzir a incidência dessas doenças”, completa o médico. No estudo australiano, o benefício foi mais significativo em mulheres que amamentaram por seis meses.

Mais peito, menos dor

Fora a proteção anti-tumores, uma pesquisa divulgada nesta semana revelou que a amamentação pode ainda atenuar as dores que as mães sentem depois da cesárea. O grupo de cientistas do Hospital Universitário Nuestra Señora de Valme, em Sevilha, na Espanha, chegou a essa conclusão depois de analisar 185 mulheres que fizeram cesariana.

Entre as que tinham amamentado por menos de dois meses, 25% apresentava dor na região da cirurgia por até quatro meses depois do parto. Já entre o grupo que amamentou por mais de dois meses, o índice de incômodo caiu para 8%.

O trabalho, publicado nesta semana pela Sociedade Europeia de Anestesiologia, é um dos poucos a explorar esse possível efeito analgésico. Por isso, ainda não dá para explicar o porquê do benefício. O que os autores investigam agora é se a ansiedade, que pode dar as caras durante os possíveis percalços do aleitamento, teria alguma influência no manejo e no surgimento da dor.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: http://bebe.abril.com.br/amamentacao/novos-estudos-apontam-beneficios-da-amamentacao-para-as-maes/

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RITINHA TEM FILHO DENTRO DO CARRO; VOCÊ SABERIA COMO AGIR NESTA SITUAÇÃO?

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O parto da personagem Ritinha, vivida por Isis Valverde na novela "A Força do Querer", está previsto para ser exibido a partir do capítulo da próxima segunda-feira (29), pela TV Globo. Com contrações, ela sairá da casa da mãe e ficará presa em um engarrafamento, causado por uma troca de tiros entre policiais e bandidos.

Quem acabará auxiliando a futura mamãe será a policial Jeiza (Paolla Oliveira), que vai ajudar o bebê a nascer dentro de um táxi. Se você estivesse no lugar da personagem, saberia como agir nessa situação?

Antes de mais nada, é importante um planejamento por parte da grávida. "Vale ela pesquisar quais são os hospitais mais próximos da casa e do trabalho, até para saber onde chegar mais rápido em uma situação de emergência", destaca Luciana Rocha, que é doula e psicóloga especialista no universo materno.

Mas, mesmo com tanto cuidado, uma situação imprevista pode acontecer, como no caso da novela. E é melhor saber a melhor forma de proceder para tudo dar certo.

1º passo: Telefone na mão

Pegue o aparelho e disque para o serviço de emergência assim que possível. Isso porque, mesmo na impossibilidade de chegar fisicamente ao local, os profissionais poderão orientar todo o processo à distância.

"Existem alguns riscos inerentes ao nascimento via vaginal, como a chance da criança não vir tão rápido quanto deveria, o de machucar o períneo da mãe ou ainda o de ocorrer um sangramento. Por isso, é muito importante esse apoio, mesmo que de longe", explica o ginecologista e obstetra Ricardo Luba.

2º passo: Respirar é fundamental

De acordo com Luciana, é importante lembrar a grávida de continuar respirando. "Quando temos dor, geralmente contraímos todos os músculos, incluindo os pulmões, e nossa tendência é a de segurar o ar", explica a doula, antes de completar. "Assim, peça para que a mulher se concentre na respiração dela".

Isso é válido enquanto as contrações estiverem mais ritmadas. Depois, vem o período expulsivo, que é quando o bebê coroa--a cabeça surge no canal vaginal da mulher. Chegou a hora do nascimento. "Aí não tem como falar para a mãe segurar até chegar ao hospital. A criança vem a partir daquele momento", diz Luciana.

3º passo: A melhor posição

Isso depende muito, diz Loti. "Hoje em dia, tem se falado bastante em ficar de cócoras para se ter o filho, desde que exista uma proteção para que o bebê não caia de cabeça no chão. Facilita mais do que a mulher ficar deitada", diz.

Luciana concorda: "A melhor posição é aquela que a mulher se sente confortável e pede para ficar, seja deitada, de cócoras, de quatro, etc", diz. Então, apenas respeite a vontade da parturiente.

4º passo: Limpe as mãos, se possível

A esterilização será o menor dos problemas no caso de um parto como o da personagem Ritinha. Isso porque, de acordo com a doula, o próprio canal vaginal tem as suas bactérias e está longe de ser estéril.

"Óbvio que não dá para aparar o bebê com a mão imunda, que mexeu no pneu do carro. Mas passar um álcool em gel, desses que quase todo mundo carrega na bolsa, já adianta bastante nesse aspecto", diz.

5º passo: Deixe a natureza agir

O auge do trabalho de parto chegou e, de repente, você está naquela situação em que a cabeça do bebê já está para fora, mas o corpinho ainda continua dentro da barriga. O que fazer? O ideal é ficar atento e aparar de perto a criança para que, quando tudo sair, ela não caia no chão.

