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Blog Dr. Luba

DIA DAS MÃES: MULHERES QUE TIVERAM SEUS FILHOS DEPOIS DOS 35 ANOS

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Aos 35 anos, Karina Bacchi congelou seus óvulos. Na época, 2011, a prática dava seus primeiros passos (ainda levou um ano até a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva considerá-la recomendável e segura), mas a atriz preferiu se garantir. Casada com um publicitário que não queria mais filhos (15 anos mais velho, ele é pai de dois, de outro relacionamento), ela decidiu abafar o desejo de ser mãe, mas sentia que a idade lhe dava cada vez mais certeza da maternidade. “Em todas as minhas fotos de criança estou com uma boneca no colo, sempre fui muito maternal. Mas ainda precisava de tempo para decidir.”

Cinco anos depois, um susto acelerou a escolha. Resultado de uma hidrossalpinge (acúmulo de líquido entre os ovários e o útero), Karina teve de passar por uma cirurgia para retirar as trompas – o que determinou: a partir dali, seria impossível ter filhos por vias naturais. Restava, no entanto, a esperança de gestá-los. “Por sorte, não foi o útero que perdi. O que aconteceu foi um alerta de que o tempo estava passando, e eu não tinha controle sobre nada além da minha própria decisão.” Diante do risco, deu o ultimato ao marido. E, como ele se manteve irredutível, Karina tomou fôlego para embarcar naquilo sozinha.

Separou-se e, recém-solteira, decidiu partir para uma fertilização in vitro. A ideia era recorrer a um doador de sêmen anônimo que expusesse alguns dados pessoais. “Queria me reconhecer no meu filho, por isso tinha de ser alguém parecido comigo. Pesquisei por meses em bancos brasileiros e internacionais, até que escolhi um estrangeiro de cabelos e olhos claros, esportista, despojado. Vi as fotos de infância, ouvi a voz dele, sei do histórico familiar. Parece que foi uma criança feliz e com muito contato com a natureza, assim como eu.”

Aos 9 meses, Enrico se parece com a mãe, tem os olhos azul piscina e o jeito sereno – mesmo com os primeiros dentinhos despontando na boca. Karina, 41, se emociona só de olhá-lo. “Não me senti fragilizada por ter escolhido ser mãe sozinha. Se me preocupava com algo, ligava para minhas médicas. Claro que ainda é desafiador, já tive de usar o banheiro com ele no colo, porque não tinha com quem deixá-lo. Mas um homem não fez falta para completar minha maternidade”, diz. “Foi tudo na hora certa. Hoje tenho estrutura suficiente para que ele seja a prioridade da minha rotina”, afirma ela, que, em agosto, entra no ar como apresentadora da Record News e, na tarde desta entrevista, às 14h de uma terça-feira, se arrumava para acompanhar o pequeno na aula de natação.

Como nunca antes, a convicção de Karina reflete a realidade: a maternidade depois dos 35 anos é a que mais se adapta aos desejos e às escolhas da mulher moderna. Nos Estados Unidos, desde os anos 80, a taxa de natalidade entre mães acima dos 35 cresceu cerca de 60%, apesar de a idade ser considerada avançada para a medicina. No Brasil, segundo o IBGE, o percentual de mulheres que têm filhos entre 35 e 39 anos quase dobrou na última década, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste. “É uma realidade preocupante, mas que também tem seu lado positivo”, afirma o médico Aléssio Calil, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo. “Nessa faixa etária, os óvulos começam a envelhecer e há mais riscos de síndromes e má-formações do feto, o que eleva também os índices de aborto. Por outro lado, nesse período as famílias estão mais bem constituídas, e as mulheres, mais certas de suas escolhas, além de consolidadas do ponto de vista profissional”, completa.

Essa solidez foi o impulso que faltava à arquiteta Karina Fernandez, 41, para pôr em prática os planos de ser mãe, quando completou 36 anos. Portadora de uma doença congênita, deu adeus ao sonho de engravidar aos 14, quando recebeu o laudo de útero infantil. Passou a adolescência digerindo a questão, sem dividir com os amigos. E logo começou a vislumbrar a possibilidade de ser mãe por outros meios, como adoção ou barriga de aluguel, sempre silenciosamente. “Sou uma pessoa prática, racional. Guardo para mim. Sempre gostei de criança, mas, antes, queria me estabilizar, casar.”

Dito e feito. Há cinco anos, quando completou 12 de relacionamento e, cansada de trabalhar numa construtora, já acumulava experiência e autoconfiança suficientes para se tornar autônoma, sentiu que era a hora. Numa clínica de reprodução assistida de São Paulo, ela e o marido passaram pelo procedimento de fertilização e congelaram nove embriões, todos saudáveis. Karina, então, fez contato com uma organização de barrigas de aluguel na Índia, disposta a cruzar o globo atrás de alguém para gestar seu bebê. (No Brasil, a barriga de aluguel, envolvendo comercialização, é proibida, mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza a doação temporária do útero em uniões homoafetivas ou em caso de problema médico que impeça a gestação.)

Animada com os resultados, pela primeira vez Karina reuniu as amigas para comemorar. E foi aí que uma delas, das mais próximas desde os tempos da faculdade, resolveu se envolver. “Ouvi a história e, quando vi, já tinha me oferecido para gestar o embrião. Foi de coração, só pensava em ajudá-la”, conta Renata de Oliveira, 41. Mãe de Laís, então com 5 anos, acompanhou a amiga em quase dois anos de preparação, entre conseguir a autorização do CFM e providenciar acompanhamento psicológico e também consultas médicas para atestar sua saúde. Como é praxe, recebeu no útero mais de um embrião de Karina. E comemorou com a amiga o anúncio de que tinha sido bem-sucedida, logo na primeira tentativa, a resposta de ambos os fetos. “Tinha 32 anos na minha primeira gravidez, e a Laís nasceu prematura. Já com os gêmeos, fui até a reta final. A maturidade ajudou”, diz Renata. Aos 38 anos, Karina tornou-se mãe de Gustavo e Gabriel, 3, graças à ajuda da amiga.

Mesmo os mais próximos ainda questionam Renata se ela não ficava insegura ao pensar no que acabaria acontecendo: deixar a maternidade do hospital de mãos abanando. Mas ela insiste que não teve medo. “Eram os filhos da minha amiga, estava claro para mim. Conversávamos muito, e Karina me deu todo o apoio e tranquilidade. Passei a reta final da gravidez na casa dela, foi um período muito gostoso. No momento em que vi os gêmeos saindo da minha barriga, a emoção foi grande, mas completamente diferente do que senti no caso da minha filha”, conta Renata, que é madrinha de Gustavo e Gabriel. Já Karina teve sintomas parecidos com os de depressão pós-parto, apesar de não ter parido. “Foram muitas crises de enxaqueca. Faço tratamento até hoje por causa de privação de sono. Acho que é um aspecto que pesa em ser mãe mais velha. Sua energia não é mais a mesma. E cuidar de dois bebês não é fácil – imagine gestá-los. Hoje, tenho certeza de que, se eu tivesse gestado meus filhos, eles não teriam sido tão bem cuidados como foram na barriga dela”, diz.

Área de risco

Segundo a literatura médica, casos como os de Karina Bacchi e de Karina Fernandez só foram tão exitosos por contarem com a ajuda da ciência – a fertilização in vitro. Os especialistas afirmam que, a partir dos 36 anos, 40% das mulheres têm dificuldade para engravidar naturalmente. Em muitos casos, diferentemente do que aconteceu com as Karinas, nem sequer há doença. A verdade mais simples é também inevitável: nossos óvulos envelhecem. Você pode passar a vida cuidando minuciosamente da saúde, virar vegana, largar o glúten, não fumar, beber nem usar drogas, dedicar-se a exercícios vigorosos. Não tem jeito: mais cedo ou mais tarde, as dificuldades biológicas vão soar o gongo. “Essa crença de que a medicina é capaz de garantir tudo é uma fantasia de perenidade”, afirma a psicanalista Vera Iaconelli. “Adiar a gravidez pode vir acompanhado da dificuldade de engravidar. As mulheres têm de saber o que está em jogo quando escolhem a maternidade tardia. Muitas não têm nem certeza de que querem ser mães, mas, quando a idade aperta, se jogam sem ponderar. É preciso pesar os ônus com cautela. A equação da maternidade ainda é muito injusta.”

Conforme a idade aumenta, crescem os riscos de doenças na gravidez e de anomalias cromossômicas no feto. O risco de óvulos envelhecidos gerarem bebês doentes é grande. “Quando a mulher tem mais de 35 anos, há aproximadamente uma chance em 400 para o bebê nascer com Down, a síndrome mais comum nesses casos. Abaixo disso, a ordem é de 1 para 1.000”, explica o ginecologista Ricardo Luba, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Nessa seara, o prazo de validade da fertilidade masculina também é posto em xeque. Há estudos que sugerem que, em casos de pai e mãe com mais de 35 anos, a idade paterna pode ser determinante por até metade dos casos de síndrome de Down. E que, com o envelhecer dos espermatozoides, os homens também sentem as badaladas do relógio biológico.

Apesar de a medicina fetal nunca ter sido tão avançada, ainda não há panaceia. “É preciso investir num bom estado pré-concepcional: alimentação saudável e balanceada, prática de exercícios físicos e check-up em dia”, explica o obstetra Eduardo Zlotnik, vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein. “Fora isso, o que se sabe é dos benefícios do ácido fólico a partir de três meses antes da gravidez – ele diminui muito o risco de problemas de formação neurológica. E da facilidade dos exames pré-natais: atualmente, detectam-se graves complicações com simples coletas de sangue.”

“Hoje, as mulheres que têm filhos mais tarde têm mais sorte do que tive. Na minha época, os exames eram invasivos, arriscados para a gestação. Por isso não fiz. Mas estava apavorada”, conta a geneticista Lygia da Veiga Pereira, 51. Aos 36, quando engravidou de sua primeira filha, Gabriela, 15, sabia bem os riscos que corria. “Dava aulas sobre alterações cromossômicas na universidade. Essas possibilidades me assombraram no início da gravidez. Só fui tirar a prova depois de dois meses, com o ultrassom morfológico.” Assim como na primeira gestação, na segunda, de Maria, 13, Lygia abdicou do exame de amniocentese (a arriscada retirada de líquido amniótico do abdome materno para análise).

Isso porque, antes de completar 35 anos, a cientista nem pensava na possibilidade de engravidar. Nos anos 90, enquanto suas amigas subiam ao altar, ela focava em seu doutorado nos Estados Unidos. Quase dez anos depois, ainda solteira e de volta ao Brasil, começou a dar aulas na USP, e as amigas já embarcavam na segunda gravidez. “Minha profissão era meu filho único”, diz. Tanto que nem ligou quando o então namorado Fabio (hoje seu marido) lhe contou, cheio de dedos, que era vasectomizado.

A vontade de ser mãe só veio depois de um ano casada, quando ele reverteu a cirurgia. Hoje, a ph.D. respeitada mundo afora diz que Gabi e Maria foram essenciais para entender que havia mais vida além da ciência – e descobrir novos jeitos de ser feliz. “Os problemas da universidade passaram a não me chatear tanto, parei de levar trabalho pra casa. E rejuvenesci: não me sinto mais velha que as mães das amigas delas, apesar de ser.”

Trabalho não é tudo

Para a pediatra Denise Lellis, da Sociedade Brasileira de Pediatria, os questionamentos acerca da maternidade acima dos 35 miram demais na área biológica e pouco na comportamental. “No meu consultório, a grande pergunta que ouço não tem a ver com cólica neonatal ou gripe. É: ‘O que eu faço com esta criança pra poder voltar a trabalhar?’”, diz. “A gente equilibra mais pratos a partir dos 35 que aos 20 e poucos, seja no trabalho, seja em casa. Quando nasce uma criança, dizem que nasce uma mãe, mas a verdade é que morre uma mulher sem filhos. E ela vive esse luto.”

Vivemos a primeira geração de mães que se relaciona com esse acúmulo de funções. No livro Mulheres Visíveis, Mães Invisíveis (2013), a psicopedagoga e best-seller argentina Laura Gutman explica a necessidade de as mulheres “reformularem suas identidades” antes de decidirem ser mães: “O mal-entendido compartilhado por nós, mulheres modernas, é acreditar que nosso ‘eu’ está só no trabalho. O trabalho nos salva. Devolve-nos a identidade perdida. No entanto, a outra parte está escondida e nós mesmas não conseguimos reconhecê-la”.

Para a executiva Rachel Maia, 47, a maternidade descortinou essa nova perspectiva. Quem convivia com ela, anos atrás, comenta a diferença em seu temperamento. E ela admite: “A Sarah Maria [que faz 7 anos em setembro] me ajudou a suavizar. Eu era uma pessoa estressada. Com ela, mudei a chave”.

Anos antes, Rachel já havia se conformado com a incapacidade de gestar um filho. Diagnosticada com útero policístico, passou por quatro cirurgias, que lhe renderam um útero todo suturado, com mais de 50 pontos. Aos 30, priorizou a carreira, mergulhou nos estudos. Por sete anos, dedicou-se à diretoria financeira da Tiffany & Co. Até que chegou ao topo da joalheria dinamarquesa Pandora. E, com oito meses de empresa, aos 40 anos, contrariando todas as expectativas do ginecologista que há mais de 20 cuida dela, ficou grávida. “Meu médico ficou em choque. E eu também. Sempre quis ser mãe, mas não daquela maneira, sem planos nem casamento.”

Tudo aconteceu pouco antes do Ano-novo. Um amigo a convidou para ver as luzes de Natal da Avenida Paulista antes que fossem desmontadas. Vinho vai, vinho vem, terminaram a noite juntos. E só em meados de fevereiro ela se deu conta: “Fiz cinco testes de gravidez, no banheiro do trabalho. Todos deram positivo. Contei para meu chefe no mesmo dia em que ele me promoveu a CEO”. A filha foi um impulso maior para cumprir um cargo tão solitário, uma válvula de motivação. “Com Sarah Maria aprendi que menos é mais. Inclusive em relação à maternidade, puro exercício de amor e responsabilidade. Não ter com quem compartilhar esse compromisso faz reavaliar o que é ser mãe. E o que aprendi com a minha foi enfiar as dificuldades dentro do bolso, não se lamuriar das mazelas da vida. Fora que não tenho como sentir falta do que nunca tive, é o que me difere de mães separadas. Sarah foi um presente.”

Demitida no início do ano, depois de sete anos na Pandora, Rachel desabafa que talvez não tivesse a mesma estabilidade e tranquilidade de viver este período sabático sem a filha. “Me ajuda a enxergar propósito”, diz. No mês passado, teve um pedido de adoção aprovado pela Justiça. Quer adotar um menino. “Tecnicamente estou grávida [risos]. Nunca me senti tão pronta para ser mãe.”

Maternidade, ainda que tardia

A tomada do espaço laboral pelas mulheres é conquista e efeito das gerações que lutaram pela igualdade do voto e pela liberdade do desejo. Mas a expectativa social se inverteu. Hoje, a mulher que não tem uma carreira pode ser silenciosamente empurrada no imaginário, próprio ou alheio, para a perigosa área dos maus lençóis. No sufrágio político, a equidade é uma dimensão fundamental dos direitos, e é aí que se alicerça a justiça entre os gêneros. Contudo, a liberdade do desejo se mostrou mais refratária, porque não depende só da transformação do espaço público ou de contratos.

O caso mais paradigmático é a maternidade. Mesmo que a lei proteja a recém-mãe, ainda que menos que em outros países, e mesmo que os cônjuges tenham se tornado mais colaborativos, o tempo dedicado às tratativas pré-natais, às contingências e aos rearranjos familiares trazidos pela chegada de uma criança pode deixar a mulher em desleal desvantagem na arena de batalha em que se transformou a vida no trabalho. Ninguém deveria ter de optar pelo que deve colocar em primeiro lugar, filho ou carreira. Isso cria uma espécie de dilema eterno que pode levar mulheres à demissão da maternidade.

A liberdade de ser mãe acompanha uma inadmissível coerção biológica. Por mais que o período para tomar a decisão seja elástico, o processo decisional é cruel. Não decidir já é em si uma decisão. E a maternidade se marca pelo adiamento. Aceitar uma promoção difícil ou assumir o cargo que exige viagens constantes tornam-se glórias vividas com gotas de suor frio.

Quero crer que o enfrentamento disso remete a uma coletivização do desejo, mais do que a uma (bem-vinda) regulação dos limites jurídicos ou biológicos. Escuto cada vez mais que a decisão da maternidade é tomada em meio à solidão. Uma aposta de grandes riscos frente à precariedade e efemeridade dos vínculos amorosos. Os antigos laços de criação compartilhados por avós e tios não resultaram ainda em uma nova maneira coletiva de criar filhos. Muito se fala em experiências educacionais bem-sucedidas na Itália ou na Finlândia, mas pouco se acentua que nesses lugares as crianças são sentidas como uma responsabilidade comum. Aliás, o sentimento de que filhos são uma espécie de posse ou propriedade particular, em que os outros não devem se intrometer, é um dos sintomas nacionais mais visíveis do narcisismo à brasileira.

Jacques Lacan falava do tempo lógico, que até hoje marca a duração variável das sessões de psicanálise lacaniana, como um entendimento de que a decisão que leva à liberdade passa pelo outro, sem deixar de ser, ao mesmo tempo, individual. Penso que é assim que cada mulher deve encontrar seu próprio tempo para a maternidade.

Acesse o link do Portal da Revista Marie Claire: https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2018/05/dia-das-maes-mulheres-que-tiveram-seus-filhos-depois-dos-35-anos.html

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O QUE É DESCOLAMENTO DE PLACENTA, PROBLEMA ENFRENTADO POR SABRINA SATO

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No ano passado, os fãs acompanharam atentamente a gravidez da apresentadora Eliana, que encarava um descolamento de placenta e precisou se afastar da TV antes da hora para repousar e garantir uma gestação de sucesso. Agora é Sabrina, colega de profissão, que enfrenta o mesmo problema.

Durante conversa com Rodrigo Faro em seu próprio programa na Record, a grávida do momento não só revelou que está esperando uma menina como pediu que o pública orasse por ela para que, apesar dos riscos, sua gravidez se completasse com tranquilidade.

Assim como Eliana, Sabrina terá que ficar de repouso enquanto espera a filha. Faz um mês que ela está internada no hospital e foi lá que o bate papo com o colega de emissora aconteceu.  “Todo dia para mim é uma vitória. Eu tenho um hematoma subcoriônico, também chamado de descolamento ovular. Quando eu fui internada, eu tive uma hemorragia. Achei que naquela hora tinha perdido o bebê”, disse.

O que é o descolamento de placenta?

O descolamento acontece quando porção da placenta, órgão onde o feto permanece até seu nascimento, se desprende da porção uterina endometrial. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, explica que se trata de uma alteração da segunda metade da gestação e que a gravidade varia de acordo com cada paciente.”

“Há descolamentos menores que geram dor e desconforto e os maiores, que podem causar sangramentos intensos. Em ambos os casos o repouso é fundamental para minimizar os riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê. O uso de medicações cujo princípio ativo é a progesterona, geralmente, é indicado para que o útero diminua seu estado de contração visando a uma maior permanência do bebê na barriga da mãe até o período considerado “termo”, o qual corresponde a idade gestacional entre 37 a 40 semanas”.

Ele completa: “Nos casos mais graves que podem ser identificados por sangramento vaginal ativo e útero contraído anormalmente, por exemplo, pode evoluir para uma perda sanguínea importante com risco de choque hipovolêmico. Essa situação de emergência pode representar risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê. Geralmente, nessa situação de emergência, o médico precisa avaliar se é possível controlar ou se é necessário interromper a gestação.”

Em relação aos riscos do descolamento, a prematuridade merece destaque. “Cada semana a mais na barriga da mãe diminui os riscos de prematuridade do bebê, que caso nasça antes do previsto, pode apresentar problemas respiratórios e neurológicos não somente no pós-parto, mas também depois de completar um ano de idade”, elucida Renato.

O obstetra e ginecologista Ricardo Luba ressalta a importância do resguardo neste momento: “Essa é a parte mais importante, e a orientação pode permanecer até o fim da gestação para evitar movimentações que minimizem o risco de sangramento abundante e parto prematuro. Além das queixas da paciente, neste caso, a maneira mais efetiva de descobrir o problema é através do ultrassom obstétrico.”

As causas podem variar: traumas como quedas e acidentes de carro, excesso de exercício físico ou esforço, condições como estresse, obesidade e problemas de saúde como deficiência na coagulação, infecções, má cicatrização de cesáreas anteriores e, principalmente, hipertensão, conforme expõe Renato.

“Uma das principais motivações é a doença hipertensiva específica da gestação, caracterizada pela pré-eclampsia e eclampsia. A pré-eclampsia consiste no aumento da pressão arterial e ocorre em pacientes gestantes, ou seja, que adquiriram essa condição devido às alterações sofridas pelo corpo decorrentes da gravidez. A eclampsia em si ocorre quando essa elevação do nível pressórico é tão significativo que a paciente convulsiona, podendo acarretar sérios riscos para a saúde da mãe e do bebê. Quando esses sinais se tornam aparentes, os médicos já fazem o diagnóstico clínico e laboratorial e então passam a realizar um pré-natal mais rigoroso, com uma frequência maior de exames e consultas.”

Outra medida tomada pelos especialistas em casos como o de Sabrina e Eliana é a aceleração da maturidade do pulmão do bebê. “O procedimento consiste na aplicação de duas injeções de corticóide com o intervalo de 24h. O uso dessa medicação é feito em qualquer situação em que a paciente possua um risco de trabalho de parto prematuro para minimizar os riscos, afinal, o pulmão do bebê só atinge a maturidade, geralmente, a partir da 34ª semana”, justifica o Renato.

Mulheres com idade inferior a 18 anos ou superior a 35 anos costumam enfrentar um pré-natal de risco. Outro fator que também pode ser levado em consideração no caso do descolamento de placenta é o tamanho do cordão umbilical, que caso seja muito pequeno, pode gerar uma tração maior com a placenta, onde é fixado, resultando num desprendimento do órgão com relação ao útero.

Acesse o link do Portal da Revista Claudia On-line: https://claudia.abril.com.br/saude/sabrina-sato-descolamento-placenta-o-que-e/

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O QUE É O EXAME DE PAPANICOLAU E PARA QUE ELE SERVE

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O papanicolau é um exame simples e rápido que colhe células do colo do útero para análise em laboratório – seu principal objetivo é prevenir contra o câncer de colo de útero. Ele tem esse nome por causa de seu inventor, o médico romeno Georgios Papanicolaou, que o tornou célebre nos anos 1940.

Para que serve

Principalmente para encontrar cedo lesões ou alterações do tecido uterino que indiquem a presença do HPV, cuja infecção é responsável por praticamente todos os casos de câncer de colo de útero. Mas o papa, apelido carinhoso, também detecta algumas infecções sexualmente transmissíveis, como a candidíase.

Como é feito o papanicolau

A mulher se deita na posição ginecológica, com as pernas elevadas e apoiadas por um suporte, enquanto o ginecologista abre caminho com a ajuda de um espéculo, aparelho que lembra um bico de papagaio.

Depois, o especialista extrai células da parede vaginal e do colo do útero com uma espátula e uma cerda – é normal sentir um leve incômodo durante a coleta. A partir daí, o material é enviado para um laboratório, que faz a análise.

Os resultados

Após a avaliação minuciosa do patologista, que dura até semanas, o ginecologista recebe o laudo. O exame aponta os fungos e as bactérias encontrados na amostra e classifica as eventuais anormalidades observadas nas células.

Essas alterações podem ser benignas, prováveis tumores ou, ainda, lesões que, se não tratadas, podem originar um tumor maligno no futuro. Se o resultado levantar qualquer questão suspeita, testes mais detalhados devem ser solicitados.

Dito de outra forma, o papanicolau não fecha o diagnóstico de câncer. Pelo contrário: ele é um método que ajuda a prevenir a doença antes de ela surgir propriamente. Hoje em dia, também existe o mais moderno teste do HPV.

Periodicidade

O exame é válido para mulheres a partir dos 25 anos que já tiveram atividade sexual. Segundo o Ministério da Saúde, as duas primeiras coletas devem ocorrer anualmente e, se não houver alteração, as próximas provas são feitas de três em três em anos.

O rastreamento segue dessa forma até os 64 anos, desde que os últimos resultados não tenham acusado sinais suspeitos – aí, a periodicidade deve ser discutida com o médico.

Mas atenção: mulheres acima dos 64 anos que nunca colheram o papanicolau devem realizar dois exames com intervalo de até três anos. Se estiver tudo certo, aí sim estão liberadas.

Cuidados e contraindicações

Para fazer o exame, a mulher não pode ter feito sexo por 72 horas. Mais: a coleta deve ocorrer entre o décimo e o 20° dia depois do primeiro dia da última menstruação.

Fontes: Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo; Ministério da Saúde

Acesse o link do Portal Revista Saúde: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-o-exame-de-papanicolau-e-para-que-ele-serve/

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GRÁVIDA DE TRIGÊMEOS PASSA MAL E MORRE DEPOIS DE CHÁ DE BEBÊ

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No último domingo, 18, faleceu em Jales, no interior de São Paulo, a gestante Giseli Cristina Souza, 39 anos, que estava no sexto mês de uma gravidez de trigêmeos. A tragédia ocorreu logo após seu chá de bebê. Giseli sofreu uma parada cardíaca à noite e chegou a ser levada para o hospital pelo serviço de emergência, mas infelizmente não resistiu.

Além da futura mãe, dois dos bebês não sobreviveram ao parto de emergência e o terceiro, uma menina, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Jales. Segundo o depoimento de familiares, ela chegou a procurar atendimento em São José do Rio Preto, cidade próxima a Jales, na quinta-feira, dia 15, queixando-se de inchaço no corpo, mas foi liberada depois de fazer exames.

Ao site da revista Veja SP, o Hospital de Base, que atendeu Giseli na ocasião, lamentou a fatalidade, mas não deu mais informações sobre o caso para não infringir o sigilo médico-paciente e em respeito à privacidade da família. A secretária deixa também dois filhos já adolescentes e chegou a se declarar um dia antes para seu companheiro no Facebook.

Gravidez de risco

Embora ainda não haja uma explicação oficial para o triste episódio, o que se sabe é que a idade de Giseli e o fato de serem trigêmeos são fatores de risco para complicações que ameaçam a vida de mãe e bebê.

“A partir dos 36 anos, a mulher já está mais sujeita a desenvolver diabetes gestacional e a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG), que é uma das maiores causas de mortalidade materno-infantil no país, cuja incidência também está associada à gravidez múltipla”, aponta Ricardo Luba, ginecologista e obstetra membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

Embora o inchaço seja um sinal de que a pressão está alta, não dá para dizer que foi esse aumento que vitimou a mãe do interior. “Seria preciso avaliar também outros fatores, como seu histórico de hipertensão e o andamento do pré-natal”, comenta Luba. Além disso, é justamente por volta do quinto mês, o período gestacional de Giseli, que a DHEG começa a se manifestar.

Pressão alta

A partir do momento que a pré-eclâmpsia – caracterizada pelo aumento significativo da pressão arterial – é identificada, cada caso é acompanhado de perto para que não evolua para a eclâmpsia, complicação grave que provoca convulsões, além de problemas secundários relacionados à pressão alta, como derrames e paradas cardíacas, que são bem mais raros.

Felizmente, é possível controlar a DHEG, desde que ela seja identificada cedo e acompanhada de perto. “O tratamento varia de acordo com o grau do problema, dos mais leves, que são corrigidos com ajustes na dieta, ao mais severos, que exigem medicamento e até intervenção”, finaliza o ginecologista.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: https://bebe.abril.com.br/gravidez/gravida-de-trigemeos-passa-mal-e-morre-depois-de-cha-de-bebe/

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INCRÍVEL! FORÇA DO CHUTE DO BEBÊ NO ÚTERO ULTRAPASSA 4 QUILOS

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Em certos momentos, você sente que os chutes do seu bebê estão potentes demais? Pois saiba que não é apenas impressão. Entre a 20ª e a 30ª semana de gestação, o chute deles pode ter o equivalente a 4,5 kg de força! Foi a essa conclusão que chegou um estudo do Imperial College of London, na Inglaterra.

Os pesquisadores escanearam o corpo e os movimentos dos bebês com uma nova tecnologia de ressonância magnética. Depois, usaram essas informações para construir um modelo 3D do esqueleto no computador e, a partir daí, recriar os movimentos e as forças do ambiente uterino para calcular a força.

Curiosamente, depois da 30ª semana, no final do sexto mês, a potência diminui. A hipótese é que isso aconteça porque, como o bebê já está maior, ele perde espaço para se movimentar e fica em posição mais curvada.

A movimentação sob a perspectiva da mãe

Como o bebê ainda não está tão grande na 20ª semana, período apontado no estudo como o pico da força, o vai e vem intenso do lado de dentro parece suave do lado de fora. “A mãe pode apenas sentir um tremor ou sensação de gases”, explica Ricardo Luba, ginecologista e obstetra membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

Já quando a potência calculada na pesquisa diminui, por volta da 30ª semana, os movimentos ficam mais perceptíveis e intensos para a mãe. “O bebê se mexe menos por conta do seu tamanho, mas a movimentação e a distensão provocada no abdômen podem até provocar dor em algumas mulheres”, aponta Luba. Uma saída para amenizar o incômodo é deitar-se virada para o lado esquerdo.

Além da curiosidade da descoberta, ela poderá ajudar cientistas a, no futuro, desenvolver músculos, ossos e articulações em laboratório.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: https://bebe.abril.com.br/gravidez/forca-chute-bebe-utero-ultrapassa-4-quilos

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MAMOGRAFIA PARA CÂNCER DE MAMA: O QUE É E QUANDO FAZER ESSE EXAME

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Usada para diagnosticar o câncer de mama, a mamografia é um exame não invasivo que captura imagens do seio feminino com o mamógrafo. Esse é um aparelho que usa a mesma radiação do raio-x tradicional, mas os feixes são projetados levando em conta a anatomia das mamas.

Para que funciona: para detectar tumores malignos na mama. Mas, sozinho, o exame dificilmente bate o martelo.

Geralmente o médico pede uma biópsia para confirmar eventuais suspeitas. Outros exames de imagem (mais caros e específicos) também podem entrar em jogo.

Como é feito: o mamógrafo é composto de duas placas que se encontram e pressionam o seio por poucos segundos para fazer as imagens, que saem registradas em uma chapa. O resultado fica parecido com o do raio-x convencional – porém, claro, com os seios em foco.

Nenhum preparo é necessário, exceto não ir de vestido. Isso porque a parte de cima da roupa terá que ser removida temporariamente para o exame.

Os resultados da mamografia: o mastologista, médico que cuida das glândulas mamárias, usa uma escala chamada BI-RADS para interpretar os achados nas imagens. São sete categorias, que vão de normal a tumor maligno ou benigno. O laudo pode vir ainda como inconclusivo, quando é preciso realizar novas investigações.

A partir de quantos anos fazer: é o ponto mais polêmico da mamografia. Alguns doutores costumam pedi-la dos 40 anos de idade em diante para todas as mulheres, anualmente. Tal postura é apoiada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Já o governo dos Estados Unidos sugere começar aos 45 anos. E o Instituto Nacional de Câncer (Inca) recomenda o rastreamento somente entre os 50 e os 69 anos, com mamografias a cada dois anos caso não haja nenhuma alteração.

A instituição alerta para o risco de sobrediagnóstico e resultados falso-positivo (quando o teste acusa uma alteração que não existe). Esses pontos podem levar a cirurgias e tratamentos desnecessários.

Diante dessas controvérsias, o ideal é conversar com um profissional. A partir da sua história familiar e de outras características pessoais, ele vai traçar a estratégia de rastreamento mais eficaz para você.