No entanto, você não deve tocar no bebê, ao menos que esteja sendo orientado para tal pelo médico ao telefone. "A natureza é muito sábia e a própria criança faz a rotação--momento em que encaixa o ombro no osso da bacia da mãe. Se você a toca de forma errada, pode causar uma reação e ela travar essa rotação, iniciando um problema bem sério", diz Luciana.

Um medo bastante comum, quando apenas a cabeça está do lado de fora, é pensar que o bebê vai asfixiar. Isso não ocorre, segundo a doula, pois ele ainda respira com a ajuda da placenta. Fique calmo e atento, mas aguarde.

6º passo: Apresente mamãe e bebê e espere o socorro médico

Após o nascimento, saiba que nem toda criança chora de primeira. Por isso, evite dar qualquer tipo de "tapinha", com o intuito de fazê-la abrir o berreiro. Ela vai acabar fazendo isso sem a sua intervenção.

"Simplesmente coloque o bebê deitado sobre o peito da mãe, algo muito importante. Depois, vale a pena cobrir os dois com algum casaco ou tecido, para manter a temperatura corporal, e continuar aguardando o atendimento especializado", recomenda Luciana.

Sabe o cordão umbilical? Deixe a equipe de socorro cuidar disso. Também é fundamental que a mãe e o filho sejam encaminhados para o hospital mais próximo assim que possível. No caso da mulher, até para conferir se a placenta foi completamente expulsa do corpo após o parto, quando perde a sua função e existe o risco de necrose daquele tecido. "Exatamente por isso que sempre oriento um parto assistido por um médico" diz Luciana.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/05/27/ritinha-tem-filho-dentro-do-carro-voce-saberia-o-que-fazer-nessa-situacao.htm

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AO SOM DE ANITTA E SAFADÃO, GESTANTE DANÇA PARA FACILITAR TRABALHO DE PARTO

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Para se preparar para dar à luz Cecília, sua primeira filha, Marcela Lessa “dançou” a música “Você Partiu Meu Coração”, hit nas vozes de Anitta e Wesley Safadão, na maternidade. Até esta segunda-feira (15), o vídeo com a performance havia alcançado 30 mil visualizações no Facebook. O que parece apenas uma gravação que se tornou viral por ser engraçadinha tem um nome científico e uma finalidade: fisioterapia pélvica.

No vídeo, Marcela é acompanhada pela fisioterapeuta Thalita Freitas, especializada em saúde da mulher pela USP (Universidade de São Paulo). “Quem vê pode pensar que é só uma dancinha qualquer, mas são exercícios orientados para cada fase do trabalho de parto. A música foi escolha da parturiente, mas o objetivo ali é fazer movimentos que ajudem o bebê a descer e a se encaixar no canal de parto. Eles ainda ajudam a tirar o foco da dor da contração”, explica a profissional.

Segundo Thalita, desde que a gravidez seja saudável, não há contraindicação para a fisioterapia pélvica. O ginecologista e obstetra Alberto Guimarães confirma a fala da fisioterapeuta. “Se a mulher não tem nada que a impeça de ter um parto normal também não terá problema algum em executar movimentos como os do vídeo.”

Guimarães diz que se trata de mais um recurso à disposição da mulher para atravessar o trabalho de parto. “A movimentação ajuda o bebê a se encaixar, o que aconteceria também se a mãe andasse, por exemplo. Mexer-se ainda pode minimizar o desconforto da contração, sendo uma alternativa não medicamentosa para enfrentá-la.”

Para o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, é fundamental que essa movimentação tenha sido liberada pelo médico que acompanha a mulher e acompanhada ou de um fisioterapeuta ou de um enfermeiro obstetra.

A fisioterapeuta Thalita conta que Marcela começou a ter contrações às 2h30 e chegou ao hospital às 10h30, quando elas ficaram ritmadas. “Assim que ela foi internada e avaliada pelo médico, começamos a fazer os exercícios. Os movimentos foram variando de acordo com a posição da bebê na pelve dela. Na hora do vídeo, ela estava com sete centímetros de dilatação. Duas horas e meia depois, ela atingiu os dez [grau máximo que possibilita o nascimento].”

Acesse o link do Portal UOL:  https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/05/15/ao-som-de-anitta-e-safadao-gestante-danca-para-facilitar-trabalho-de-parto.htm

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THAIS FERSOZA ENGRAVIDOU DO 2º FILHO ANTES DE UM ANO; HÁ RISCOS NISSO?

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Pais de Melinda, de seis meses, Thais Fersoza e Michel Teló anunciaram que estão à espera do segundo filho, na sexta-feira (17). Para os pais que sonham com um intervalo pequeno entre um filho e outro –“para que os irmãos cresçam juntos”— é preciso pensar a nova gravidez com cautela, segundo médicos ouvidos pelo UOL.