Cuidados e contraindicações: correu nas redes sociais um vídeo afirmando que a mamografia causa câncer de tireoide. Trata-se de um mito: ela é segura e necessária. Mas isso não quer dizer que deva ser feita à revelia, porque envolve radiação, ainda que em doses baixas.

Mais: mulheres com peitos maiores e mais densos (principalmente abaixo dos 40 anos), merecem um olhar mais atento. Às vezes, o tecido mamário dificulta a visualização do mamógrafo.

Fonte: Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Acesse o link do Portal da Revista Saúde: https://saude.abril.com.br/medicina/mamografia-para-cancer-de-mama-o-que-e-e-quando-fazer-esse-exame/

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SUITA e GUSTTAVO LIMA "GRÁVIDOS" DE NOVO; HÁ RISCOS EM GESTAÇÕES PRÓXIMAS?

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Pais do pequeno Gabriel, de 6 meses, Gusttavo Lima e Andressa Suita anunciaram que estão “grávidos” novamente. A história é semelhante à de outro casal famoso: Michel Teló e Thais Fersoza, pais de Melinda e de Teodoro, que chegou também seis meses após o nascimento da irmã.

Muitos fãs estão se perguntando se gestações tão próximas são saudáveis para mamãe e para o bebê. Segundo o ginecologista e obstetra Fábio Cabar, há uma recomendação do Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde para que o intervalo entre gestações seja de, no mínimo, um ano.

No entanto, se a gravidez “aconteceu” ou há a intenção de filhos com idades tão próximas, gestantes devem ficar atentas a alguns riscos.

Quando o primeiro bebê nasceu de cesárea

É necessário dar ao corpo tempo para cicatrizar esse corte. “Antes de um ano, há um risco aumentado de ruptura do útero na área da cicatriz da primeira cesárea, durante o trabalho de parto”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, que diz que a complicação é rara, mas deve ser considerada durante o pré-natal.

Para o especialista, a grossura do órgão deve ser considerada na hora da definição da via de parto do segundo filho e ele não recomendaria uma cesárea simplesmente porque a primeira criança nasceu por essa via. “Mas se fosse o terceiro bebê, com os dois anteriores nascidos cirurgicamente, ele teria de nascer por cesárea.”

Amamentação

Embora não seja consenso entre a classe médica, muitos acreditam que o aleitamento do primeiro filho em caso de segunda gestação deve ser suspenso. Isso porque a liberação de ocitocina - hormônio responsável pela descida do leite - no organismo materno tem como efeito a contração do útero e pode aumentar o risco de parto prematuro.

(com reportagem de Adriana Nogueira)

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2018/01/20/ha-riscos-em-engravidar-com-menos-de-um-ano-de-intervalo-como-suita.htm

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OVÁRIOS POLICÍSTICOS E SÍNDROME DOS OP: ENTENDA AS DIFERENÇAS

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Separadas por uma palavra, existem duas condições da saúde da mulher que causam alguma confusão: os ovários policísticos e a Síndrome dos Ovários Policísticos. É comum achar que se trata da mesma coisa, ou no máximo que a síndrome seria um estágio diferente, mas os únicos pontos em comum são o lugar em que ocorrem – os ovários – e a presença de cistos; de resto, são bem diferentes entre elas. E requerem tratamentos distintos.

Menstruação alterada e dores agudas são sintomas de ovários policísticos

Ovários policísticos, como o próprio nome indica, são ovários que têm muitos cistos. “Para que o caso seja considerado clinicamente de ovários policísticos, é necessário que haja dez folículos de 10 mm em cada ovário”, explica o ginecologista Ricardo Luba.

A abundância de cistos ocorre naturalmente. Como consequência, afirma o ginecologista Domingos Mantelli, “eles provocam um desequilíbrio hormonal, levam a falhas na menstruação ou na ovulação e, em alguns casos, causam dores agudas”.

É bom estar atenta a estes sinais e, ao percebê-los, procurar um ginecologista para a realização de exames que confirmem ou descartem a condição.

Acne adulta, aumento dos pelos e queda de cabelos: sinais da SOP

Já a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endocrinológico causado principalmente pela alta produção de hormônios masculinos no organismo da mulher.

“Os ovários são responsáveis por produzir diversos hormônios, entre eles os masculinos, que devem estar presentes em pequena quantidade no corpo feminino. Quando há um desequilíbrio e essa testosterona fica excessiva, formam-se cistos”, conta a endocrinologista Maria Fernanda Barca.

Os sintomas clássicos da SOP são o surgimento de acne adulta e de pelos no corpo (especialmente em regiões onde mulheres não costumam ter fios), o aumento da oleosidade na pele, queda de cabelos, falhas menstruais e de ovulação. Notar três destes sintomas ao mesmo tempo é o sinal de alerta para ir ao médico e checar se é SOP de fato.

Em casos mais avançados, a mulher pode desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, o que pode resultar em problemas sérios de fertilidade – a dificuldade para engravidar, inclusive, é a razão mais comum pela qual a mulher acaba descobrindo que tem SOP. “A insulina atrapalha a ovulação e isso, somado às falhas menstruais, leva à infertilidade”, esclarece Maria Fernanda.

Quem tem SOP obrigatoriamente tem ovários policísticos?

“Espera-se que quem tem SOP tenha também ovários policísticos, mas não é regra”, diz Ricardo. É que o corpo humano é complexo, e pequenas alterações na vida da mulher podem colocar abaixo as fórmulas. “Pode ser que a paciente não tenha toda a quantidade de folículos necessária para caracterizar os ovários policísticos. Se ela tomar pílula anticoncepcional, isso pode acontecer”,  exemplifica o ginecologista.

No caminho contrário – questionar se quem tem ovários policísticos tem maior propensão para desenvolver SOP –, a ligação entre as condições é inexistente. Vale lembrar: é a produção desregulada de hormônios masculinos a responsável pela síndrome, não a pré-existência de cistos.

Tratamentos para SOP e para ovários policísticos

Quem tem ovários policísticos não deve, a princípio, se preocupar em fazer algo a respeito deles. “A mulher pode viver com seus folículos normalmente. Se apresentar alguma dificuldade para engravidar, parte-se para um tratamento. Senão, não tem necessidade”, afirma Ricardo.

A SOP, por sua vez, exige tratamento, sim. “Por ser mais complexa, a síndrome precisa ser acompanhada por outros profissionais, como endocrinologista, dermatologista e, algumas vezes, psicólogo”, orienta Mantelli.

Isso porque várias frentes precisarão ser abordadas: os cistos em si, suas causas (o desequilíbrio hormonal, daí a presença do endocrinologista) e consequências (problemas na pele e nos cabelos serão vistos pelo dermatologista, as implicações na autoestima ficarão por conta de um psicólogo).

Mudanças no estilo de vida também são bem-vindas no tratamento da SOP. “Uma alimentação balanceada, acompanhada pela prática de exercícios físicos, ajuda a regular a parte hormonal da paciente”, ensina Maria Fernanda. Por isso, procurar um nutricionista e um educador físico também pode ser uma boa ideia. Mantelli acrescenta à lista a diminuição do consumo de álcool e de café e a redução do estresse.

Portanto, fique atenta aos sinais do corpo, mantenha seus exames em dia e cuide para que fatores externos não lhe estressem além da medida. Sua saúde merece!

Acesse o link do Portal MdeMulher: https://mdemulher.abril.com.br/saude/ovarios-policisticos-sindrome-dos-ovarios-policisticos-sop-diferencas/

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O ELO ENTRE O ENVELHECIMENTO PRECOCE E COMPLICAÇÕES NA GESTAÇÃO

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Pesquisadores norte-americanos descobriram que alguns fatores podem acelerar o envelhecimento celular das mulheres e, possivelmente, aumentar o risco de complicações na gestação. Para chegar a esse resultado, o grupo da Universidade de Ohio analisou 81 gestantes com 25 anos de idade em média.

As participantes receberam questionários com dados sobre a infância, o status econômico, a depressão e o apoio familiar que recebiam. Depois, mediu-se o tamanho dos telômeros delas, espécie de capa que cobre as extremidades dos cromossomos – estrutura que a ciência acredita estar ligada ao envelhecimento.

No final, as mulheres mais expostas a situações como baixo status socioeconômico na infância e falta de apoio familiar tinham telômeros mais curtos. Portanto, eram biologicamente mais velhas. O mesmo fenômeno foi observado nas que passaram por traumas quando eram mais novas.

“Suporte e acesso à saúde são muito importante para gestantes e esse achado pode ser uma das razões para isso”, disse Lisa Chrystian, autora do estudo e psicóloga da instituição, em comunicado à imprensa.

O papel dos telômeros

“Com a idade ou com o estresse, essas capas tendem a se desgastar”, explicou no mesmo comunicado Amanda Mitchell, psicóloga que participou da investigação nos Estados Unidos. Os telômeros menores estão associados ao aparecimento de diabetes tipo 2, maior risco de acidentes vasculares cerebrais, problemas cardiovasculares e outras doenças típicas do envelhecimento.

É um campo que ainda está sendo desvendado pelos cientistas, mas a hipótese do grupo é a de que o encurtamento precoce dessas estruturas ajude a explicar porque fatores psicológicos e de baixo nível socioeconômico aumentam as chances de complicações no parto e na gestação. Essa relação, sim, bem mais conhecida e comprovada.

“É difícil mensurar o envelhecimento, mas sabemos que estresse, falta de apoio, situação financeira ruim estão ligadas a problemas como baixo peso ao nascer e maior incidência de pressão alta, por exemplo”, aponta Ricardo Luba, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Outro trabalho, de 2016, já havia mostrado que a falta de apoio conjugal pode estar ligada ao desgaste dos telômeros e envelhecer mulheres antes da hora.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: https://bebe.abril.com.br/gravidez/o-elo-entre-envelhecimento-precoce-e-complicacoes-na-gestacao/

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COLETOR MENSTRUAL: O QUE É E QUEM PODE USAR

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O uso do coletor menstrual tem se tornado cada vez mais disseminado pelas mulheres, especialmente para as que sofrem alergia aos absorventes comuns ou para as que estão em busca de opções econômicas e ecologicamente corretas.

“A disseminação do uso do coletor é por vários motivos. Primeiramente, o material do copo menstrual não causa alergia e muitas mulheres possuem reação ao absorvente, tanto normal, quanto interno. Fora isso, há a questão do meio ambiente. O coletor é reutilizável. O número de lixo produzido com o uso dos absorventes que, por sua vez, são descartáveis, é alarmante. Por fim, o produto pode durar até cinco anos. Sendo assim, seu custo benefício é menor que os tradicionais”, analisa a ginecologista Clícia Quadros.

Ao contrário dos absorventes comuns, o copo coletor pode ser trocado a cada 8 ou 12 horas, dependendo do fluxo da mulher.

Além da comodidade em termos de durabilidade, ele, ao contrário do que muitos pensam, ajuda a diminuir o risco de infecção, pois não altera a flora vaginal, como absorventes fazem. No entanto, é preciso aconselhamento médico antes de aderir ao uso.

Quem pode usar

“É aconselhável realizar um exame para obter informações sobre o volume uterino e sobre a existência de miomas ou pólipos uterinos, que podem aumentar demasiadamente o fluxo menstrual e limitar o uso do coletor”, alerta Mayara Karla Figueiredo Facundo, médica colposcopista e histeroscopista do Fleury Medicina e Saúde.

Todas as mulheres a partir da primeira relação, no entanto, devem realizar exames papanicolau, ultrassonografias intrauterina e sorologia completa. “É importante que a mulher crie uma rotina ginecológica com seu médico, que vai definir quais os melhores exames para cada caso. Para mulheres acima de 21 anos, os exames são o preventivo para câncer de colo de útero e o Papanicolau, que precisam ser realizados anualmente”, ensina Barbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho.

Como realizar o descarte

O descarte correto deve ser feito no vaso sanitário, juntamente com água e sabão ou desinfetante. “Após lavar as mãos, sempre que for retirar o coletor da vagina deve-se apertar a base do coletor para desfazer o vácuo que se forma pela permanência dele no local, e depois removê-lo lentamente e desprezar todo o conteúdo no vaso sanitário. Lavá-lo, lavar as mãos e, depois, reinseri-lo”, ensina Karla.

É importante lembrar também que existem riscos de higienização incorreta do copo coletor, assim como para o uso de absorvente por tempo maior que o indicado. “São infecções genitais, como corrimentos e o choque tóxico, ou seja, uma infecção generalizada que pode acontecer também se a mulher passar do prazo de troca de absorventes convencionais internos e externos”, alerta Murayama.

Como higienizar o coletor

Confira abaixo a dica dos especialistas para higienizar o coleto e evitar o risco de infecções.

. Lave com água quente e sabão durante o período menstrual.

. Após o término do uso, esterilizar com água fervente e guardar em recipiente hermeticamente fechado.

. Caso necessário, utilizar uma escova de dente exclusiva para a limpeza do coletor.

. Ferva-o sempre que iniciar um novo ciclo

Fontes: Ricardo Luba, ginecologista (www.ginecologialuba.com.br); Clícia Quadros, ginecologista, e Janifer Trizi, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Brasil

Acesse o link do Portal Ativo Saúde: https://www.ativosaude.com/saude/saude-da-mulher/coletor-menstrual-o-que-e-e-quem-pode-usar/

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É POSSÍVEL MESMO ESTAR GRÁVIDA SEM SABER? SEM SEQUER DESCONFIAR?

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Ao voltar de um dia de trabalho – ela vinha fazendo bicos de limpeza de pisos –, a dona de casa Mariene Lima de Souza sentiu muitas dores logo abaixo dos seios e resolveu descansar um pouco. Como a dor não passava, pediu para uma amiga levá-la ao pronto-socorro. Depois de um exame inicial, o médico que a atendeu pediu um exame e falou que queria “tirar uma dúvida”. Com o resultado em mãos, a dúvida foi tirada: ela estava grávida. “Fiquei em choque. Eu não estava namorando ninguém, fazia muito tempo que não fazia sexo, e estava grávida? Falei que não era possível, mas ele me mostrou o resultado e disse que as dores eram, na verdade, contrações do trabalho de parto”, lembra. Isaac, hoje com dois anos, nasceu na mesma madrugada, de parto normal. “Não tinha nada para ele, uma roupinha, nada. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo”. “Eu estava tomando pílula, achava que fosse impossível engravidar” A advogada Luiza Bastos pelo menos teve um mês para se preparar para o nascimento do bebê. Durante sua corrida matinal diária, ela sentiu uma dor forte em um ponto “esquisito” da barriga. “Achei que fosse só uma dor de esforço, mas no trabalho passei muito mal quando tomei café. Meu chefe me deu o dia de folga e ainda brincou que era capaz de eu estar grávida. Ri muito. Eu estava tomando pílula, achava que fosse impossível engravidar”, conta. A brincadeira do chefe se confirmou à tarde, quando ela decidiu checar no hospital o que eram aquelas dores. Assim que a médica da triagem apalpou a barriga de Luiza no local da dor, falou, sem rodeios, que ali havia um bebê. O exame de sangue indicou uma gestação de aproximadamente 35 semanas – um bebê é considerado pronto para nascer na 38ª semana. Adriana nasceu de 39 semanas, por meio de uma cesárea, e agora tem dois meses de vida. “Fizemos um chá de bebê express, conseguimos montar um enxovalzinho. Mas meu marido precisou comprar uma banheira com trocador às pressas, porque a que compramos pela internet não chegou a tempo”. Mas elas não sentiram os sintomas de gravidez? Tanto Mariene quanto Luiza garantem não ter sentido nenhum dos principais sintomas de gravidez – como enjoos, tonturas, aumento dos seios – ao longo de todos aqueles meses. Para a ginecologista e obstetra Lilian de Paiva Rodrigues, da Comissão de Assistência Pré-Natal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), existem duas possibilidades: ou elas realmente não tiveram nada ou tiveram e não perceberam. “A maioria das mulheres enjoa na gravidez, algumas de forma bem grave, mas outras não sentem isso. E tem aquelas que, por causa de alguma intolerância alimentar ou uma questão qualquer de saúde, sentem enjoos regularmente, então não dão importância ao enjoo que indicaria a gestação”, afirma. Também é preciso considerar o aspecto psicológico, segundo a médica: se a mulher não está tentando engravidar e está usando algum anticoncepcional, por que associaria qualquer sintoma a uma gestação? “Todas terão inchaço nos seios e aréolas escurecidas, só que, como gravidez não faz parte das coisas em que ela pensa, não existirá essa percepção do próprio corpo”. E a menstruação? É possível menstruar durante a gravidez? Não, não é possível ter ciclo menstrual ao longo de uma gestação, por mais que algumas mulheres digam que menstruaram normalmente – caso de Luiza. “Esses sangramentos não são menstruação. Eles podem ser relacionados a pequenas intercorrências da gravidez, a um descolamento da placenta”, explica o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Febrasgo e da AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists). “Se a mulher soubesse que estava grávida, iria investigar o sangramento, seria afastada do trabalho para repouso, para preservar o bebê. Quando não sabe, acha que não é nada anormal e segue a vida”. Além disso, Lilian e Ricardo esclarecem que os padrões menstruais variam muito de mulher para mulher. Tem as que não menstruam nunca, seja por usar um anticoncepcional hormonal que suspenda os ciclos ou por causa de alguma doença que os impeça, como a síndrome do ovário policístico. “Se o anticoncepcional falha, ela continua não menstruando e pronto. Nem tem o que perceber”, diz Lilian. Outras têm menstruações superirregulares – caso de Mariene –, então nem se dão conta de que os meses estão passando sem nenhum sangramento. Quando a vida é corrida demais, isso pode passar despercebido mesmo. Gente, e é possível estar grávida e não ter barriga de gestante? Não existe fórmula matemática para definir o formato de uma barriga de gravidez. Ela pode ser grande, pequena, redonda, pontuda, alta, baixa e mesmo quase imperceptível. Tudo depende do tipo físico da mulher e da posição do bebê no útero. Lilian é categórica quanto ao fato de que ALGUM volume extra na barriga haverá, mas explica que se o bebê estiver na transversal (atravessado como se estivesse deitado, em vez de encaixadinho), por exemplo, a barriga pode ficar mais para os lados, dificultando que ela seja notada. É o que provavelmente aconteceu com a advogada Luiza, que creditou o volume abdominal a… gases. “Cortei refrigerante e água com gás, tomei um monte de chás diuréticos, mas só desinchei mesmo quando a Adriana nasceu”, diverte-se. A ginecologista e obstetra ressalta, ainda, que muitas mulheres, por não terem a barriga “malhada”, não associam o aumento abdominal a uma gravidez e pensam que deram uma engordadinha ou estão com “barriga de chope”. Afinal, quem nunca ficou com uma pancinha de excessos, né, migas? A vida normal quando não se sabe da gravidez pode trazer algum prejuízo? Luiza diz que a notícia da gravidez, apesar de inesperada, foi uma alegria para ela o marido. Mas confessa ter ficado muito preocupada com o fato de ter tomado pílulas anticoncepcionais por todos aqueles oito meses e por não ter feito o pré-natal. Mariene, obviamente, também não passou pelas consultas periódicas para ver o desenvolvimento do bebê. Não há motivo para muita preocupação, segundo Ricardo Luba. “A pílula não causa nenhuma má formação cerebral ou física”, afirma o ginecologista e obstetra. Quanto a não fazer o pré-natal, elas foram agraciadas com gestações sem intercorrências. “O pré-natal existe para que qualquer alteração da mãe ou do bebê seja detectada e tratada, para que a gravidez evolua de forma adequada e a mulher faça um parto da melhor maneira. As mulheres que são pegas de surpresa por uma gravidez avançada e estão com tudo certinho realmente têm sorte”, avalia Lilian. Ricardo conta que cerca de 80% das gestações são de baixo risco, com pré-natal que acaba sendo apenas um acompanhamento. Estes casos com final feliz, portanto, se encaixam na maioria. “Apesar de nós, médicos, os bebês continuam nascendo e a humanidade segue”, finaliza. E muita gente pensando que aquele programa “Eu não sabia que estava grávida”, do Discovery, fosse o maior exagero…   Acesse o link do Portal MdeMulher: http://mdemulher.abril.com.br/saude/e-possivel-estar-gravida-sem-saber/

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5 DORES COMUNS DURANTE A GRAVIDEZ E COMO AMENIZÁ-LAS

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Gravidez não é doença, mas não é raro que a mulher se sinta desconfortável. Afinal de contas, o corpo se transforma para que o bebê cresça e se desenvolva. Mais hormônios, mais peso, novo centro de gravidade, uma nova vida crescendo… Ufa!

“Não é regra, mas faz parte da gestação, o problema é quando a dor é aguda, muito incômoda e só piora”, comenta o ginecologista Ricardo Luba, do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Fatores como estresse, sedentarismo e excesso de peso aumentam as queixas, mas há algumas dores que acompanham grande parte das futuras mães do momento em que o teste dá positivo até o parto. Veja quais são e passe por todos esses estágios sem crise.

Cabeça

Primeiro, a boa notícia. Grande parte mulheres com enxaqueca crônica na verdade melhoram enquanto estão grávidas. “Mas algumas experimentam a piora do quadro, assim como as alterações hormonais podem provocar crises em quem não as tem normalmente”, contrapõe Marcos Wengrover Rosa, ginecologista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

A enxaqueca aparece em qualquer período da gravidez por conta de seus gatilhos mais famosos, como excesso de café (ou a falta) e alguns alimentos. Mas mesmo as mais experientes no assunto não devem tomar o remédio de sempre, pois muitos analgésicos são contraindicados para gestantes. O ideal é definir com o médico a melhor abordagem.

Fora isso, quando a barriga começa a aparecer, as alterações de postura e a sobrecarga na coluna são agentes causadores de cefaleia, assim como estresse e cansaço. Há uma situação ainda em que a dor de cabeça é mais preocupante. Mais para a frente, por volta da 28ª semana, quando a dor é na região da nuca ou aparece como uma forte pressão na testa, pode ser sintoma de pré-eclâmpsia, a hipertensão típica da gestação. O quadro é sério e exige atenção médica e tratamento.

Cólica

É normal sentir. “É a adaptação do útero ao desenvolvimento da placenta. Ele se contrai enquanto aumenta de tamanho e, por ser um músculo potente, essa contração é sentida como cólica”, comenta Wengrover.

Esse estica-e-puxa dura pelos nove meses, por isso algumas mulheres têm o incômodo mesmo quando o bebê já está maior. Compressas quentes ajudam, mas os médicos podem também indicar antiespasmódicos, como os da cólica menstrual.

O problema é quando a cólica vem acompanhada de sangramento ou é muito severa. “Quando a mulher não fica confortável em nenhuma posição e a dor só piora pode significar uma ameaça de aborto, infecção urinária e outros problemas”, alerta Luba. Na dúvida, melhor checar com o médico.

Costas

No terceiro trimestre da gestação, a barriga aumenta consideravelmente de tamanho e peso. É esse o principal motivo das famosas dores lombares que as gestantes sentem. “Geralmente entre a 24ª a 25ª semana, o centro de gravidade do corpo muda e, se a mulher tenta ficar reta, não consegue pois o peso da barriga a faz tombar para a frente”, explica Wengrover.

Para compensar a carga extra, inconscientemente o corpo da mãe “puxa” com as costas o peso para trás, alterando a curvatura da coluna. “Isso causa estresse muscular e a sensação de dor e as sedentárias podem sofrer mais com o despreparo dos músculos”, completa o ginecologista.

Compressas de água quente são bem-vindas, mas a melhor maneira de aliviar o problema é equilibrando a postura. “Pilates e fisioterapia são ótimos, mas mesmo as caminhadas leves já ajudam”, comenta Ricardo Andrade Freire, também ginecologista e obstetra, do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo.

Acupuntura e RPG também são terapias complementares comprovadamente benéficas e recomendadas nesse cenário, mas yoga e pilates estão contraindicados se a mulher já estiver sentido dor.

Em alguns casos, a dor na lombar pode ser o reflexo de uma infecção urinária e até de cálculos renais. Especialmente se for muito aguda, de um lado só ou acompanhada de febre e outros sintomas.

Pernas e braços

A sobrecarga também pode se refletir nos membros. Primeiro, porque para acomodar melhor o peso, a gestante tende a caminhar com as pernas um pouco mais abertas, o que sobrecarrega a musculatura.

Fora que, quando o nervo ciático inflama – outra situação possível no final da gravidez – ataca não só a coluna, mas também as pernas. Já o inchaço temporário provocado pela retenção de líquidos provoca incômodo no local e dor nas articulações: cotovelos, joelhos, punhos e por aí vai.

Seios

Essa é outra chateação que dá as caras com muita frequência, conforme a mama começa a crescer e se preparar para produzir o leite. Pode surgir já no primeiro trimestre e tende a piorar conforme cresce o tamanho.

“A grande maioria das mulheres sente dor local durante a gestação, mas a intensidade depende de fatores como o tamanho da mama”, comenta Freire. Para amenizar, há sutiãs especiais para gestantes, sem bojo e com sustentação reforçada.

Contudo, se a dor vier acompanhada de vermelhidão e calor na região afetada e febre, pode haver uma inflamação no local. Nesse caso – como em todos os outros – vale a regra: na dúvida, cheque com o seu médico.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: http://bebe.abril.com.br/gravidez/5-dores-comuns-durante-a-gravidez-e-como-ameniza-las/

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ÁLCOOL EM EXCESSO E CIGARRO AUMENTAM AS CHANCES DE INFERTILIDADE NAS MULHERES

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Diversos podem ser os motivos para a infertilidade feminina: desde doenças ginecológicas até o consumo excessivo de bebidas alcóolicas e o ato de fumar. Isso porque o álcool age diretamente no cérebro, órgão ligado às funções reprodutivas e sexuais. Aquele drink aparentemente inocente, portanto, pode afetar a produção dos hormônios femininos e levar à infertilidade.

“Nas mulheres, o álcool em excesso altera a qualidade dos óvulos e o processo ovulatório, chegando, em alguns casos, a interromper a ovulação”, explica Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

O médico ainda acrescenta que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode ser responsável pelo aumento de tempo para engravidar em até três vezes mais que o habitual.

Três taças por semana já podem causar infertilidade

Especialistas ainda alertam que, em muitos casos, os efeitos do álcool são irreversíveis. Por isso será preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado para a infertilidade.

“Estudos comprovam que mulheres com hábitos de consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, como três taças de vinho por semana, podem reduzir a capacidade de engravidar em dois terços”, afirma o ginecologista.

E de acordo com a ginecologista e obstetra Maria Rita Curty, a recomendação é que mulheres que pretendem engravidar, cessem o consumo de álcool durante três meses, para que os níveis hormonais voltem ao normal.

“Mas vale lembrar que a quantidade de estrogênio não voltará aos mesmos níveis de antes”, esclarece Ricardo Luba, ginecologista membro da SBRH e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Os males do cigarro para quem quer engravidar

Além do álcool, o ato de fumar também pode causar infertilidade, pois os componentes do cigarro prejudicam a qualidade do óvulo e a formação do embrião.

“Mulheres fumantes apresentam óvulos de pior qualidade devido ao aumento dos radicais livres de oxigênio e o estresse oxidativo”, aponta o Dr. Rosa Filho. Pesquisas afirmam que a fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia.

Por isso, a conscientização sobre os fatores que podem causar a infertilidade é muito importante para que o casal que sonha em engravidar repense sobre os seus hábitos.

“Como disse anteriormente, cada caso é um caso, muitas situações são irreversíveis, e é preciso procurar ajuda profissional para avaliação e decidir qual o tratamento adequado”, pondera o ginecologista.

Alternativas para ser mãe

Quando o vício do cigarro ou álcool destrói o sonho de ser mãe pelas vias naturais, especialistas apontam alguns procedimentos alternativos. Um deles se dá através de doadora anônima, que oferece seus óvulos por meio da clínica de reprodução humana.

“A chamada ovodoação é realizada de forma totalmente sigilosa e anônima, sendo que apenas a clínica tem conhecimento da identidade da doadora e da receptora”, aponta o Dr. Rosa Filho.

O óvulo da doadora é fecundado pelo espermatozoide do marido da receptora. Após a fertilização do óvulo, o embrião gerado é transferido para o útero. Nesse tratamento, a receptora precisa tomar medicamentos para o espessamento do endométrio, necessário para a gestação.

“O tratamento possui alta taxa de sucesso, que chega a até 70% por tentativa”, afirma o ginecologista.  Outro dos tratamentos de reprodução assistida, e também o mais conhecido,  é a fertilização in vitro, realizada em laboratório com preparo do sêmen e dos óvulos.

Nesta técnica, a mulher é estimulada a produzir mais óvulos com a administração de hormônios. A coleta dos óvulos é realizada por uma punção realizada por via transvaginal, sob anestesia. Mas, para não precisar passar por esses procedimentos, a dica é não exagerar no álcool e esquecer o cigarro.

Acesse o link do Portal A Revista da Mulher: http://arevistadamulher.com.br/ginecologia/content/2448340-alcool-em-excesso-e-cigarro-aumentam-as-chances-de-infertilidade-nas-mulheres

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QUEM DEVE USAR ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL? IDEAL PARA QUEM ESQUECE A PÍLULA + 4 CASOS

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Com opções mensais e trimestrais, a injeção contraceptiva atrai quem não quer o compromisso de tomar pílula diariamente ou mulheres que a esquecem com frequência. No entanto, assim como os demais métodos, a indicação do anticoncepcional injetável deve ser individualizada e exclui alguns casos. Como age? Uma única injeção armazena hormônios e os libera em pequenas doses no organismo, o que justifica o efeito que dura de 30 a 90 dias, a depender da versão utilizada. Ambas as opções possuem diferentes composições, sendo que algumas utilizam estrogênio com progesterona e outras apenas apenas progesterona. Sua ação é igual a da pílula oral: consiste na inibição dos hormônios FSH e LH, de modo a evitar ovulação, deixar o muco cervical - encarregado de conduzir os espermatozoides até o útero - inadequado e ainda afinar o endométrio - camada em que o embrião se implanta em caso de gestação. Quem pode anticoncepcional injetável? A injeção anticoncepcional é especialmente indicada em 4 casos: Pós-parto Mulheres que estão amamentando podem apenas tomar anticoncepcionais feitos só com progesterona, uma das opções do anticoncepcional injetável. Problemas gastrointestinais O remédio injetável não passa pelo estômago, como acontece com as pílulas orais. Por isso, não haverá agravamento de acometimentos como úlcera, azia ou refluxo gastroesofágico. Doenças psiquiátricas Mulheres com acometimentos de ordem psiquiátrica estão mais suscetíveis a comportamentos de risco, como sexo sem preservativo, e maior chance de esquecer de tomar a pílula. Cólicas menstruais fortes O anticoncepcional injetável pode reduzir muito e até interromper a menstruação, aliviando as cólicas fortes. Quem esquece de tomar a pílula oral com frequência Se a pílula não for tomada todo dia no mesmo horário, suas chances de falhar podem aumentar. Como a injeção é tomada com espaço de tempo maior a proteção é mais duradoura, basta não esquecer de ir à farmácia no dia correto. Contraindicações O anticoncepcional injetável, especialmente o que possui estrogênio, é contraindicado para pessoas com histórico familiar ou pessoal de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, trombose, doenças sistêmicas e cânceres que são hormônio dependentes, como o de mama e endométrio. Nestes casos, é recomendável recorrer à versão que contém apenas progesterona ou outro tipo de método contraceptivo. O ginecologista e obstetra Ricardo Luba, especialista em reprodução humana, ressalta que pacientes acima de 40 anos ou com sangramento vaginal de causa não conhecida também devem evitar usar o método. Efeitos colaterais Os efeitos indesejados são semelhantes aos das pílulas e variam de acordo com a composição do contraceptivo. "Pode haver retenção de líquido, dor nas mamas, aumento de varizes e principalmente escapes irregulares", explica. Ainda há casos de falta de libido e ausência total da menstruação. Engorda? Apesar de controvérsias sobre os motivos, os médicos ouvidos nessa matéria são unânimes ao afirmar que o anticoncepcional injetável engorda. A médica Andrea atribui o aumento do peso ao inchaço por acúmulo de líquido, já Ricardo Luba afirma que boa parte dos métodos hormonais aumentam o apetite, o que explica a mudança na balança. Mensal ou trimestral: qual escolher? Apenas um profissional habilitado poderá avaliar se o anticoncepcional injetável é mesmo a melhor opção para vocês é mais indicado tomar a versão mensal ou trimestral, com hormônio combinado ou único. Já a aplicação é realizada por um enfermeiro, médico ou farmacêutico qualificado em uma das nádegas.   Acesse o link do Portal Vix.com: http://www.vix.com/pt/saude/547663/quem-deve-usar-anticoncepcional-injetavel-ideal-para-quem-esquece-a-pilula-4-casos?amp

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QUAIS EXERCÍCIOS POSSO FAZER DURANTE A GRAVIDEZ

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É tempo de aprender a ouvir o seu corpo. Não só porque há uma vida lá dentro, mas porque o seu organismo está diferente e mudando cada vez mais durante essas 40 semanas. Que você não pode deixar de se exercitar durante esse período é fato. E existem inúmeras mamães fitness nas redes sociais provando que isso é possível. Ricardo Luba, ginecologista e obstetra, de São Paulo (SP), lembra que se a gestante já praticava atividade física antes, pode mantê-la com menos intensidade. “Aquelas que não faziam e decidem começar devem procurar uma modalidade leve”, indica o especialista. Na hora de escolher, vale ter em mente os músculos que serão utilizados no parto. “Eles devem ser os privilegiados durante o condicionamento físico, ou seja, a musculatura abdominal, do assoalho pélvico e os paravertebrais”, orienta Ricardo Nahas, médico do esporte do Hospital 9 de Julho, de São Paulo (SP).