“O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde dizem que o intervalo entre uma gravidez e outra tem de ser de, pelo menos, um ano e, idealmente, de dois”, afirma o ginecologista e obstetra Fábio Cabar, membro titular da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo) e da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O período serve para que o corpo da mulher se recupere. Entre várias mudanças que acontecem na gravidez, pode-se citar o aumento do volume de líquidos na corrente sanguínea, exigindo mais do sistema cardiorrespiratório da mãe, e a frouxidão da musculatura, que acontece para acomodar o crescimento da barriga. Há também um risco maior para a mãe de anemia por carência de ferro, já que a gestação demanda muito dessa substância do organismo materno.

Via de parto

A questão do intervalo entre gestações ganha um cuidado maior quando o primeiro bebê nasceu de cesárea. Isso porque, nessa via de parto, é feita uma incisão que atinge sete camadas de pele e é necessário dar ao corpo tempo para cicatrizar esse corte.

“Antes de um ano, há um risco aumentado de ruptura do útero na área da cicatriz da primeira cesárea, durante o trabalho de parto”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, também membro da Sogesp.

Segundo Luba, a complicação é rara, mas deve ser considerada durante o pré-natal. “É possível acompanhar a espessura do útero por meio de exames de ultrassom.”

Para o especialista, a grossura do órgão deve ser considerada na hora da definição da via de parto do segundo filho. “Não há um consenso se o caçula deve nascer de cesárea após um irmão nascido cirurgicamente. Há médicos que podem considerar seguro um parto vaginal”, declara Luba.

Cabar afirma que não recomendaria a uma paciente que fizesse uma cesárea simplesmente porque o primeiro filho nasceu por essa via de parto. “Mas se fosse o terceiro bebê, com os dois anteriores nascidos cirurgicamente, ele teria de nascer por cesárea.”

Amamentação

De acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, outra questão a ser considerada em uma gestação com intervalo menor de um ano é a amamentação.

Embora admitam que não se trata de consenso, ambos recomendariam a suspensão do aleitamento do primeiro filho em caso de segunda gestação.

A justificativa de ambos diz respeito a liberação da ocitocina no organismo materno. O hormônio responsável pela descida do leite tem como efeito a contração do útero.

“Há risco de trabalho de parto prematuro, mas é claro que pode acontecer de a mulher engravidar, continuar amamentando e nada acontecer. Em medicina, a gente trabalha com probabilidades”, declara Barca.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/02/20/thais-fersoza-engravidou-do-2-filho-antes-de-um-ano-ha-riscos-nisso.htm

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BÁRBARA BORGES MOSTRA CALOMBO NABARRIGA E REVELA DIÁSTASE; SAIBA O QUE É

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Bárbara Borges usou uma foto em seu Instagram –em que mostra uma protuberância na barriga— para contar que sofre de diástase. “Durante a gestação, o útero em expansão provoca um alongamento dos músculos abdominais, o que pode causar uma separação das duas bandas musculares que se encontram na região central do abdômen”, escreveu a atriz na postagem. Bárbara é mãe de Theo, 5 meses, e Martin, 2 anos.

Segundo o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), o problema pode acometer 30% das grávidas, mas, na verdade, não é uma questão restrita a elas.

“Exercícios físicos feitos de forma intensa e sem a correta orientação de um educador físico também podem provocar diástase, ou seja, é algo que atinge homens também”, fala Luba.

O ginecologista e obstetra diz que a diástase pode ser diagnosticada ainda na gestação ou após o nascimento do bebê e independe da via de parto, normal ou cesárea. “Em algumas mulheres, a distensão normal do abdome pode acabar em diástase. Em outras, não.”

Da mesma forma que o exercício intenso e mal orientado pode causar diástase, a falta de atividade física focada na região abdominal também pode explicar seu aparecimento. “E depende ainda da predisposição de cada um”, afirma Luba.

O educador físico Gilberto Coelho, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que a atividade física –sob a orientação de um fisioterapeuta ou educador físico-- costuma ser a solução tradicional para o problema. “Exercícios físicos específicos para a região abdominal irão fortalecer a área e diminuir esse afastamento [dos músculos].”

É o caso da atriz Bárbara Borges, que contou no Instagram que irá fazer fisioterapia. “Tratar a diástase não é uma questão apenas estética, vai muito além disso, pois, se não tratada, pode ser prejudicial à saúde e acarretar em dores fortes na coluna lombar e na região pélvica.” A cantora Sandy foi outra famosa que assumiu ter sofrido de diástase após a gestação.

Luba, no entanto, afirma que os exercícios não fazem com que a diástase desapareça por completo. “Eles a tornam menos perceptível. Agora, quando a separação entre os músculos é maior do que quatro centímetros, a solução mais indicada é a cirúrgica, que, sim, elimina o problema.”