Cuidado nunca é demais

Por esse motivo, os médicos afirmam: nada de atividade de contato. “Práticas coletivas, como futebol, basquete e handebol devem ser evitadas. E individuais, como a ginástica olímpica e as modalidades de atletismo que envolvam saltos também são mais arriscadas”, alerta Fellipe Savioli,  médico do esporte, de São Paulo (SP). Como não custa alertar, essa também não é a hora de “viver cada dia como se fosse o único” e se aventurar com skate, esqui ou mountain bike. “Há sempre o risco de acidente. O crossfit também não é indicado”, comenta Ricardo Luba.

Mudanças a cada fase

1º trimestre: neste período, a mulher costuma se sentir mais cansada devido ao aumento de progesterona. “É um sinal de que sua gestação está evoluindo bem, procure desacelerar”, conforta Roberta Gabriel.

2º trimestre: momento de deixar a preguiça de lado. Aqui, a disposição está em alta e a futura mamãe deve praticar atividades que a mantenham em forma.

3º trimestre: o bebê está chegando. Com isso, os dias ficam mais cansativos. O peso já será controlado, portanto a gestante deve optar por modalidades mais tranquilas para se manter ativa e disposta.

Abaixo, confira algumas modalidades recomendadas para gestantes e, com o seu médico, escolha a que mais se adapta à sua rotina e ao seu estilo.

Natação

As atividades aquáticas são muito indicadas. “O motivo disso é elas serem de baixo impacto e proporcionarem leveza ao corpo que vem ganhando peso a cada mês”, justifica Roberta Gabriel, educadora física, do Rio de Janeiro (RJ). Ela afirma que, por ser aeróbica, pode substituir a caminhada quando o corpo estiver muito pesado e com mais dificuldade de locomoção e mobilidade. Mas Ricardo Luba avisa que o esporte deve ser praticado com intensidade de leve a moderada. Outro alerta se dá àquelas que já passaram do sétimo mês. “Nesse momento, o canal de parto já está sendo formado. A modalidade pode proporcionar eventual contaminação interna e deve ser evitada”, explica Ricardo Nahas.

Musculação

Se preferir o ambiente agitado das academias, Ricardo Nahas conta que esses exercícios podem ser feitos desde que com apoio do abdome ou evitando aqueles com hiperextensão da coluna. “Os que comprimem a região da barriga, como os abdominais, não devem ser executados nos segundo e terceiro semestres da gestação”, completa.  Roberta Gabriel afirma que os movimentos são excelentes para fortalecimento. Ela indica os treinos funcionais, pois trabalham com peso do próprio corpo, respeitando as mudanças posturais que acontecem sem ter de se adaptar aos aparelhos.  Vale recordar que, trabalhando os músculos certos, o parto fica até mais fácil de ser executado.

Acesse o link do Portal da Revista Corpo a Corpo: http://corpoacorpo.uol.com.br/fitness/fitness/treino-sob-medida/quais-exercicios-posso-fazer-durante-a-gravidez/11741#

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23 TERMOS MÉDICOS USADOS NA GRAVIDEZ PARA VOCÊ SE FAMILIARIZAR

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Qual é a DPP? E o BCF do seu filho? As siglas e nomes técnicos podem parecer um bicho de sete cabeças, mas muitas vezes se referem a procedimentos simples e comuns da gestação. Confira este pequeno dicionário elaborado com a ajuda de ginecologistas para guiar as mães por um mar de novas palavras – e de mudanças para todos os lados.

1. Altura uterina

Medida feita com fita métrica que acompanha o desenvolvimento da gravidez. Por volta do quinto mês, quando o útero fica visível e o teste começa a ser feito, são cerca de 20 cm entre a bacia e a barriga e a elevação chega na altura do umbigo.

2. Amniocentese

Exame que recolhe líquido amniótico da placenta para investigar possíveis alterações de cromossomos, como a da Síndrome de Down, e outras doenças de origem genética. O teste é recomendado em casos específicos e só pode ser realizado após a 16ª semana de gestação.

3. BCF (Batimentos cardíacos fetais)

A frequência varia entre 120 e 160 batimentos por minutos e vai desacelerando até o momento do parto. Mas é normal que oscile um pouco para além desses parâmetros durante a gravidez. Isso porque as células do coração ainda estão amadurecendo.

4. Bebê a termo

São os nascidos entre a 39ª e a 41ª semana de gestação, duração considerada ideal para a saúde da criança. Até pouco tempo, os nascimentos entre a 37ª e a 42ª semana eram considerados a termo, mas o período foi revisado porque bebês que nascem nas semanas 37 e 38, embora não sejam prematuros, têm maior risco de complicações.

5. Bebê defletido

Quando o feto está na posição correta, a cefálica, de cabeça para baixo, mas o queixo está erguido para cima, como se o bebê estivesse olhando para o chão e não na direção do rosto da mãe – como deveria ser. A inclinação pode ser leve e não impedir a saída pelo canal vaginal, mas se a cabeça estiver muito virada, a cesárea pode ser necessária.

6. Bebê pélvico e córmico

No primeiro caso, o bebê está sentado, com as pernas para baixo. Há manobras que tentam virar o feto, mas é bem comum que a cesárea seja necessária. Já na posição córmica, ou transversal, o bebê está atravessado na diagonal e o parto cirúrgico é obrigatório.

7. Beta-HCG

Hormônio produzido pela placenta que é determinante para detectar a gravidez, mas não só isso. Ele pode também ser medido em outros momentos para avaliar o desenvolvimento da gestação, uma vez que dobra de quantidade a cada 24 horas se está tudo certo.

8. Colostro

Líquido anterior ao leite materno, que pode começar a ser produzido ainda no meio da gestação ou só depois do parto. É um composto rico em proteínas e calorias, mais amarelado e grosso do que o leite propriamente dito. Na transição de um para o outro, a mãe pode ter febre.

9. DPP

Data prevista para o parto. O cálculo soma 40 semanas à data da última menstruação. Um truque que funciona: subtrair três meses desta data e acrescentar cinco dias. Por exemplo, se a menstruação foi até 17 de abril, a previsão de parto é para o dia 22 de janeiro.

10. Fórceps

Instrumento usado no parto ou para auxiliar quando só falta o empurrão final – o fórceps de alívio – ou para virar a cabeça do bebê que não está posicionada corretamente. Esse, chamado de fórceps de rotação, oferece risco maior de lacerações e pode ser substituído por um extrator a vácuo.

11. Hiperêmese gravídica

Quando o enjoo ocasional do início da gravidez se transforma em vômitos excessivos, condição que demanda atenção médica. O quadro pode provocar desequilíbrio no nível de minerais no sangue e até exigir internação.

12. Insuficiência istmo-cervical

Também conhecida como insuficiência do colo uterino. O colo, que liga o útero à vagina, deve estar fechado para segurar o bebê, mas acaba cedendo com o peso da placenta e pode provocar aborto espontâneo tardio ou parto prematuro.

13. Nidação

Quando o embrião se fixa na parede do útero e começa a se desenvolver, processo que costuma ocorrer até a terceira semana de gestação e pode causar um pequeno sangramento e leve desconforto. Tudo normal.

14. Ocitocina

Hormônio produzido no cérebro que auxilia as contrações uterinas no trabalho de parto e também trabalha na liberação do leite materno. Depois do nascimento, ajuda o corpo da mãe a entrar em forma novamente. Quanto mais amamentação, maior a produção da substância.

15. Placenta prévia

Quando a placenta se fixa na parte inferior do útero, mais perto do colo. A condição é rara, mas perigosa: aumenta o risco de partos prematuros e sangramentos. Mulheres com placenta prévia devem ficar de repouso e se submeter à cesariana para minimizar o perigo.

16. Peridural

Tipo de anestesia utilizado em partos normais e cesáreas. Aplicada na região inferior das costas, a mãe perde a sensibilidade apenas da cintura para baixo. Como demora um pouco para fazer efeito, um cateter faz com que a anestesia seja administrada continuamente ou em doses espaçadas.

17. Perímetro cefálico

Tamanho da circunferência da cabeça do bebê. São considerados casos suspeitos de microcefalia, quando o cérebro é menor do que deveria, meninas com perímetro cefálico igual ou menor do que 31,5 centímetros e meninos com menos de 31,9 cm.

18. Pré-eclâmpsia

Picos de aumento da pressão arterial durante a gravidez que, se não controlados, levam à eclâmpsia propriamente dita, condição que põe em risco a vida tanto da mãe quanto do bebê. É preciso tomar medicamentos e fazer um acompanhamento rigoroso.

19. Puerpério

Os primeiros quarenta dias de vida do bebê. É um período de adaptação para a mulher tanto fisicamente, com o corpo retornando à forma anterior à gestação, quanto psicológico, com as mudanças no cotidiano e os cuidados com o recém-nascido.

20. Raquidiana

Outra anestesia comum nos partos, a raquidiana também tira a sensibilidade apenas da metade inferior do corpo. De efeito instantâneo, pode ser administrada no parto normal ou cesárea em momentos de dor aguda.

21. Temperatura basal

Quando a mulher está ovulando, a temperatura aumenta um ou dois graus. Por isso, quem deseja engravidar pode usar o termômetro para saber se o momento é propício. Mas esse não é um método preciso e deve ser utilizado apenas como auxiliar.

22. Translucência nucal

Medida da quantidade de líquido na nuca do feto no primeiro trimestre da gravidez, durante o primeiro ultrassom morfológico. Se a quantidade é maior do que deveria, há risco elevado de Síndrome de Down e outras alterações cromossômicas.

23. Ultrassonografia

O exame mais famoso da gravidez é realizado em diversos momentos. O comum é mais básico e acompanha a saúde geral do feto e o andamento da gestação. Já o morfológico, que avalia com mais detalhes as medidas e a anatomia do bebê, é solicitado em duas ocasiões: na 12ª semana e no período entre 20 e 24 semanas. Os dois são feitos com o mesmo aparelho, o que muda é a profundidade da análise.

Fontes:

– Paulo Nowak, ginecologista e obstetra da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

– Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: http://bebe.abril.com.br/gravidez/23-termos-medicos-usados-na-gravidez-para-voce-se-familiarizar/

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NOVOS ESTUDOS APONTAM BENEFÍCIOS DA AMAMENTAÇÃO PARA AS MÃES

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Uma grande pesquisa com mais de 26 mil mulheres confirmou uma associação feita há tempos pela ciência: mulheres que amamentam tem menos risco de desenvolver câncer de endométrio. O trabalho, coordenado pela Universidade de Brisbane, na Austrália, reuniu dados de cinco países e concluiu que, entre as mulheres que já tinham sido lactantes, houve um risco 11% menor de desenvolver tumores na parede do útero.

A proteção vem da queda na produção do estrogênio durante a amamentação. “O organismo diminui esse hormônio para garantir que o leite continue sendo produzido, e o câncer de endométrio, assim como o de mama, está ligado à exposição do organismo a essa substância”, explica Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

Com menos estrogênio em circulação, o corpo da mãe é poupado por um tempo de uma exposição que pode levar também ao câncer de mama — essa relação sim, já bem estabelecida pela ciência. “O fato de diminuir a produção ainda que por alguns meses ajuda a atrasar o surgimento ou mesmo reduzir a incidência dessas doenças”, completa o médico. No estudo australiano, o benefício foi mais significativo em mulheres que amamentaram por seis meses.

Mais peito, menos dor

Fora a proteção anti-tumores, uma pesquisa divulgada nesta semana revelou que a amamentação pode ainda atenuar as dores que as mães sentem depois da cesárea. O grupo de cientistas do Hospital Universitário Nuestra Señora de Valme, em Sevilha, na Espanha, chegou a essa conclusão depois de analisar 185 mulheres que fizeram cesariana.

Entre as que tinham amamentado por menos de dois meses, 25% apresentava dor na região da cirurgia por até quatro meses depois do parto. Já entre o grupo que amamentou por mais de dois meses, o índice de incômodo caiu para 8%.

O trabalho, publicado nesta semana pela Sociedade Europeia de Anestesiologia, é um dos poucos a explorar esse possível efeito analgésico. Por isso, ainda não dá para explicar o porquê do benefício. O que os autores investigam agora é se a ansiedade, que pode dar as caras durante os possíveis percalços do aleitamento, teria alguma influência no manejo e no surgimento da dor.

Acesse o link do Portal Bebê.com.br: http://bebe.abril.com.br/amamentacao/novos-estudos-apontam-beneficios-da-amamentacao-para-as-maes/

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O UE É DESCOLAMENTO DE PLACENTA, PROBLEMA VIVIDO POR ELIANA

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Nesta última semana, a apresentadora Eliana, grávida de 4 meses, usou suas redes sociais para anunciar aos fãs o afastamento do programa homônimo que apresenta aos domingos no SBT. O motivo? Uma indicação médica de repouso devido à condição chamada de “descolamento de placenta”, que pode ocorrer a partir da 20ª de gestação.

“Por conta desses acontecimentos que não podemos controlar, estou em repouso por ordens médicas. Tive um descolamento na placenta. Sei que não depende só da minha vontade, do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir. Preciso salvar minha filha de um parto extremamente prematuro. Tenho fé que, em breve, trarei boas notícias”, disse em um vídeo publicado em seu Instagram.

O descolamento acontece quando porção da placenta, órgão onde o feto permanece até seu nascimento, se desprende da porção uterina endometrial. Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, explica que se trata de uma alteração da segunda metade da gestação e que a gravidade varia de acordo com cada paciente.”

“Há descolamentos menores que geram dor e desconforto e os maiores, que podem causar sangramentos intensos. Em ambos os casos o repouso é fundamental para minimizar os riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê. O uso de medicações cujo princípio ativo é a progesterona, geralmente, é indicado para que o útero diminua seu estado de contração visando a uma maior permanência do bebê na barriga da mãe até o período considerado “termo”, o qual corresponde a idade gestacional entre 37 a 40 semanas”.

Ele completa: “Nos casos mais graves que podem ser identificados por sangramento vaginal ativo e útero contraído anormalmente, por exemplo, pode evoluir para uma perda sanguínea importante com risco de choque hipovolêmico. Essa situação de emergência pode representar risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê. Geralmente, nessa situação de emergência, o médico precisa avaliar se é possível controlar ou se é necessário interromper a gestação.”