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/01/26/barbara-borges-mostra-calombo-na-barriga-e-revela-diastase-saiba-o-que-e.htm

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FALTA DE RASTREAMENTO E TABU RESULTAM EM SUBDIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO PÓS-PARTO

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O estudo da pesquisadora Mariza Theme, da Ensp (Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca), ligada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, demonstrou que uma em cada quatro mulheres brasileiras apresenta sinais de depressão pós-parto. O assunto, apesar de muito difundido, ainda enfrenta problemas de subdiagnóstico por falta de preparo de profissionais, o que coloca em risco a saúde da mãe e do bebê, que pode ter atraso no desenvolvimento psicomotor e neurocognitivo.

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“Há subdiagnóstico em casos de depressão pós-parto. Muitas vezes a própria mulher tem vergonha de falar com o médico ou com familiares, e isso ainda torna mais difícil”, explica Dr. Ricardo Luba, ginecologista e obstetra especializado em reprodução humana. “Não existem exames diagnósticos para confirmação. O diagnóstico é clínico.  Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, a depressão Pós-parto deve ser considerada um subtipo de uma depressão maior. Deve ser valorizado o diagnóstico e instituído tratamento com rapidez”, completa.

No Brasil, profissionais detectam a ausência de políticas públicas efetivas na prevenção e tratamento da doença. Não há orientações específicas sobre depressão pós-parto no manual pré-natal do Ministério da Saúde, por exemplo. Diz apenas que o profissional deve estar atento a questões físicas e emocionais da paciente, sem mais detalhes.

O surgimento de indícios de que a depressão pós-parto possa ser rastreada durante a gravidez fez com que a questão fosse debatida no USPSTF (sigla em inglês para Força-Tarefa Americana de Serviços Preventivos) no início do ano. Profissionais independentes que compõem o grupo se reuniram para propor avaliações durante a gestão que sejam capazes de detectar uma possível depressão.

O programa foi exposto no Journal of the American Medical Association e propõe que os adultos do país sejam submetidos a um controle para depressão, incluindo mulheres durante e depois da gravidez. A estimativa mundial apresentada é de que 13% das mulheres têm depressão durante a gestação, enquanto o índice no pós-parto fica entre 10% e 15%, quase metade dos números demonstrados no Brasil.

Acesse o link do Portal IBSP: http://segurancadopaciente.com.br/noticia/falta-de-rastreamento-e-tabu-resultam-em-subdiagnostico-de-depressao-pos-parto/

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VACINA CONTRA ABORTO PASSA A SER INFRAÇÃO SANITÁRIA PARA ASSEGURAR A SEGURANÇA DO PACIENTE

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Sem ter eficácia comprovada, o procedimento que ficou conhecido como vacina contra aborto foi proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Aplicado há cerca de 20 anos em clínicas de nove Estados brasileiros, o tratamento prometia quebrar o ciclo de abortos recorrentes por causa de fatores imunológicos ao injetar uma fórmula feita com o sangue paterno na gestante.

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De acordo com o órgão, a imunização só pode ser usada em projetos de pesquisa aprovados por comitês de ética, e utilizá-la como tratamento clínico agora será considerado “infração sanitária”, que pode render multas e até fechamento da clínica. A medida foi tomada visando a segurança do paciente, já que o procedimento expunha mulheres aos mesmos riscos de uma transfusão sanguínea. “Há riscos de infecções por doenças como HIV, hepatite, HTLV, chagas, sífilis”, alerta Dr. Ricardo Luba, ginecologista e obstetra especializado em reprodução humana

O profissional explica que, durante a gestação, a imunidade contra o feto fica modificada com um aumento dos linfócitos TH2, que permite um bloqueio e proteção para o embrião (anticorpos bloqueadores) para que o bebê cresça e se desenvolva sem sofrer ataques das células de defesa materna. Verificou-se que quanto menor variabilidade genética existir entre a mãe e o pai, menor a resposta contra o bebê.

Dentro desse conceito surge a teoria da terapia de imunização com linfócitos paternos, que eram injetados no organismo da mãe para estimular a produção de anticorpos TH2. A partir de uma prova de compatibilidade conhecida como Cross-Match, verificava-se a compatibilidade genética entre o casal. Em seguida, era feito o preparo de vacinas feitas com os linfócitos paternos para sensibilizar a mãe a produzir anticorpos que iriam protegem o embrião.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) não recomenda o uso da vacina por falta de embasamento científico. Segundo o órgão, como não é considerada terapêutica, a única maneira de usá-la é em pesquisa, obedecendo os trâmites normativos. Sociedades médicas defendem ainda que não há evidência de que o tratamento imunológico reduza o risco de abortos recorrentes (perdas de três ou mais gestações até a 20ª semana).

“Como não havia referências bibliográficas com nível de evidência forte, era bastante empírico, bastante discutido e controverso o seu uso”, explica Luba. Diante da falta de comprovação da eficácia e da proibição da tal vacina, outros tratamentos são indicados para o caso de abortos recorrentes, como o uso de corticoides e imunoglobulina humana.

Acesse o link do Portal IBSP: http://segurancadopaciente.com.br/noticia/vacina-contra-aborto-passa-ser-infracao-sanitaria-para-assegurar-seguranca-do-paciente/

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SAIBA O QUE É PARTO HUMANIZADO E COMO ELE FUNCIONA

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A escolher o tipo de parto é sempre uma grande responsabilidade para a gestante. Seguindo conselhos de especialista, muitas optam pelo parto normal, que é menos invasivo que a cesária, além de proporcionar para a mãe uma recuperação mais rápida – cerca de 3 dias. Contudo, um método ainda menos agressivo tem ganhado cada vez mais adeptas: o parto humanizado.

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Trata-se de uma versão ainda mais natural do parto normal. Nele, não existe anestesia e a intervenção médica só ocorre em último caso. De acordo com Dr. Ricardo Luba, ginecologista (SP), no parto humanizado “o processo é mais fisiológico e mais natural. Logo, o principal benefício é a vivência do momento de maneira completa e ampla. Neste parto, a mulher é o centro de tudo. Sua opinião e desejos devem ser respeitados”, explica o especialista.

Esta modalidade de parto pode ser realizada tanto no hospital quanto em casa, mas a primeira opção é mais segura, pois a mãe e o bebê se expõem  a um risco menor de complicações. Outra vantagem é o fato da recuperação após a anestesia ser mais rápida, proporcionando um conforto emocional e melhor percepção do parto para mãe e para o bebê.

Porém, diferente do parto cirúrgico, no parto humanizado a grávida sente mais dor, devido a ausência de anestesia. Mas a segurança é garantida pela a equipe médica e de enfermeiras ou das doulas envolvidas, fundamentais no caso da ocorrência de algum problema.

A preparação começa no pré-natal

Muito ainda se discute sobre as diferenças entre o parto normal e o parto humanizado. Segundo o ginecologista, ambos são partos vaginais, isto é, a passagem do bebê ocorre pelo canal vaginal. Porém, o parto normal tem uma maior intervenção médica, como anestesia ou analgesia, acesso venoso periférico, múltiplos exames vaginais, medicamentos intravenosos para aumentar as contrações uterinas, jejum, fórceps para abreviar o período expulso do parto, entre outros procedimentos.

Já no parto humanizado, o médico obstetra, o anestesista, o pediatra e a doula cumprem um papel de observar e intervir somente se algo estiver indo errado. “O médico deixa de ter papel central para ter um papel mais distante, onde o centro de tudo é a parturiente”, conclui Ricardo.

Preparação para o parto humanizado

Segundo o especialista, antes de optar pelo parto humanizado, é importante ter alguns cuidados. A preparação deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, junto a qual a gestante adquire o máximo de informações possíveis a respeito do parto, aprende como deve fazer força, qual é o melhor momento para se dirigir ao hospital, entre outros fatores.

Neste cenário, a doula tem papel fundamental, atuando, inclusive, como uma conselheira. Ela tem o dever de acolher a gestante e fornecer todas as informações, além de ensinar as possíveis posições a serem adotadas na hora do parto, para que a gestante decida qual é mais confortável. “A doula também auxilia e incentiva a participação do pai nesse momento, diferente do médico obstetra, que entra em ação mais próximo ao nascimento ou em casos de complicações”.

Além disso, é importante fazer um plano de parto para que esse momento seja de acordo com os desejos da gestante. “Para isso é essencial um bom acompanhamento pré-natal, uma boa relação médico paciente, baseada na confiança”, explica Dr. Ricardo Luba.

Contudo, nem todas as mães estão aptas dar a luz a um filho dessa forma. “Aproximadamente 15 a 20 % das gestantes apresentam alterações que impedem um parto normal humanizado”. Mesmo nesses casos, Ricardo diz haver soluções: “O que se pode fazer é tentar humanizar um pouco mais os partos cesarianas para diminuir essa frustração de impossibilidade”, conclui.

Acesse o link do Portal A Revista da Mulher: http://arevistadamulher.com.br/filhos/content/2259947-saiba-o-que-e-o-parto-humanizado-e-como-ele-funciona

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ATIVIDADE FÍSICA EM EXCESSO PREJUDICA A PRÉ-GESTAÇÃO?

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Você está querendo engravidar, mas não sabe se praticar atividades físicas durante a pré-gestação pode ser arriscado? Tiramos algumas dúvidas com o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) sobre o tema. Confira!