Em relação aos riscos do descolamento, a prematuridade merece destaque. “Cada semana a mais na barriga da mãe diminui os riscos de prematuridade do bebê, que caso nasça antes do previsto, pode apresentar problemas respiratórios e neurológicos não somente no pós-parto, mas também depois de completar um ano de idade”, elucida o Dr. Renato.

O obstetra e ginecologista Dr. Ricardo Luba acredita que a orientação de resguardo no caso da apresentadora foi prudente: “Essa é a parte mais importante, e a orientação pode permanecer até o fim da gestação para evitar movimentações que minimizem o risco de sangramento abundante e parto prematuro. Além das queixas da paciente, neste caso, a maneira mais efetiva de descobrir o problema é através do ultrassom obstétrico.”

As causas podem variar: traumas como quedas e acidentes de carro, excesso de exercício físico ou esforço, condições como estresse, obesidade e problemas de saúde como deficiência na coagulação, infecções, má cicatrização de cesáreas anteriores e, principalmente, hipertensão, conforme expõe o Dr. Renato.

“Uma das principais motivações é a doença hipertensiva específica da gestação, caracterizada pela pré-eclampsia e eclampsia. A pré-eclampsia consiste no aumento da pressão arterial e ocorre em pacientes gestantes, ou seja, que adquiriram essa condição devido às alterações sofridas pelo corpo decorrentes da gravidez. A eclampsia em si ocorre quando essa elevação do nível pressórico é tão significativo que a paciente convulsiona, podendo acarretar sérios riscos para a saúde da mãe e do bebê. Quando esses sinais se tornam aparentes, os médicos já fazem o diagnóstico clínico e laboratorial e então passam a realizar um pré-natal mais rigoroso, com uma frequência maior de exames e consultas.”

Outra medida tomada pelos especialistas em casos como o da Eliana é a aceleração da maturidade do pulmão do bebê. “O procedimento consiste na aplicação de duas injeções de corticóide com o intervalo de 24h. O uso dessa medicação é feito em qualquer situação em que a paciente possua um risco de trabalho de parto prematuro para minimizar os riscos, afinal, o pulmão do bebê só atinge a maturidade, geralmente, a partir da 34ª semana”, justifica o Dr. Renato.

Mulheres com idade inferior a 18 anos ou superior a 35 anos costumam enfrentar um pré-natal de risco. Outro fator que também pode ser levado em consideração no caso do descolamento de placenta é o tamanho do cordão umbilical, que caso seja muito pequeno, pode gerar uma tração maior com a placenta, onde é fixado, resultando num desprendimento do órgão com relação ao útero.

Acesse o link do Portal da Revista Claudia: http://claudia.abril.com.br/saude/descolamento-placenta-eliana-gravidez/

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RITINHA TEM FILHO DENTRO DO CARRO; VOCÊ SABERIA COMO AGIR NESTA SITUAÇÃO?

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O parto da personagem Ritinha, vivida por Isis Valverde na novela "A Força do Querer", está previsto para ser exibido a partir do capítulo da próxima segunda-feira (29), pela TV Globo. Com contrações, ela sairá da casa da mãe e ficará presa em um engarrafamento, causado por uma troca de tiros entre policiais e bandidos.

Quem acabará auxiliando a futura mamãe será a policial Jeiza (Paolla Oliveira), que vai ajudar o bebê a nascer dentro de um táxi. Se você estivesse no lugar da personagem, saberia como agir nessa situação?

Antes de mais nada, é importante um planejamento por parte da grávida. "Vale ela pesquisar quais são os hospitais mais próximos da casa e do trabalho, até para saber onde chegar mais rápido em uma situação de emergência", destaca Luciana Rocha, que é doula e psicóloga especialista no universo materno.

Mas, mesmo com tanto cuidado, uma situação imprevista pode acontecer, como no caso da novela. E é melhor saber a melhor forma de proceder para tudo dar certo.

1º passo: Telefone na mão

Pegue o aparelho e disque para o serviço de emergência assim que possível. Isso porque, mesmo na impossibilidade de chegar fisicamente ao local, os profissionais poderão orientar todo o processo à distância.

"Existem alguns riscos inerentes ao nascimento via vaginal, como a chance da criança não vir tão rápido quanto deveria, o de machucar o períneo da mãe ou ainda o de ocorrer um sangramento. Por isso, é muito importante esse apoio, mesmo que de longe", explica o ginecologista e obstetra Ricardo Luba.

2º passo: Respirar é fundamental

De acordo com Luciana, é importante lembrar a grávida de continuar respirando. "Quando temos dor, geralmente contraímos todos os músculos, incluindo os pulmões, e nossa tendência é a de segurar o ar", explica a doula, antes de completar. "Assim, peça para que a mulher se concentre na respiração dela".

Isso é válido enquanto as contrações estiverem mais ritmadas. Depois, vem o período expulsivo, que é quando o bebê coroa--a cabeça surge no canal vaginal da mulher. Chegou a hora do nascimento. "Aí não tem como falar para a mãe segurar até chegar ao hospital. A criança vem a partir daquele momento", diz Luciana.

3º passo: A melhor posição

Isso depende muito, diz Loti. "Hoje em dia, tem se falado bastante em ficar de cócoras para se ter o filho, desde que exista uma proteção para que o bebê não caia de cabeça no chão. Facilita mais do que a mulher ficar deitada", diz.

Luciana concorda: "A melhor posição é aquela que a mulher se sente confortável e pede para ficar, seja deitada, de cócoras, de quatro, etc", diz. Então, apenas respeite a vontade da parturiente.

4º passo: Limpe as mãos, se possível

A esterilização será o menor dos problemas no caso de um parto como o da personagem Ritinha. Isso porque, de acordo com a doula, o próprio canal vaginal tem as suas bactérias e está longe de ser estéril.

"Óbvio que não dá para aparar o bebê com a mão imunda, que mexeu no pneu do carro. Mas passar um álcool em gel, desses que quase todo mundo carrega na bolsa, já adianta bastante nesse aspecto", diz.

5º passo: Deixe a natureza agir

O auge do trabalho de parto chegou e, de repente, você está naquela situação em que a cabeça do bebê já está para fora, mas o corpinho ainda continua dentro da barriga. O que fazer? O ideal é ficar atento e aparar de perto a criança para que, quando tudo sair, ela não caia no chão.

No entanto, você não deve tocar no bebê, ao menos que esteja sendo orientado para tal pelo médico ao telefone. "A natureza é muito sábia e a própria criança faz a rotação--momento em que encaixa o ombro no osso da bacia da mãe. Se você a toca de forma errada, pode causar uma reação e ela travar essa rotação, iniciando um problema bem sério", diz Luciana.

Um medo bastante comum, quando apenas a cabeça está do lado de fora, é pensar que o bebê vai asfixiar. Isso não ocorre, segundo a doula, pois ele ainda respira com a ajuda da placenta. Fique calmo e atento, mas aguarde.

6º passo: Apresente mamãe e bebê e espere o socorro médico

Após o nascimento, saiba que nem toda criança chora de primeira. Por isso, evite dar qualquer tipo de "tapinha", com o intuito de fazê-la abrir o berreiro. Ela vai acabar fazendo isso sem a sua intervenção.

"Simplesmente coloque o bebê deitado sobre o peito da mãe, algo muito importante. Depois, vale a pena cobrir os dois com algum casaco ou tecido, para manter a temperatura corporal, e continuar aguardando o atendimento especializado", recomenda Luciana.

Sabe o cordão umbilical? Deixe a equipe de socorro cuidar disso. Também é fundamental que a mãe e o filho sejam encaminhados para o hospital mais próximo assim que possível. No caso da mulher, até para conferir se a placenta foi completamente expulsa do corpo após o parto, quando perde a sua função e existe o risco de necrose daquele tecido. "Exatamente por isso que sempre oriento um parto assistido por um médico" diz Luciana.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/05/27/ritinha-tem-filho-dentro-do-carro-voce-saberia-o-que-fazer-nessa-situacao.htm

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AO SOM DE ANITTA E SAFADÃO, GESTANTE DANÇA PARA FACILITAR TRABALHO DE PARTO

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Para se preparar para dar à luz Cecília, sua primeira filha, Marcela Lessa “dançou” a música “Você Partiu Meu Coração”, hit nas vozes de Anitta e Wesley Safadão, na maternidade. Até esta segunda-feira (15), o vídeo com a performance havia alcançado 30 mil visualizações no Facebook. O que parece apenas uma gravação que se tornou viral por ser engraçadinha tem um nome científico e uma finalidade: fisioterapia pélvica.

No vídeo, Marcela é acompanhada pela fisioterapeuta Thalita Freitas, especializada em saúde da mulher pela USP (Universidade de São Paulo). “Quem vê pode pensar que é só uma dancinha qualquer, mas são exercícios orientados para cada fase do trabalho de parto. A música foi escolha da parturiente, mas o objetivo ali é fazer movimentos que ajudem o bebê a descer e a se encaixar no canal de parto. Eles ainda ajudam a tirar o foco da dor da contração”, explica a profissional.

Segundo Thalita, desde que a gravidez seja saudável, não há contraindicação para a fisioterapia pélvica. O ginecologista e obstetra Alberto Guimarães confirma a fala da fisioterapeuta. “Se a mulher não tem nada que a impeça de ter um parto normal também não terá problema algum em executar movimentos como os do vídeo.”

Guimarães diz que se trata de mais um recurso à disposição da mulher para atravessar o trabalho de parto. “A movimentação ajuda o bebê a se encaixar, o que aconteceria também se a mãe andasse, por exemplo. Mexer-se ainda pode minimizar o desconforto da contração, sendo uma alternativa não medicamentosa para enfrentá-la.”

Para o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, é fundamental que essa movimentação tenha sido liberada pelo médico que acompanha a mulher e acompanhada ou de um fisioterapeuta ou de um enfermeiro obstetra.

A fisioterapeuta Thalita conta que Marcela começou a ter contrações às 2h30 e chegou ao hospital às 10h30, quando elas ficaram ritmadas. “Assim que ela foi internada e avaliada pelo médico, começamos a fazer os exercícios. Os movimentos foram variando de acordo com a posição da bebê na pelve dela. Na hora do vídeo, ela estava com sete centímetros de dilatação. Duas horas e meia depois, ela atingiu os dez [grau máximo que possibilita o nascimento].”

Acesse o link do Portal UOL:  https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/05/15/ao-som-de-anitta-e-safadao-gestante-danca-para-facilitar-trabalho-de-parto.htm

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8 FATOS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CANDIDÍASE VAGINAL

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Um recente estudo publicado em um periódico inglês estimou que 75% das mulheres já tiveram ou terão em algum período de sua vida um episódio de candidíase vaginal. A infecção fúngica que atinge a região vaginal, tanto masculina quanto feminina, é extremamente comum, podendo ocorrer nas mais diversas faixas etárias, e por uma série de motivos. As maneiras de identificá-la e preveni-la são simples, como explica o Dr. Ricardo Luba, ginecologista e obstetra a CLAUDIA, além de expor 8 questões fundamentais relacionadas à doença. Confira:

CLAUDIA: Como surge a candidíase e quais são suas causas?

Dr. Ricardo Luba: O fungo candida albicans vive no ambiente vaginal, seja no da menina, da mulher adulta. É responsável também por causar infecções orais. Há também outros tipos de cepas e fungos vivendo no nosso organismo que podem desencadear essas doenças, mas esta é a mais comum. É tão frequente que cerca de três em cada quatro mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase no decorrer de suas vidas.

O motivo mais recorrente é o início da vida sexual, que acaba gerando um desequilíbrio no pH da vagina por alterar a incidência de bactérias e fungos que coexistem neste ambiente. No caso da primeira relação, o que ocorre também com bastante regularidade é a infecção urinária. Outro fator que pode ser desecandeante da candidíase é a alteração da temperatura desta parte do corpo humano, que pode acabar favorecendo o crescimento ou a morte de algum organismo. A umidade também ser outro agente causador da infecção. Essas três constantes — pH ou acidez, temperatura e umidade — precisam estar numa constante adequada.

Por exemplo, se você utiliza uma calcinha de lycra num dia superquente, a temperatura e a umidade da vagina certamente serão elevadas. Ou então se você fica de biquíni molhado o dia inteiro na praia, ou também se tem muitas relações sexiais. São atitudes corriqueiras que a maioria das mulheres já tomaram alguma vez na vida e são altamente prejudiciais para a saúde da região vaginal. Mas a candidíase não pode ser considerada uma DST porque a mulher pode desenvolver mesmo sem ter tido relação sexual, mas quando há, é sempre interessante que tanto a parceira ou o parceiro sexual também façam o tratamento. Há pessoas que têm uma tendência maior de desenvolver a infecção, o que chamamos de candidíase de repetição, isto é, mais de duas vezes em seis meses ou mais de três no período de um ano.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são sempre muito claros: dor, coceira, vermelhidão, corrimento branco, que se assemelha a nata de leite, sensação de secura vaginal etc.

Como o diagnóstico pode ser feito?

Na maioria das vezes as pacientes relatam as queixas e então examinamos através do papanicolau. Mas há também a possibilidade de realizar uma cultura de secreção vaginal junto com uma pesquisa de fungos, para descobrirmos qual tipo de cândida a mulher apresenta.

Há uma série de receitas caseiras para tratar a candidíase? Como saber qual delas funciona?

Como o pH ideal da vagina é geralmente um pouco ácido, ou seja, em torno de 4,5; algumas pessoas recomendam fazer banho de assento com vinagre ou com leite fermentado, este último por ter lactobacilos vivos, organismos também presentes na vagina para tentar regularizar a flora vaginal. O problema de fazer receitas caseiras é que não há uma exatidão no diagnóstico, então, se você tiver com uma infecção bacteriana, no caso do leite fermentado, estará colocando mais bactérias na região.

O mais indicado, portanto, é procurar um médico ou até mesmo farmacêuticos que estejam aptos a auxiliar. Medicamentos com cloridrato de benzidamina, cremes especializados, antifúngicos de via oral também são indicados. Mas é fundamental que exista a prescrição e o acompanhamento médico porque algumas mulheres podem ter desenvolvido uma cândida mais resistente, ou outro tipo de infecção mista, isto é, bacteriana e fúngica, e não sair procurando coisas na Internet porque corre o risco de se prejudicar ainda mais com isso. Em alguns casos, diminuir a ingestão de carboidratos e chocolate pode ser uma das maneiras de diminuir a incidência da infecção. Em outros, pode ser uma deficiência do sistema imunológico.

Quais são as formas mais efetivas de prevenção?

O ponto-chave da prevenção é a higiene vaginal. Não se lavar corretamente e lavar a região demais são duas atitudes prejudiciais, porque algumas bactérias são fundamentais para o bom funcionamento da região, então se você mata muitas bactérias pode favorecer o crescimento de fungos. Muita gente também se queixa da ação de sabonetes íntimos, que acabam usando e sentindo coceira etc. Se você não apresenta problemas com esses produtos, então pode continuar usando, mas é sempre importante estar atenta às substâncias presentes porque você ser alérgica ou desenvolver uma infecção.

Muitas pacientes preferem usar sabonete glicerinado inodoro e incolor por serem neutros e não alterarem drasticamente o pH vaginal. Outra forma de prevenir é usar sempre calcinhas de algodão, evitar peças muito justas com lycra e outros materiais que não trocam umidade. Até mesmo aquelas roupas íntimas que tem forro de algodão. Neste caso, não adianta muito porque se o revestimento é feito de um desses tecidos, o calor e umidade permanecem. Roupas escuras em dias quentes também devem ser evitadas.

O que são fatores facilitadores para o surgimento da candidíase?

São fatores que favorecem condições propícias para o surgimento da infecção. Doenças imunodepressivas, como o HIV, diminui a imunidade. Diabetes e tratamentos com medicamentos como anticoncepcionais, antibióticos e corticoides alteram o pH da vagina. Tudo isso favorece o surgimento de infecções fúngicas também chamadas de micoses.

A depilação e o uso de absorventes podem promover o surgimento da candidíase?

Acredito que a depilação não, mas o uso de absorvente íntimo sim porque pode deixar a vagina muito abafada por longos períodos. É importante respeitar a intensidade do fluxo que você tem. Se for menor, usar absorventes íntimos mais finos, se for maior, usar mais grossos, mas sempre lembrar de trocar com a frequência ideal. Protetores de uso diário abafam mais e aumentam a temperatura. Alguns novos modelos revestidos de outros materiais têm um maior respiro, mas ainda são raros no mercado. O coletor é uma excelente opção neste caso e vem ganhando maior visibilidade no Brasil. Mas é necessário saber qual modelo é ideal para você através da medida do colo de útero, além de higienizá-lo corretamente, ferver depois do fim do ciclo etc.

Algo muito curioso que percebo nas mulheres brasileiras é que, apesar de se depilarem e usarem muitos produtos específicos para a região vaginal, têm pouca tranquilidade de se tocar, não têm essa cultura. Na França, por exemplo, as mulheres têm uma educação sexual voltada para se conhecerem melhor, se manipularem sem dificuldade.

A candidíase pode estar associada a outras DSTs?

A micose pode aparecer com outras infecções vaginais como clamídia, gonorreia etc. Porque o desequilíbrio do pH favorece o crescimento de fungos e bactérias, mas somente pela questão imunológica.

Acesse o link do Portal da Revista Claudia: http://claudia.abril.com.br/saude/8-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-candidiase-vaginal/

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GRÁVIDA DE GÊMEOS, BEYONCE NÃO ABRE MÃO DE SALTO ALTO; PODE ISSO?

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Grávida de gêmeos, a cantora Beyoncé postou em seu perfil no Instagram uma foto em que exibe o look escolhido para encontrar as ex-companheiras do grupo Destiny's Child, na sexta-feira (21), à noite.

A polêmica

A artista anunciou a gravidez em fevereiro, mas não revelou de quanto tempo está. A despeito do visual arrasador de Bey, é inofensivo usar saltos altos na gestação, especialmente os finos?

Pode isso?

Segundo o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, não existe uma proibição sobre o uso de salto na gestação, mas, em geral, os médicos pedem que a mulher deixe esse tipo de calçado no armário.

Luba fala que existem três motivos principais para essa recomendação. O primeiro é que, na gravidez, os ligamentos da mulher ficam mais frouxos, o que a torna mais vulnerável a entorses e fraturas.

“Pode-se pensar que se houver fratura o máximo que acontece é ter de pôr gesso, mas não é bem assim. Em alguns casos, pode ser necessário fazer uma cirurgia, o que não é uma boa quando se está à espera de um bebê”, explica o médico.

O segundo é que, ao longo da gestação, há uma adaptação na coluna no sentido de compensar o crescimento da barriga. Ao usar salto, a mulher pode piorar ou agravar as tradicionais dores nas costas, que fazem parte da fase. O uso do calçado ainda pode expor a mulher ao risco de cair.

Recomendação

De acordo com o ginecologista e obstetra, o salto do tipo fino é a pior escolha para a gestação. Se a mulher fizer questão de calçados do gênero, o melhor é escolher modelos plataformas, com, no máximo, quatro centímetros de altura.

“A verdade é que nós, médicos, gostaríamos que as pacientes vivessem de tênis, que é a melhor opção, mas é óbvio que não dá para usá-lo em todas as situações. Por isso, rasteirinhas e sapatilhas devem acompanhar a futura mãe na maior parte do tempo.”

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/04/22/gravida-de-gemeos-beyonce-nao-abre-mao-de-salto-alto-pode-isso.htm

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5 PERGUNTAS PARA ENTENDER A EPIDEMIA DE SÍFILIS NO BRASIL

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A sífilis é uma doença sexualmente transmissível que acompanha a humanidade desde a Idade Média, quando surgiram os primeiros relatos de cancros nas regiões genitais. Mas o crescimento de 5.000% de casos registrados da enfermidade, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, vem assustando a comunidade médica.

Transmitida pela bactéria treponema pallidum, a patologia que pode ser diagnosticada facilmente no seu primeiro estágio, é de fácil tratamento, caso não evolua para as fases secundária e terciária. Para expor a problemática do que já pode ser considerada uma epidemia, o ginecologista e obstetra Dr. Ricardo Luba conversou com CLAUDIA e respondeu 5 questões que você precisa saber para entender o porquê dela ter se tornado uma doença que não escolhe gênero, faixa etária ou classe social.

Quais são os fatores que fizeram com que a sífilis voltasse a ser uma das doenças sexualmente transmissíveis que mais vitimam brasileiros nos dias de hoje?

O principal fator é a falta do uso de preservativo associado a um comportamento de risco, que implica na rotatividade de parceiros e parceiras. Hoje, há inúmeras possibilidades de manter relações sexuais casuais com os aplicativos de paquera e com as redes sociais. Não há problema em ter uma vida sexual agitada desde que você se proteja e faça exames de rotina com certa regularidade.

Uma das afirmações mais recorrentes sobre essa epidemia de sífilis é que, diferentemente do que muita gente imagina, a doença, hoje, não escolhe idade, sexo, nem classe social. O que isso quer dizer e quais são os perigos da contaminação irrestrita?

Na década de 70, o Brasil também passou por uma epidemia de sífilis semelhante a que estamos vendo agora devido à liberação sexual e aos valores que foram contestados na época. O fato de não ter mais classe social, gênero e faixa etária determinada para a contaminação só expõe que esta falta de cuidado consigo mesmo é algo muito enraizado na mentalidade dos brasileiros. Isso rebate conceitos preconceituosos, tanto é que pessoas do mais alto nível intelectual também podem contrair. Quando descoberta no estágio primário, a sífilis pode ser tratada com uma dose única de penicilina benzatina intramuscular. O problema maior começa a surgir quando o diagnóstico não é feito rapidamente.

Eu falo da negligência com o próprio corpo, mas é algo que vem acontecendo com homens e mulheres ao redor do mundo. Por exemplo, esses dias eu vi um artigo que falava sobre

ChemSex, um tipo de festa inglesa que se assemelha muito às raves. Mas além do abuso do uso de drogas, os integrantes também têm relações sexuais indiscriminadas sob o efeito dessas substâncias. São utilizadas drogas extremamente potentes, que alteram drasticamente as percepções de cada um e geram, além da dependência, uma série de infecções por doenças sexualmente transmissíveis como hepatite, sífilis e até mesmo HPV, porque as pessoas não estão em condição de usar preservativo. gerando problemas de drogas, relação sexual sob o uso de drogas.

Quais são os sintomas e como pode ser feito o diagnóstico?

O primeiro e mais evidente sintoma é a formação do cancro nas regiões genitais, uma ferida indolor que surge, em média, três semanas depois da primeira infecção e some três semanas depois. Caso aconteça esse desaparecimento, você perde a chance de fazer o diagnóstico inicial. Depois, podem levar de seis meses a dois anos para que o paciente comece a apresentar lesões cutâneas, pequenas manchinhas acastanhadas, que já podem ser caracterizadas como parte da sífilis secundária, também chamada de latente.

Você pode nunca mais apresentar nenhum sintoma dependendo do seu estado imunológico, e esses sinais só começarem a aparecer vinte anos depois, já como a sífilis terciária, também chamada de neurosífilis, que causa comprometimento em vários sistemas como o cognitivo, cardíaco, cutâneo e pulmonar. Normalmente, esse estágio acomete pacientes imunodeprimidos, que podem estar desnutridos, possuir HIV ou alguma doença crônica.

O diagnóstico pode ser feito através de dois exames de sangue, o VDRL e o FTA-ABS, esse último descobre o agente. Se o primeiro dá um resultado positivo, indicamos fazer o segundo. Doenças dermatológicas podem ser diagnosticadas com o primeiro, assim como a AIDS e gravidez. Ele também pode apresentar resultado positivo em pacientes que já tiveram sífilis e já foram submetidos ao tratamento, o que chamamos de cicatriz sorológica.

Como se trata de uma patologia transmitida por uma uma bactéria, para a cura é indicado um antibiótico, que neste caso é a penicilina benzatina bezetacil, porque possui uma ação de longo prazo. Para aqueles que são alérgicos à substância, indicamos outros antibióticos que dependem da sensibilidade e da tolerância de cada paciente.

Caso não seja tratada, a sífilis pode matar?

Não, casos de óbito de pacientes que possuem a doença geralmente ocorrem por outras enfermidades relacionadas à imunodepressão, ou seja, porque o sistema imunológico dessa pessoa não está atuando como deveria.

Qual é a diferença entre a sífilis congênita e a sífilis adquirida?

A diferença são as vias de transmissão. A sífilis congênita, também chamada de gestacional, é aquela em que a mulher já possuía quando engravidou. Essa criança, muito provavelmente, apresentará todos os malefícios e alterações relacionadas à doença, como problemas cardíacos, ósseos, cerebrais e cognitivos, além de já nascer portadora da patologia. A transmissão é sanguínea, também chamada de vertical, isto é, da mãe para o filho.

É muito difícil do bebê nascer sem a doença. O que pode acontecer é o efeito ser menor caso você faça um diagnóstico precoce e comece o tratamento durante a gravidez. Por isso que insistimos tanto que além da prevenção, seja feito um pré-natal com uma série de exames para que não haja nenhum problema ginecológico ou nada que contraindique a gravidez antes de engravidar. A adquirida é a sexualmente transmissível.

Acesse o link do Portal da Revista Claudia: http://claudia.abril.com.br/saude/5-perguntas-para-entender-a-epidemia-de-sifilis-no-brasil/

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COCÔ #SemFrescura: QUANTOS DIAS É NORMAL NÃO IR AO BANHEIRO?

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A gente não costuma falar muito sobre cocô, mas o assunto é importante. Você sabe quantos dias dá para ficar sem ir ao banheiro? Apenas UM, no máximo dois.

A pessoa que não faz o número dois cerca de três vezes por semana tem prisão de ventre, que é quando os movimentos do intestino responsáveis por empurrar o cocô até a privada ficam muito lentos.

O público que mais sofre com isso é o feminino, mas o problema também atinge homens. Em 85% dos casos, o intestino preso acontece devido a uma alimentação inadequada, com muita gordura, muito açúcar e pouca água e fibras.

Logo, uma melhora do quadro está associada a beber bastante água e se jogar nas frutas e verduras. Mas é importante fazer boas escolhas. Mamão e ameixa, por exemplo, são ótimos investimentos para não deixar o intestino preguiçoso.

Fazer exercícios e evitar ficar sentado por muito tempo também ajudam na condição e evitam o mau humor que não ir ao banheiro pode causar.

As dicas são da proctologista Sonia Yusuf, do Hospital Santa Cruz, do ginecologista Ricardo Luba, do coloproctologista Sergio Nahas, da nutricionista Carolina Novaes, e de uma pesquisa da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Acesse o link do Portal UOL: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/03/13/coco-semfrescura-quantos-dias-e-normal-nao-ir-ao-banheiro.htm

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ESTRESSE E ANSIEDADE SÃO FATORES DE RISCO PARA A ENDOMETRIOSE

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Descrita pela primeira vez em 1921, a endometriose é a doença ginecológica mais buscada ao redor do globo. E não à toa: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 6 milhões de brasileiras sofrem silenciosamente com o desconforto recorrente durante a eliminação do fluxo menstrual. Ginecologistas e obstetras também destacam um dado alarmante: aproximadamente 50% das jovens que se queixam de cólicas incapacitantes são portadoras de endometriose.

Estudada há quase um século, as causas da enfermidade relacionada ao desequilíbrio hormonal — aumento do nível de estrógeno no corpo — estão, geralmente associadas à teoria da “menstruação retrógrada“, termo usado para se referir às porções do endométrio que, em vez de serem expelidas pela vagina, crescem irregularmente dentro ou fora do útero, tomando, assim, a área dos ovários e das trompas, o que ocasiona o refluxo menstrual. Um recente estudo encabeçado pela ginecologista Dra. Rosa Maria Neme, e desenvolvido no Hospital das Clínicas, em São Paulo, concluiu que o estresse emocional e a ansiedade são alguns dos maiores fatores de risco da doença. O ginecologista e obstetra Dr. Ricardo Luba fala com exclusividade a CLAUDIA sobre as causas e os tratamentos disponíveis:

Veja também: 11 mitos e verdades sobre endometriose

CLAUDIA: O que é a endometriose?

Dr. Ricardo Luba: A endometriose é a presença e o crescimento de um tecido que se chama endométrio, fora da região interna do útero da mulher. Ou seja, em qualquer lugar do corpo que não seja o usual. O útero é formado por uma camada muscular externa (serosa) e por uma interna, chamada de mucosa, onde o bebê cresce durante a gravidez, é nessa última que se encontra o endométrio. Pense, por exemplo, em pegar um pedacinho do tecido do endométrio e colocar no seu braço. Então, toda vez que você menstruar, esse pedacinho vai sangrar por ter aquelas células. A endometriose no útero se chama adenomiose, e pode gerar cólica e dor pélvica, porque você apresenda um aumento gradativo do fluxo menstrual. Esse quadro também pode evoluir para uma hemorragia e anemia.

Quais são as causas da endometriose?

Ninguém sabe ao certo porque a doença aparece. Existem duas teorias que tentam explicar o porquê do seu surgimento. Uma delas analisa que, durante o desenvolvimento embrionário, surjam células endometriais em outros tecidos do corpo e que por algum estímulo, normalmente associado a situações de estresse emocional e ansiedade, a doença comece a ser desenvolvida.

Outra é ligada à “menstruação retrógrada”. Esta se trata de um refluxo do sangue menstrual que volta para a cavidade abdominal. As células endometriais têm enorme poder de aderência, especialmente com as do tecido ovariano, intestinal e uterino. Toda mulher menstruada têm esse refluxo, mas apenas alguma liberam o estímulo para que essas células endometriais continuem vivas, mas esse fator desencadeante ainda é um mistério para a medicina.

Quais são os sintomas?

Geralmente as cólicas representam um indicativo fundamental. Se você tem dificuldade para engravidar também pode ser um sinal. A hereditariedade é um fator crucial, porque há uma taxa de 70% de chance de transmissão de mãe para filha. Por isso é muito importante que as mulheres realizem as consultas e os exames de rotina, tenham um diálogo aberto com seus médicos e insistam nas suas queixas, porque ninguém conhece melhor o seu corpo do que você mesmo. Às vezes o simples fato de questionar o médico fará ele solicitar um exame, seja ressonância ou algum outro (este exame costuma ser um bom método para determinar o diagnóstico), mas há também a possibilidade da lesão não ser identificada durante a ressonância. Neste caso, o fato de não haver lesões não significa que elas não existam, mas que talvez o médico precise utilizar outros meios para encontrá-las.

Como os sintomas podem ser identificados?

É praticamente impossível identificar sozinha. Primeiramente, você precisa observar como o seu corpo age durante o ciclo menstrual, se sente cólica forte, distensão abdominal (inchaço da região), dor constante (especialmente quando está menstruada), e levar todas as suas queixas para o seu médico durante os exames de rotina. O diagnóstico clínico pode ser feito através de um exame de videolaparoscopia (procedimento semelhante à endoscopia, no qual o médico visualiza a cavidade abdominal por meio de uma câmera) para enxergar a lesão. Ressonância, ultrassom, ecolonoscpia, exames de sangue com dosagem de marcador tumoral são complementares e podem ajudar no diagnóstico. Os ginecologistas também precisam valorizar e enteder as necessidades e desconfortos dos pacientes e aliar essas informações aos resultados para determinar o diagnóstico.

O estresse é um fator de risco? Há outros que também podem ser considerados?

Muitos estudiosos acreditam que o estresse e a ansiedade possam ser fatores que desencadeiam o desenvolvimento das células endometriais. Por isso, é necessário que a mulher que esteja apresentando os sintomas citados cuide bem de si, pratique atividade física, se alimente bem, não se cobre tanto no trabalho ou nas relações afetivas. Porque tudo isso diminui a possibilidade de recidiva (reaparecimento da doença), que é altíssima, mesmo após a cirurgia, muitas voltam a ter a lesão, é uma doença bem agressiva.

Há quantos tipos de endometriose?