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Atividade física em excesso prejudica a pré-gestação?

Não há evidência científica de que a infertilidade (dificuldade de engravidar por um período maior de um ano) seja prevalente entre atletas. Um dos grandes problemas da atividade física em excesso, ou até mesmo em competições de alto nível, é o aumento da produção de um hormônio chamado prolactina. A hiperprolactinemia pode levar a mulher a ter ciclos menstruais anovulatórios (não produz óvulos) e isso pode ter um impacto enorme na capacidade reprodutiva da mulher. Outra situação que atrapalha na hora de engravidar é o uso de anabolizantes, que desregula todo o ciclo menstrual, levando também a mulher a fazer ciclos anovulatórios. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corpórea) baixo têm níveis alterados de leptina, um hormônio importante para a manutenção da fertilidade.

O que deve ser feito para que a mulher não tenha problemas?

O controle clínico e a dosagem hormonal podem ser feitos pelo médico ginecologista antes de a mulher começar as tentativas para engravidar. Se já tiver alterações, cabe ao médico prescrever os tratamentos necessários e fazer as recomendações para posterior avaliação. É nesse momento que se inicia o pré-natal, antes da concepção. O principal sinal de que pode ter alguma coisa errada é a ausência da menstruação sem a presença de gravidez. Se isso acontecer, é importantíssima a avaliação do ginecologista.

É possível conciliar a prática esportiva e os tratamentos de fertilização?

Sim, é possível. Os tratamentos de baixa complexidade, conhecidos por Coito Programado (CP) e a Inseminação Intra-uterina (IIU), são métodos em que pode haver a prática de atividade física, porém sem muito impacto para evitar as torções ovarianas (os ovários ficam aumentados de volume e podem torcer em seu próprio eixo). Nos casos de fertilização In Vitro, recomenda-se que se evite a prática de atividade física, pois os ovários ficam maiores do que quando se faz o CP ou a IIU, aumentando ainda mais o risco de torção ovariana.

Acesse o link do Portal da Academia Bodytech: http://www.bodytech.com.br/Blog/16-01-14/performance/atividade-fisica-em-excesso-prejudica-a-pregestacao

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MEDO DO PARTO: COMO LIDAR

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O turbilhão de emoções que a grávida vive, especialmente se ela for mãe de primeira viagem, infelizmente, inclui a ansiedade e o nervosismo pela hora do parto. “Apesar de esses sentimentos serem naturais, é fundamental controlá-los para evitar que se tornem crônicos e tragam efeitos negativos para a gestante e o feto”, avisa o ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana Ricardo Luba, de São Paulo.

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Um estudo realizado na Finlândia com 500 mil mulheres e publicado no British Medical Journal mostrou que a apreensão causada pelo medo de dar à luz aumenta em três vezes as chances de desenvolver depressão pós-parto. O lado bom da história é que há inúmeras formas de ficar mais tranquila, segura e de aproveitar os nove mágicos meses. Confira a lista feita pelo doutor Ricardo Luba:

√ leia sobre como é e o que acontece no dia do parto;

√ aproveite as consultas com o obstetra para tirar todas as suas dúvidas, mesmo as que considerar bobas, como a roupa que deve levar para o hospital, se pode fazer as unhas e se depilar;

√ converse com outras grávidas e mulheres que já passaram pela experiência de dar à luz;

√ participe de cursos de preparação para o parto que ensinam técnicas para amenizar a dor, entre elas massagem, respiração e exercícios;

√ siga o pré-natal à risca e faça todos os exames solicitados pelo médico para acompanhar a saúde do bebê e reduzir significativamente o risco de complicações ao dar à luz;

√ lembre-se que se o incômodo for intolerável, dá para recorrer à analgesia, mesmo se você tiver optado e tiver condições de fazer um parto normal;

√ que a cesárea evoluiu e o procedimento está bastante seguro tanto para a mãe quanto para o feto, e a única dor que se sente é a da picada da agulha;

√ e que, na sala cirúrgica, você e seu filho serão assistidos o tempo todo por uma equipe treinada de médicos e enfermeiros.

Acesse o link do Portal Atmosfera Feminina: http://atmosferafeminina.com.br/gravidez_e_filhos/gestantes/medo_do_parto_como_lidar

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EVENTOS ADVERSOS ACOMETEM CESÁRIAS E PARTOS NORMAIS

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Eventos Adversos em Obstetrícia

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As altas taxas de cesáreas verificadas no País – 84% na saúde suplementar e 40% no sistema público – são motivo de preocupação do governo e dos médicos brasileiros. Isso porque, segundo a ANS – Agência de Saúde Suplementar, quando não há indicação clínica, a cesariana ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.