Podemos segmentar a doença em três tipos: a cística, que é como se fosse uma bolhazinha, onde um cisto encapsulado vai crescendo e que normalmente acomete o ovário; a endometriose típica, que é como se fosse uma lesão acastanhada e aparece sempre na região pélvica feminina e a aípica (que é normalmente branca), essa última provoca muito mais dor que as duas anteriores e surge sempre na região pélvica também. A doença pode se manifesttar nos ovários, no espaço retouterino (localizado atrás do útero), onde está o intestino, na região vesical, intestinal, ovariana, pulmonar, no diafragma, fígado etc.

A endometriose atrapalha a fertilidade feminina?

Sim, a endometriose é a principal causa da infertilidade, mas não é porque você tem a doença que é necessariamente infértil. Há pessoas que engravidam e que só descobrem que são portadoras quando já deram à luz. A faixa etária mais recorrente é dos 30 aos 40 anos, mas há uma tendência cada vez maior da enfermidade se manifestar cada vez mais cedo, nós temos diagnosticado cada vez mais jovens. Acredito que seja porque os ginecologistas têm olhado com outros olhos, valorizando cada vez mais os relatos de cada jovem, investigando mais do que há algumas décadas.

Quais são os tipos de tratamento? É indicado para mulheres que têm a doença anti-inflamatórios e anticoncepcionais?

O tratamento pode ser clínico e/ou cirúrgico. O ciúrgico consiste em, por meio de uma videoscopia ou de uma cirurgia aberta, retirar a lesão. Já o clínico é feito através de um bloqueio hormonal, com algumas medicações específicas e talvez com o uso de anticoncepcionais.

Acesse o link do Portal Claudia Online: http://claudia.abril.com.br/saude/estresse-e-ansiedade-sao-fatores-de-risco-para-a-endometriose/

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TIRE TODAS AS DÚVIDAS SOBRE A SÍFILIS

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Talvez você nem imagine, mas o Brasil vive hoje uma epidemia de sífilis, como admitiu Ricardo Barros, Ministro da Saúde, ao anunciar uma campanha nacional de conscientização para a doença, no último mês de outubro. Trata-se de uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum.

“O primeiro sintoma costuma aparecer na região genital, mais ou menos três semanas após o contágio: uma ferida que não dói, coça ou arde e dura até 21 dias”, explica o ginecologista Ricardo Luba, de São Paulo. “Dentro de dois a seis meses, podem surgir manchas e ínguas pelo corpo, principalmente na planta dos pés e na palma das mãos.” Se não for tratada (o que é feito com antibióticos), a sífilis pode se tornar assintomática por até 40 anos. Nesse período, podem surgir lesões dermatológicas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas graves. “Fazer exames de sangue periodicamente e usar sempre preservativo no sexo são práticas essenciais”, finaliza o médico.

Acesse o link do portal da Revista Corpo a Corpo: http://corpoacorpo.uol.com.br/blogs/mulher-de-corpo/tire-todas-as-duvidas-sobre-a-sifilis/11308#

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CALCINHA PODE SER MAIS PREJUDICIAL DO QUE POLÊMICO TAPA-SEXO DE DANI SPERLE

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Ficou em choque com o tapa-sexo minúsculo que a musa da União da Ilha do Governador Dani Sperle usou na Marquês de Sapucaí, no Rio, na terça-feira de Carnaval (28)? pois saiba que o uso eventual do acessório --que parece uma tiara invertida e fica encaixada na vulva-- faz menos mal à saúde da região íntima do que vestir rotineiramente calcinha modelo fio dental.

“Se o tapa-sexo for usado por um curto período de tempo –como em um desfile— e estiver higienizado, não há problema para a mulher. Já a calcinha fio dental, por ficar em contato direto com a vagina e o ânus, facilita a passagem das bactérias do trato intestinal para o vaginal, podendo causar candidíase [infecção provocada por fungos], corrimento de repetição e até infecção urinária”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

Segundo o especialista, o fio dental não deve ser a lingerie do dia a dia. Embora nem toda mulher vá desenvolver algum dos problemas listados acima, o risco fica aumentado.

Quando se trata de escolher a lingerie ideal para a saúde da região íntima, o ginecologista afirma que as peças feitas de algodão são a melhor indicação. Por permitir que a pele transpire, elas não retêm umidade, como as de lycra.

Para as que fazem questão de caprichar na underwear, mesmo que seja para ir trabalhar, as calcinhas rendadas com forro de algodão são alternativas melhores do que as de lycra.

“A mulher pode usar a lingerie que quiser, mas, ao perceber qualquer alteração, como uma alergia, deve procurar um médico”, diz Luba.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/03/01/calcinha-pode-ser-mais-prejudicial-do-que-polemico-tapa-sexo-de-dani-sperle.htm

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POR QUE VOCÊ NÃO DEVE USAR ABSORVENTE INTERNO POR MAIS DE 4H

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O recente caso envolvendo a britânica Phoebee Bambury, de 19 anos, diagnosticada com Síndrome do Choque Térmico (SCT) após ter usado um absorvente interno, não foi o primeiro. Apesar da raridade da doença, causada por uma infecção bacteriana, no ano de 2015, a modelo californiana Lauren Wasser quase morreu e precisou amputar uma das pernas depois de ter sofrido o mesmo choque de toxicidade.

O primeiro registro encontrado sobre a enfermidade na literatura médica data de 1978. “A principal responsável por acarretar os sintomas de febre alta, dor muscular e de cabeça, vômito, baixa pressão arterial e reações alérgicas é a toxina letal liberada pela bactéria Staphylococcus aureus”, explica o ginecologista e obstetra Dr. Ricardo Luba, de São Paulo.

Ao notar os sintomas que caracterizam a doença, a jovem natural de Londres, que estava na casa do namorado, foi encaminhada ao hospital, onde recebeu soro para se hidratar e foi posicionada em um lugar arejado, com a presença de um ventilador para atenuar sua temperatura corpórea. Mas foi a sua cautela que a salvou. “A mãe de um amigo morreu por choque tóxico, por isso sempre fiquei atenta”, contou a estudante de farmácia a BBC.

Mesmo que os tampões sejam os principais responsáveis pelo desencadeamento da síndrome, a infecção pode ser causada por outros motivos e vitimar, inclusive homens. No caso das mulheres que fazem uso do produto durante o ciclo menstrual, o acúmulo de sangue na região vaginal é o principal culpado, por ser um ambiente favorável — úmido e quente — para o desenvolvimento de fungos e bactérias.

Sobretudo, é fundamental que mulheres conheçam a intensidade de seu fluxo menstrual. Aquelas que apresentam, mensalmente, uma secreção mais acentuada, devem trocar o absorvente com uma maior frequência. isto é, nunca deixar ultrapassar o intervalo de 2h a 4h — principalmente se for interno.

Por ser de caráter raro — com 15 mil casos registrados no Brasil por ano — o diagnóstico do SCT nem sempre é feito com tanta rapidez, mas o médico adverte para a gravidade da situação. “A evolução do quadro é extremamente rápida, tanto é que a doença pode se manifestar no prazo de 3 a 7 dias. Caso não seja identificada e tratada imediatamente, pode culminar em insuficiência renal aguda, impedindo que você excrete as toxinas, além de lesões no fígado, ocasionando anemia e problemas de coagulação. Esses fenômenos podem acarretar a falência de ambos, lesionando, também, outros órgãos e levando à morte.”

Três semanas após ter alta médica, Phoebee está se dedicando a ministrar palestras sobre como prevenir e combater a doença. Uma das maneiras mais efetivas de evitar o diagnóstico de SCT é, certamente, ensinar as meninas desde cedo a cuidarem do próprio corpo.

“Acredito que deveríamos falar mais sobre essa síndrome como parte da educação sexual e das conversas sobre o uso de absorventes e preservativos”, comentou ela. O doutor Ricardo também reitera que o procedimento mais adequado neste caso é a drenagem do local infectado e acrescenta: “Muita gente acredita que o foco da educação sexual é apenas o uso de preservativo, e não é somente isso. Mas também sobre uma higienização correta e a importância de se conhecer bem e ter ciência das suas necessidades.”

Acesse o link do Portal da Revista Claudia: http://claudia.abril.com.br/saude/por-que-voce-nao-deve-usar-absorvente-interno-por-mais-de-4h/

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THAIS FERSOZA ENGRAVIDOU DO 2º FILHO ANTES DE UM ANO; HÁ RISCOS NISSO?

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Pais de Melinda, de seis meses, Thais Fersoza e Michel Teló anunciaram que estão à espera do segundo filho, na sexta-feira (17). Para os pais que sonham com um intervalo pequeno entre um filho e outro –“para que os irmãos cresçam juntos”— é preciso pensar a nova gravidez com cautela, segundo médicos ouvidos pelo UOL.

“O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde dizem que o intervalo entre uma gravidez e outra tem de ser de, pelo menos, um ano e, idealmente, de dois”, afirma o ginecologista e obstetra Fábio Cabar, membro titular da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo) e da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O período serve para que o corpo da mulher se recupere. Entre várias mudanças que acontecem na gravidez, pode-se citar o aumento do volume de líquidos na corrente sanguínea, exigindo mais do sistema cardiorrespiratório da mãe, e a frouxidão da musculatura, que acontece para acomodar o crescimento da barriga. Há também um risco maior para a mãe de anemia por carência de ferro, já que a gestação demanda muito dessa substância do organismo materno.

Via de parto

A questão do intervalo entre gestações ganha um cuidado maior quando o primeiro bebê nasceu de cesárea. Isso porque, nessa via de parto, é feita uma incisão que atinge sete camadas de pele e é necessário dar ao corpo tempo para cicatrizar esse corte.

“Antes de um ano, há um risco aumentado de ruptura do útero na área da cicatriz da primeira cesárea, durante o trabalho de parto”, afirma o ginecologista e obstetra Ricardo Luba, também membro da Sogesp.

Segundo Luba, a complicação é rara, mas deve ser considerada durante o pré-natal. “É possível acompanhar a espessura do útero por meio de exames de ultrassom.”

Para o especialista, a grossura do órgão deve ser considerada na hora da definição da via de parto do segundo filho. “Não há um consenso se o caçula deve nascer de cesárea após um irmão nascido cirurgicamente. Há médicos que podem considerar seguro um parto vaginal”, declara Luba.

Cabar afirma que não recomendaria a uma paciente que fizesse uma cesárea simplesmente porque o primeiro filho nasceu por essa via de parto. “Mas se fosse o terceiro bebê, com os dois anteriores nascidos cirurgicamente, ele teria de nascer por cesárea.”

Amamentação

De acordo com os médicos ouvidos pela reportagem, outra questão a ser considerada em uma gestação com intervalo menor de um ano é a amamentação.

Embora admitam que não se trata de consenso, ambos recomendariam a suspensão do aleitamento do primeiro filho em caso de segunda gestação.

A justificativa de ambos diz respeito a liberação da ocitocina no organismo materno. O hormônio responsável pela descida do leite tem como efeito a contração do útero.

“Há risco de trabalho de parto prematuro, mas é claro que pode acontecer de a mulher engravidar, continuar amamentando e nada acontecer. Em medicina, a gente trabalha com probabilidades”, declara Barca.

Acesse o link do Portal UOL: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/02/20/thais-fersoza-engravidou-do-2-filho-antes-de-um-ano-ha-riscos-nisso.htm

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TIPOS DE CORRIMENTO: BRANCO, AMARELADO, COM SANGUE E MAIS 3 QUE MERECEM ATENÇÃO

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Ter um pouco de secreção é normal, mas quando ela muda de aspecto ou quantidade, tornando-se um corrimento vaginal mais intenso, a preocupação com a possibilidade de ser uma infecção ou outra doença é praticamente inevitável. Transparente, acinzentado, esverdeado, marrom ou amarelado são possíveis tons que ele pode assumir. Algumas destas variações são naturais e não causam problemas para saúde, outras são sinais de que algo está errado com seu corpo.

O que é corrimento

A vagina é uma região úmida que abriga diversos tipos de muco. Formados por células, bactérias mortas e outros elementos naturais, a secreção costuma mudar de acordo com o período do ciclo reprodutivo feminino. Entretanto, alguns tipos de corrimentos anormais podem ser indícios de infecções e doenças.

É normal ter secreção vaginal?

A liberação de muco vaginal é natural dependendo do tipo de substância expelida.

Toda mulher em idade reprodutiva passa por variações hormonais que produzem diferentes tipos de secreção vaginal, que são absolutamente normais. Por exemplo, na época da ovulação surge a substância transparente, semelhante à clara de ovo. Após a menstruação, ela fica parecida com uma borra de café, em um marrom escuro que carrega os últimos vestígios de sangue.

No entanto, quando o muco possui coloração diferente, sangue demasiado ou cheiro anormal é preciso ter atenção, já que estes são sintomas de doenças.

Outra dica para identificar se a saúde vaginal vai bem é verificar fatores associados ao corrimento, como dor nas relações sexuais, dor para urinar e odores fortes. Caso perceba um ou mais destes sinais, procure um ginecologista que fará o diagnóstico correto e passará o tratamento adequado.

Tipos de corrimento e secreção vaginal

Corrimento amarelado

Não é normal ter corrimento amarelo, pois ele pode ser um sinal de alguma infecção vaginal como a tricomoníase, causada por um parasita que se aloca na vagina ou na uretra e provoca dores e machucados na região.

Acinzentado

Este tipo de secreção está relacionada a infecções, como a vaginose, alteração causada por uma bactéria que por vezes pode gerar também odores ruins.

Corrimento branco

O corrimento branco pastoso e com aspecto de leite talhado, semelhante a uma nata, merece atenção pois geralmente esta relacionado com a candidíase, infecção que costuma causar também coceira, dor e vermelhidão na região sexual.

Verde

Assim como o corrimento amarelado, o esverdeado também está relacionado a doenças infecciosas e indica a necessidade de visitar um ginecologista.

Corrimento clara de ovo

O surgimento de um corrimento transparente como clara de ovo significa que a mulher está ovulando. "O período fértil, em que aparece esta secreção, varia de mulher para mulher, mas geralmente ocorre em torno do décimo quarto dia do ciclo, a contar a partir do primeiro dia da menstruação", complementa o ginecologista e obstetra Ricardo Luba.

Corrimento marrom

Nada mais é que a menstruação borra de café, que ocorre no fim do ciclo, quando há pouco sangue menstrual no interior da vagina. Sem um fluxo intenso, ele demora a ser exteriorizado e, nesse meio tempo, acaba sofrendo oxidação e a mudança de cor, que é perfeitamente comum.

Entretanto, o corrimento marrom deixa de ser saudável quando permanece durante muitos dias ou está acompanhado por cheiro ruim. Nestes casos, procure seu ginecologista.

Com sangue

O ginecologista e obstetra Ricardo Luba adverte que o corrimento com sangue não é normal. "Ele está relacionado com lesões no colo do útero ou alterações hormonais. Por este motivo, o mais indicado é ir a um especialista para verificar o que pode estar ocorrendo", ressalta o profissional.

Corrimento com mau cheiro

De acordo com o ginecologista, é necessário ter atenção com corrimentos com odor, já que o cheiro de peixe na vagina pode significar doenças como vaginose e tricomoníase.

Secreção vaginal na gravidez

O especialista explica que a secreção que indica gravidez geralmente é esbranquiçada, clara e fluída. Porém, é preciso estar atento ao aparecimento de tipos de corrimento anormais na gestação, que podem ser amarelados, esverdeados, com sangue ou odor forte. Nestes casos, procure um médico para realizar o tratamento e evitar complicações.

Tratamento

Caso seu tipo de corrimento não seja natural, é preciso procurar um ginecologista para que seja prescrito o tratamento adequado.

Também fique atenta a alguns hábitos que podem contribuir para o aparecimento de corrimentos, como estresse, alimentação desequilibrada, roupas apertadas e uso de protetores diários em excesso. Essas atitudes podem alterar o ambiente vaginal e propiciar a proliferação de fungos e bactérias, o que favorece o aparecimento de infecções.

Acesse o link do Portal Vix: http://www.vix.com/pt/saude/540935/tipos-de-corrimento-branco-amarelado-com-sangue-e-mais-tres-que-merecem-sua-atencao

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