“Eventualmente, temos indicações absolutas de partos cesáreas, nos quais o risco para a mãe e o bebê não justificam a realização do parto normal por dados estatísticos, não por opção pessoal do médico”, diz Dr. Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, membro da AAGL – American Association of Gynecologic Laparoscopists e da FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

IBSP – Quais os principais motivos que as pacientes apresentam para preferir a cesárea?

Ricardo Luba – O principal é o desejo de não sentir dor. Conversando diariamente com minhas pacientes vejo que há muito medo do parto normal, especialmente dos riscos de sofrimento do bebê. Apesar das opiniões de que este ou aquele procedimento é mais seguro, vale ressaltar que ambos têm sua parcela de risco para mãe e bebê.

IBSP – Quais os principais eventos adversos em cesáreas?

Ricardo – Tanto o parto normal quanto o parto cesárea trazem riscos para a mãe e para o bebê. A cesariana tem tanto os riscos obstétricos (hemorragias, dor no pós-operatório, trombose venosa), como os derivados da cirurgia: hematomas, infeções de feridas operatórias (que podem ser graves) e seromas, além de reações adversas em relação à anestesia. Além disso, a recuperação é mais demorada para a mãe após cesárea. As técnicas cirúrgicas e a habilidade do cirurgião diminuem consistentemente a ocorrência de complicações, mas sempre existe risco. Quanto aos riscos aos bebês, existem pequenas chances de lesão. Outro risco para o bebê é de problemas respiratórios, o que é minimizado após 39 semanas de gestação.

IBSP – Quais os principais eventos adversos em partos normais?

Ricardo – Os partos normais não são isentos de complicações. Tendo em vista a passagem do bebê pelo canal vaginal, há risco de rotura perineal, lacerações vaginais, lacerações em reto e ânus, sangramento, atonia uterina (quando o útero no pós-parto não contrai de maneira adequada). Para o recém-nascido, os principais riscos são o sofrimento fetal e as situações em que as estruturas fetais são maiores que o canal de parto, ocorrendo lesões no plexo braquial, lesões de clavícula, conhecidas como tocotraumas.

Acesse o link do Portal Segurança do Paciente: http://segurancadopaciente.com.br/central_conteudo/entrevistas/eventos-adversos-acometem-cesareas-e-partos-normais/

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A ESCOLHA DA MATERNIDADE

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A difícil tarefa de escolher a maternidade. Pode parecer simples, mas essa escolha é fundamental para as mulheres, assim como o tipo de parto. Principalmente para as mães de primeira viagem, há alguns pontos que passam desapercebidos e só são notados depois que o bebê nasceu.

“A melhor maternidade é aquela que a paciente apresente empatia, que se sinta acolhida, respeitada e segura. É importante avaliar se há uma UTI neonatal de boa qualidade para qualquer outra eventualidade. Um outro ponto a ser avaliado é se seu obstetra costuma ir a essa maternidade, se está habituado a trabalhar com a equipe do hospital, para evitar problemas”, explica Ricardo Luba, ginecologista e obstetra membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

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Seguem algumas dicas para serem avaliadas na hora da escolha:

- Visite. A maioria das maternidades oferece visitias guiadas que explicam como é o procedimento no local, mostram os berçários e salas de parto. Nesse momento, você pode aproveitar para tirar suas dúvidas.

- Escute indicações. Infelizmente muitas mulheres saem da maternidade reclamando de algumas condutas (o que assusta qualquer futura mamãe). Mas cada caso é um caso e você pode aproveitar para tirar essas dúvidas no local.

- Pergunte sobre a equipe médica. O pediatra da maternidade será o primeiro a avaliar a saúde do seu bebê. Por isso é importante que você tenha confiança nele. Outro ponto é o obstetra de plantão. Em qualquer tipo de parto, se algum problema acontecer com o médico que acompanhou sua gestação, será o plantonista que fará seu parto.

- UTI. A maioria das maternidades tem UTI neonatal, mas seria bom verificar quais têm UTI para a mães também. Caso você tenha complicações no parto, o ideal seria ficar no mesmo local que seu bebê e não precise ser transferida.

- Comodidade. Além dos requisitos básicos, algumas maternidade oferecem um plus no serviço, como massagem e cabeleireiros, curso de gestante, etc. Claro que isso não é fundamental, mas pode ajudar na hora da escolha.

- Assistência na amamentação. As enfermeiras serão as primeiras pessoas a orientá-la em relação à amamentação, pega do bebê, febre do leite e outros desconfortos que acontecem nessa fase. Informe-se sobre essa equipe e verifique o quanto eles estão orientados a lhe ajudar com as primeiras mamadas.

- Maternidades humanizadas. Algumas maternidades estão se adequando aos novos conceitos de partos, como a cesárea humanizada, por exemplo, respeitando os protocolos de assistência neonatal. Outras já permitem que o bebê passe o máximo de tempo possível ao lado da mãe, ficando alojado no quarto também. Informe-se também como é o procedimento após o parto, pois no topo das reclamações das mães está a demora para ver o bebê assim que sai do centro cirúrgico.

- Quem pode acompanhar o nascimento? A maioria das maternidades permite um acompanhante na sala de parto, mas algumas não permitem a entrada da doula, caso você tenha uma. Informe-se sobre isso também.

- Distância de casa. Caso você queira parto normal, a distância também conta muito, não é mesmo? Ninguém quer ficar presa no trânsito e correr o risco de ter o bebê no carro.

Acesse o link do Portal 1000 Dias do Bebê: http://mildiasdobebe.com.br/content/escolha-da-maternidade

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MATERNIDADE: CONSELHOS DO GINECOLOGISTA

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"Amamos nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação". Guy Maupassant.

Ser mãe, difícil tarefa em um mundo tão cheio de informações e regras. Chega a um ponto em que temos vontade de simplesmente ficar longe de tudo isso e de todos ao redor com seus comentários e receitas para tudo. Quem não conhece aquela tia que sabe de todas as doenças e diagnósticos? E o melhor... pelo telefone! A vivência das mais experientes pode ser aproveitada (e deve) mas também devemos tomar cuidado com essa forma de buscar informações. Para essa tarefa (ser mãe) posso dar algumas dicas para um começo mais fácil, mas depois é com você!

Inseguranças sobre ser mãe

Com certeza já se sentiu insegura em relação à muitas dúvidas que envolvem a maternidade. Será que serei uma boa mãe? (Ou sou? Ou até mesmo fui?) Será que fiz tudo o que deveria ter feito? Quais qualidades seriam necessárias para ser uma boa mãe? Em nosso processo de crescimento e amadurecimento passamos por diversas fases, todas interligadas a tudo e a todas experiências que vivemos em nossa vida.

A maneira como fomos criados por nossos pais é muito importante e decisiva em como iremos criar nossos filhos. Em citação à Sofocleto, "Para compreender os pais é preciso ter filhos". No entanto é preciso lembrar que a melhor MÃE que seu filho pode ter sempre será VOCÊ! Deixe as inseguranças de lado, as incertezas você já tem. Naquele momento tenha certeza que você fez o seu melhor para o seu filho, e hoje você tem mais instrumentos à mão e mais experiência para tomar outras decisões. Se você não tivesse passado por aquela situação, se não tivesse tomado aquela decisão, hoje não saberia se teria dado certo ou errado. Portanto quando nos perguntarem se faríamos tudo de novo, do mesmo modo... Existe grande chance da resposta ser SIM. Foram essas experiências que nos tornaram quem somos hoje em dia, e que formarão as personalidades de nossos filhos no futuro.

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Pós parto Independente da via de parto (cesárea ou normal) a mãe deve tomar cuidados específicos ao carregar peso e ao fazer esforço físico. Na paciente pós parto cesárea, o esforço físico exagerado pode levar ao surgimento de queixas de dor pélvica importante, às vezes até de maneira crônica e de difícil manejo clínico. Amamentação

Vale ressaltar a importância do aleitamento materno em relação à troca de afeto e carinho entre mãe e filho. No entanto, temos que tomar cuidado com exageros e outras situações. Primeiramente, o seu leite é o que o seu filho necessita. Não existe leite fraco. No início da amamentação, por mamada, o recém nascido toma aproximadamente 30 mL de leite (um copinho plástico de café). Portanto você não precisa de uma produção industrial de leite em casa para alimentar o seu filho. Cuidado com a ansiedade. Se a mãe está com as mamas machucadas, sangrando, doendo muito e quentes, CUIDADO! Isso pode significar que a mãe está com MASTITE e deve ser avaliada por um especialista.

Como fica a relação do casal? Converse bastante com seu parceiro. Tenham paciência um com o outro. Diversos casais brigam muito nesse momento por simplesmente falta de paciência e compreensão. Lembre-se: Esse filho que você está carregando também é filho dele, e ele também quer desempenhar um papel importante no crescimento e na educação do seu filho. Se você não deixá-lo lhe ajudar hoje, você não poderá reclamar quando ele não lhe ajudar no futuro. Isso reflete muito o nível de confiança e intimidade que os casais tem e que irão desenvolver durante essa jornada que é criar um filho. A melhor forma de educar é dando exemplo Cuidado com o que fazem e o que mostram de exemplo a essa criança, isso será um dia avaliado pela própria criança, e o pior... poderá ser julgado por ela. O melhor exemplo ainda é o de muito amor e respeito mútuo. Acho difícil mostrar todas as situações em que as mães (principalmente as de primeira viagem) vão passar, mas tentei mostrar uma parte de tudo que é questionado em meu consultório. Boa sorte nessa incrível jornada .... SER MÃE!

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